domingo, 7 de outubro de 2012

Das pequenas alegrias cotidianas

As paixões devem estar sempre à mão.

Quando eu era mais jovem, ambicionava. Dei muita cabeçada e de vez em quando ainda dou... Porém, a maturidade tem me trazido o gosto pelas coisas simples.

Não que eu não consiga apreciar o valor de certos luxos. Acho que são experiências válidas, interessantes. Apenas sei que ter mais e mais não é o que me fará mais feliz.

Felicidades são pequenos vagalumes fugidios, lampejos na rotina, pequenas pérolas incrustadas na dureza do cotidiano. É preciso ter todos os sentidos abertos para percebê-los, esses pequenos vagalumes.


Delicadezas.

Ok, isso está soando meio Amélie Poulain, mas que mal há nisso? Vivemos imersos numa cultura que hiper-valoriza o consumo e, desde muito cedo, aprendemos - de todas as formas - que precisamos de coisas para sermos. Felizes. Desejados. Interessantes. Vitoriosos.

"Te amo, espanhola..."

Assim, caso você ainda não tenha percebido que a felicidade não existe e a persiga 24 horas por dia, sentindo-se pouco mais que uma ameba por não atingi-la enquanto todos os seus conhecidos parecem que já conseguiram tal façanha, faça uma pausa estratégica.


Uma rede habitada na varanda...

Apenas pare. Respire. Inspire. O mundo continuará girando apesar de você. Tente relaxar. O que é realmente importante para você? A ideia é viajar leve. É impressionante notar que podemos viver sem tanta bagagem. Quem você quer ter por perto? Por quê?

Para ilustrar esse post, fotos de vislumbres que enchem minha casa de cor, luz e alegria. Esses pequenos vagalumes. 


6 comentários:

Rebeca disse...

Concordo plenamente!
Bjs e bom domingo!

Cecilia e Helena disse...

Olá, Simone!
Pode imaginar que existem pessoas que não sabem pensar nas coisas simples da vida? Certa vez, pedi aos alunos (universitários) que escrevessem sobre as coisas simples que os faziam felizes. Alguns (muitos) escreveram sobre coisas grandiosas que trariam benefícios à comunidade, à humanidade, coisas assim. Tentei que compreendessem que não se tratava disso, mas de se voltarem para si mesmos, etc.etc., e eles acharam que era egoísmo. Você acredita nisso? Há algum tempo estávamos Helena, Helô e eu fazendo coisinhas simples, ou seja, sendo felizes juntas. Havia aquela propaganda: O que faz você feliz? E começamos a cantar: Helena - coçar o sovaco -; Helô - colar figurinhas; e eu - ler revistas de tricô. Canta aí que dá direitinho.
Beijo da Cecilia.

Ma Petite Lima disse...

Que lindo post... Acredita, senti como se falasses comigo. Me senti mais leve.
Obrigada!!
Bju
Joanna

Isabella Morais disse...

Post maravilhoso, como sempre. A felicidade está comigo todos os dias, desde a hora de acordar até a hora em que me deito.

São os sorrisos, os olhares, os carinhos, a comidinha gostosa na mesa, as mensagens das amigas, os tecidinhos coloridos, as meadas, as tintas..

Beijos!

CamomilaRosaeAlecrim disse...

Demais...dorei o post, e o coração é muito fofo, parabéns!
Te desejo uma ótima semana, muita paz, força e realizações!
Beijos
CamomilaRosa

Valma disse...

what a wonderful post, I feel Zen now thanks to you =)
you're so right !!
the French name for the Spanish castanhola is 'castagnettes' , it's a funny word to me =)
enjoy your day my sweet friend
biiiiiiig hugs
bjs

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