domingo, 19 de maio de 2013

De volta ao ponto cruz: cartões





Quem já me acompanha há algum tempo sabe que sou como a Lua, tenho fases. Há épocas em que só consigo trabalhar com meus hexies; em outros momentos, estou com vontade de fazer coisas em crochê; noutros, só costuro.

Na origem de tudo, entretanto, está o ponto cruz.

Passo meses sem bordar nada nesta técnica, mas consigo sentir quando a vontade vem voltando por que começo a procurar gráficos e projetos. Não foi diferente dessa vez.

Depois que recebi um lindo cartão da Valérie, com uma girafa em ponto cruz, fiquei com ideia fixa de bordar cartões também, deixá-los prontos para ocasiões especiais. A oportunidade surgiu com a última revista que comprei, com gráficos coloridos, rápidos e muito fáceis.




Esta série, com jeito de primavera, é muito engraçadinha. Gostaram do resultado? Em breve, mostrarei o resultado final, já aplicado ao papel cartão, e como fazer isto.

Boa semana, pessoal!

 

domingo, 12 de maio de 2013

Puzzle # O grande canal de Veneza




Quando minha mãe me pediu que comprasse e montasse um quebra-cabeça de 3.000 peças eu senti um arrepio, velho conhecido...

Quem passa por aqui sabe que amo puzzles, que já montei vários, dos mais diversos níveis de dificuldade. Porém, nunca havia encontrado um desafio como este... Tenho questionado minha capacidade de terminá-lo. Sério. Cada etapa de montagem tem exigido um esforço de concentração enorme!

Além disso, o quebra-cabeça é tão grande que não cabe na minha mesa de 6 lugares! As pecinhas da borda ameaçam cair a qualquer momento, é um drama mantê-lo estável, ainda que eu esteja usando o suporte adequado para a montagem e guarda (já que preciso usar a mesa diariamente para outros fins...).



Você conhece os passos para a montagem?? Não tem segredos, bastam apenas paciência, disciplina e organização.

Passo 1: ao abrir a embalagem, comece separando todas as peças da borda. Não se engane: no caso de ter que verificar todas as 3.000 peças, isso tomará muuuuiiiitoooooo tempo.

Passo 2: já que fará uma primeira triagem, separe as peças de acordo com suas semelhanças (cores, padrões, etc.) em recipientes diferentes. Não se engane: você terá que separar cada conjunto de peças novamente, de modo a permitir um agrupamento mais efetivo.

Passo 3: comece montando a borda. Primeiro, as partes com mais detalhes, que se agruparão naturalmente. Não se engane: as partes sem detalhes poderão ludibriá-lo...

Passo 4: montada a borda, respire fundo e comece montando as partes cujos detalhes são mais evidentes: estruturas, arquiteturas, rostos, etc. É importante que você vá colocando os pequenos blocos montados mais ou menos nos seus lugares.



Passo 5: mantenha a organização e a separação realizada. Nada de misturar as peças!

Passo 6: persista. Quando cansar, dê um tempo para si. Tem momentos que a pecinha está na nossa frente e não conseguimos mais enxergá-la...

Estou usando um rolo de um material aveludado, vendido no Brasil por um fabricante de puzzles, que me permite guardar o que está feito com pouca “desmontagem”, o que é ótimo. Para fixação, após a montagem, tenho usado a cola do mesmo fabricante, com bons resultados.

Quanto tempo vai levar? Não sei... Mas aqui cabe a última e mais valiosa dica: montar quebra-cabeças com os amigos é muito mais divertido e rápido! 

Feliz Dia das Mães!!!!


domingo, 5 de maio de 2013

Patch Apliqué para meninos





Uma amiga encomendou-me algo que acabou tornando-se, na minha opinião, uma boa opção de presentes para bebês recém-nascidos: uma semaninha de panos de prato com temas infantis.

Acho que todo mundo que tem bebê novinho em casa separa seus utensílios, inclusive os panos de prato que serão usados somente para as coisinhas dos pequenos.







Optei pela técnica do patch apliqué e acrescentei alguns detalhes em pontos livres. Esses panos de prato, evidentemente, serão usados de uma maneira mais “leve” que aqueles do dia-a-dia e, por isso mesmo, são um pouco mais trabalhados.

Primeiro, costurei as barras em tecidos nos tons pedidos. Depois, selecionei os desenhos Neste caso, usei a entretela termocolante e não a cola para tecidos, o que acabou sendo uma opção mais rápida (e limpa!).







Por último, o acabamento com os bordados, o que termina sendo a etapa mais demorada e mais divertida.

Gostaram do resultado?


quarta-feira, 1 de maio de 2013

Linhas Escritas # Os Pilares da Terra



 

Quando finalmente comecei a ler esse portentoso volume, em 2008, ele já era um consagrado sucesso mundial, mas ainda não havia sua versão filmada.

Eu fiquei completamente inebriada pela descrição minuciosa da época, dos detalhes que somente os grandes autores conseguem fazer saltar das páginas como flocos de neve que flutuam no ar, estimulando sua imaginação, ao invés de solapá-la.

Tá, eu reconheço: sou parcial, adoro romances históricos.

Mas, convenhamos, a construção de uma catedral demanda muita paixão, sobretudo num tempo em que tudo era feito manualmente. Como pano de fundo, o enriquecimento dos mercadores de lãs, fios e tecidos, com seus métodos de fabricação e tingimento das poucas cores existentes, além das estratégias para o desenvolvimento do comércio das cidadelas. Ah, e tem romance também, claro, para temperar a história. Apaixonante!

“Um mergulho na Inglaterra do século XII e na construção de uma catedral gótica. Emocionante, complexo, pontilhado de coloridos detalhes históricos, Os Pilares da Terra, de Ken Follett, traça o painel de um tempo conturbado, varrido por conspirações, intrincados jogos de poder, violência e surgimento de uma nova ordem social e cultural. O livro, que há mais de 20 anos conquista leitores e já vendeu mais de 18 milhões de exemplares em 30 idiomas.” (texto de divulgação)

Anote minha avaliação: imperdível!

Boas leituras!


domingo, 28 de abril de 2013

To-do-list on Pinterest #1 – quase lá




Uma das primeiras fotos que “pinei” no Pinterest foi este bordado de nomes, realizado para pequenos quadros. Este projeto é interessantímo, tanto pelo uso de pontos bem simples como pelo resultado inesperado. Wow!

Analisei a foto inúmeras vezes, depois fui em busca da fonte mais apropriada e, por fim, decidir contornar as letras com o nosso velho amigo, o ponto atrás. Em volta deste contorno, imaginei usar o ponto areia, só que cada ponto bem juntinho do outro, alguns se sobrepondo. Nem sei se é mesmo o ponto areia, neste caso...




Estou bordando num linho que ganhei, em tom de lilás, lindo, lindo. Achei o linho apropriado, para conferir um aspecto mais rústico ao conjunto. Vou usar este bordado num presente para a minha amiga Bruna e estou torcendo que ela goste.

O que vocês acham?


domingo, 21 de abril de 2013

Bread Pudding




Eu adoro sobras de pão, o que é bem difícil de acontecer lá em casa. Quando as tenho, invariavelmente elas viram fatias douradas em preguiçosas manhãs de domingo, acompanhadas de uma xícara de café recém-passado.

São desses pequenos prazeres secretos que dão aquele colorido especial à rotina, mas que somente você enxerga por que só existem na sua cabeça.

Aí eu decidi experimentar transformar minhas sobras de pão em bread pudding por que o apelo dos cubinhos de maçã e das passas encharcadas de rum junto com o pão molhadinho em leite, ovos, baunilha e açúcar foi demais pro meu pobre coração...

O cheiro deste bread pudding assando é qualquer coisa celestial. O resultado é muito bom, não muito doce, com o perfume da canela e a crocância da maçã. Da próxima vez, quero que fique ainda mais molhadinho, usarei menos pão e um tiquinho mais de açúcar...

A receita não tem segredo, a internet está cheia de muitas variações (só tome o cuidado de não confundir esta receita com o nosso brasileiríssimo pudim de pão, aquele feito com o pão batido com leite condensado no liquidificador, hein?). Que tal preparar um?


domingo, 14 de abril de 2013

Margaret Sherry Baby Quilt




Mais um projeto antigo concluído, ufa! Lembram destas letrinhas bordadas em ponto cruz usando o alfabeto da designer inglesa Margaret Sherry? Pois é, finalmente concluí a manta que foi o presente pelo nascimento do Victor, filho de uma amiga querida, a Joelise.

É uma manta bem rústica e colorida, para jogar no chão e deixar o bebê brincar. No topo, além das letras, tecidos coloridos em verde e azul. Na parte de trás, usei um algodão cru, bem resistente.



Vamos às dificuldades e aprendizados:

1)      A minha Singer é valente, mas doméstica. Não está preparada para quiltar, sobretudo quando a louca proprietária usa a manta acrílica mais grossa como recheio... O lado bom é que ficou bem “fofinho”.
2)      Os quadrados de tecido foram feitos muito antes de existir uma tábua de corte, réguas e cortadores específicos para patchwork lá em casa... Resultado? Pequenas diferenças que entreguei a Deus e coloquei na conta de ser uma primeira experiência.
3)      Comecei o trabalho sem, realmente, saber fazer a borda... Depois de muitos cursos virtuais, hoje posso até dizer que já sei, mas o acabamento desta manta mostra um pouco da minha inexperiência.
4)      Costurinhas tortas, de nervoso e cansaço... Ainda bem que a manta ficará no chão e não no berço... lol
5)      Não é possível costurar na minha máquina, com recheio, nada 1cm maior que este quilt. Foi realmente um trabalho de Hércules...
6)      Com as dificuldades para acertar a borda, pensar em cantinho das texturas era um pouco demais... Quem sabe na próxima?

Mas nem tudo foi só dificuldade. O resultado final até que ficou bonitinho e, como um toque especial, costurei atrás, com pontinhos invisíveis, uma etiqueta “de/para”, ideia do maravilhoso blog Gwenny Penny. Era para ser bordada, mas, no afã de terminar, acabei escrevendo com tinta para tecido mesmo.




O que acham? Fiquei um pouco insegura em presentear minha amiga com algo tão cheio de “defeitinhos”, gostaria de ter conseguido um resultado melhor...  Depois, considerei que esse projeto tem tanta alma, é algo que carrega a energia do que eu queria pros meus filhos quando eles eram menores...

Enfim, eu e Joelise somos amigas há tanto tempo que, espero, ela tenha perdoado as falhas e sentido a energia positiva que somente algo feito manualmente, durante longas horas e com todo carinho, pode proporcionar.


Meu Gui, posando com o quilt pronto, para vocês terem uma ideia do tamanho.

Bom domingo, boa semana!



domingo, 7 de abril de 2013

“If not now, when?”




Já comentei neste post o quanto gostei o livro da Keila Gon, Cores de Outono. E quando eu gosto de algo, quero compartilhar, evidentemente.

No caso do livro, ao terminar de lê-lo, lembrei da Nia e seu gosto pela magia, pelos romances... Aí decidi solicitar um exemplar à Keila, autografado especialmente para a minha amiga portuguesa. O toque handmade foi um marca-páginas em tons de azul e rosa, no qual bordei a frase do título deste post.




Não sei bem o porquê dessa frase ter mexido comigo... Acho que por ser um libelo a que vivamos o presente, não deixemos para o amanhã a felicidade, a mudança, a transformação. Qual o melhor momento para começar algo, para tomar uma decisão? Que momento poderá ser melhor que o momento presente?

Ok, você pode ter uma opinião diferente: às vezes, melhor mesmo é esperar. Válido. Mas esta é, também, uma decisão que se toma no presente, em detrimento de outras.




Como a Nia é uma pessoa, por assim dizer, que vive a filosofia “Carpe Diem”, acho que a frase soará bem, e com sentido, para ela. E que o livro possa encantar também seu coração, como encantou o meu.

Boa semana, pessoal!


domingo, 31 de março de 2013

Linhas Escritas # Um livro que foi para o lixo e por que não vou mencionar o nome deste volume...



Eu acalento um sonho antigo, travestido em papéis e arquivos eletrônicos soltos: escrever meu livro. Não sei como ou quando, apenas sei por que. Consigo senti-lo em minhas mãos, mas não sei sobre o que versará. Consigo suportar a ideia de que ninguém venha a lê-lo, e, ao mesmo tempo, tenho delírios de grandeza: ser lida por muitos, emocionar, fazer rir ou chorar.

Talvez por este preâmbulo você imagine que tenho um respeito reverencial por livros, quaisquer sejam. Já comprei mais, hoje estou imbuída do espírito de ler o que tenho na estante. Dôo muito, para dividir o encantamento. E nunca antes, na vida, tinha jogado um livro no lixo. Nunca. Até a última terça-feira de carnaval.

Para jogar um livro no lixo, eu constatei que aquele livro não seria útil a mais ninguém. Sua mensagem não tinha qualquer valor. Ou seja, somente o papel poderia ser reaproveitado, mas a minha repulsa era tão grande que não me contive e, num gesto dramático, joguei-o – literalmente – no lixo.

Não me orgulho do gesto e não ignoro que, quem escreveu, jamais desejaria que isto ocorresse. Mas este livro, para mim, é extremamente ofensivo. Sob a bandeira do liberalismo feminino, muito se tem feito para deturpar e denegrir a imagem da mulher. E isto, independentemente da questão de gênero, é inaceitável para mim.

Antes que alguém pergunte, tampouco sou falsa moralista. Reconheço o valor e a necessidade libertária e transgressora da boa literatura erótica e nunca, jamais, confundirei esta com qualquer coisa cinza vendida atualmente. Mas a escatologia que consigo suportar tem limites precisos, demarcados.

Não, não vou dizer o nome do livro aqui no blog, em respeito à autora e para não repercuti-lo (se sua curiosidade for tão grande quanto a minha costuma ser, prometo te dizer o título via email, ok?). Para finalizar, acho que vale a pena dedicar um tempinho à escolha dos títulos, para não jogar tempo e dinheiro fora, como fiz desta feita...

Porém, desistir de ler e descobrir novos autores, nunca! Boas leituras!


domingo, 24 de março de 2013

Domingo lá em casa tem...


...acordar tarde. Café. Pão de queijo quentinho. Revista em quadrinhos. Barulho de batedeira. Cheiro de bolo. Risada. Preguiça na cama. Suco. Banana. Abraço apertado. Mais risadas. Bagunça. Briga para arrumar a bagunça. Filme. Pipoca. Máquina de costura. Bordados. Livros. Salmão assadinho no forno. Almoço na varanda. Legos, muitos legos. DVD. Outros abraços. Briga de irmãos. Mais beijinhos. Ler gibi juntinho. Desenhos. Tintas. Arte. Pizza. Suco de laranja feitinho na hora. Banho “faxina”. Conversa na varanda. Brisa. Luar. Uma taça de vinho. Talvez duas...

***

Sim, eu já havia dado a primeira garfada quando pensei em fotografar o prato... lol


Meu almoço de domingo preferido: Risoto de tomate, manjericão e limão siciliano + filé de salmão assado com alcaparras

Doure meia cebola picadinha em um fio de azeite e uma colher de manteiga. Acrescente uma xícara de arroz arbóreo e refogue um pouco. Acrescente uma xícara de vinho branco e deixe reduzir. Acrescente um punhado de tomatinhos italianos, apenas cortados na metade, no sentido do comprimento, folhas de manjericão e raspas de limão siciliano. Vá acrescentando, aos poucos, conchas de caldo de frango ou legumes, mexendo o risoto sem parar. Quando o arroz estiver al dente, junte um punhado de queijo parmesão ralado na hora e um pouco de requeijão, umas duas colheres generosas. Pronto.

Para o salmão, coloque o filé em uma assadeira untada com azeite, com a pele para baixo. Tempere com sal, pimenta do reino moída na hora, regue com um fio de azeite e leve ao forno, coberto com papel alumínio. Ao servir, derreta um pouco de manteiga, acrescente azeite e alcaparras e regue o salmão com esta mistura. Infalível!


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