quarta-feira, 30 de maio de 2012

Pequenos corações de crochê que viajarão para encontrar uma nova amiga que mora além mar




Esse momento crochê um dia vai passar. Porém, enquanto isso não acontece, tenho desfrutado ao máximo de suas possibilidades.

Eu achava que sabia crochetar... Descobri que nem o básico eu fazia direito! Existe realmente um mundo de técnicas e coisas lindas que podem ser realizadas e, como sempre, tenho pesquisado e aprendido muito. Óbvio que com a minha impaciência, acabo optando por coisas rápidas de fazer.




Mas essa minha regra encontrou uma exceção: resolvi experimentar um barrado com lindos corações em duas cores. Optei pela combinação rosa / vermelho, para ficar bem delicado.

Esses pequenos corações, depois de unidos, serão um presente para uma nova amiga, que mora distante, porém é muito presente com comentários delicados, respeitosos. Gosto de demonstrar minha gratidão com esses mimos. Acho que materializar o carinho em algo handmade é uma forma de demonstrar o quão grata sou a quem, mesmo em outro país, sem falar o português, encontra disposição e interesse em me acompanhar.



Quem é???!! Não posso contar ainda... Não vou estragar a surpresa! Mas vou mostrando como ficarão os mimos que viajarão em breve! Lol



sábado, 26 de maio de 2012

Consideração e Reciprocidade


Top 6.


Como nasce uma amizade? Que tipos de sentimentos estão envolvidos na construção de um relacionamento? Essas perguntas tornaram-se mais frequentes depois que comecei o blog... Por que?? Vejamos.

Todos nós temos amigos de infância, de colégio, de faculdade, do trabalho. Alguns de nós temos amigos ditos virtuais, com quem nos relacionamos, trocamos impressões, cartas, e-mails, sentimentos e miminhos. É difícil conhecer a todos pessoalmente.

Quando eu comecei a escrever o blog tinha várias expectativas, mas, nenhuma delas, era a de encontrar tanta generosidade, tanta amizade. Pode ser um atributo deste mundo craft que habitamos, não sei...


Imagina chegar em casa e abrir um pacote como esse...

Talvez as pessoas que gostam de arte – sobretudo na forma de trabalhos manuais – sejam, naturalmente, mais abertas e generosas, vivam na prática o conceito de compartilhamento. Ou não. Eu posso ter dado sorte, simplesmente, de conhecer as pessoas mais bacanas da internet. O fato é que tenho encontrado muita consideração e reciprocidade nesta caminhada. Às vezes, o carinho e a atenção são gratuitos, inesperados.

Dia desses cheguei em casa e tinha um pacote me esperando. Vinha do Pará, e ao ver isto, já abri um sorrisão: coisa da Isa, do Get Crafty Now! Ao abrir o pacote: WOW!

A Isa, na cartinha que acompanhava o pacote, explicou que ficara feliz de ver que os retalhos que me enviara estavam sendo utilizados em meus trabalhos e, por isso, me enviava mais tecidos. * Suspiro *


* suspiro *

Como não se emocionar com um gesto tão generoso desses?! A Isa, ao compartilhar seus tecidos, seu carinho, seu tempo, seus recursos, reforça a minha crença de que uma amizade sólida é construída sobre dois alicerces: consideração e reciprocidade.

Obrigada, Isa! Tenha certeza de que os tecidos serão muito úteis. Obrigada por sua atenção e carinho, eu fiquei tremendamente emocionada...



quarta-feira, 23 de maio de 2012

Novos bordados: a saga continua




Já mencionei em alguns posts que adoro sagas. Isso deve estar vinculado à minha necessidade de tentar “esgotar” temas ou, como costumo chamar, às minhas “fases”. Tive a fase do ponto cruz, estou na fase do crochê quase retornando aos meus hexies, que ocuparam uma fase enorme da minha vida.

Já tive a fase do mingau de aveia e do mousse de maracujá. Já pratiquei spinning como uma louca e fiquei obcecada pela Trilogia Millenium... O bom de tudo isso? Uma existência vibrante, cheia de janelinhas que vão se abrindo e se fechando, novidades e reencontros.




É assim também com vocês??

Pois bem. Estava ansiosa para mostrar para vocês meus últimos bordados. Eles decoram mais alguns panos de prato – vão desculpando aí este romance tãããããooooo longo. Já, já ele passa! lol

Que tal um jardim de trevos verdes usando o nosso velho amigo, o ponto atrás:




Ou um bule de chá decorado com uma florzinha de crochê?




Um passarinho pink em sua gaiolinha cinza:




Mais flores, bem coloridas:




Ai, ai... bordar é tão bom! Cada novo projeto é como se fosse o primeiro... Acho que esse é o elemento principal dos grandes romances, concordam? 



domingo, 20 de maio de 2012

Um puzzle especial





De todos os pintores, os impressionistas sempre foram os meus preferidos. Não sei explicar por quê, nada sei sobre as questões técnicas, apenas sinto. Fico sempre profundamente emocionada diante da profusão de pinceladas que, quase etereamente, delineiam formas, contornos, cores. Parece o avesso de um bordado, com as suas imperfeições...

Monet e Renoir são, evidentemente, os meus “mais preferidos”.

Tenho outra paixão: puzzles. Quanto maiores e mais desafiadores, melhor. Se forem de obras de arte ou fotografias artísticas então, meu Deus!! Eu piro!




Ao longo dos anos, montar quebra-cabeças tem sido um passatempo familiar. Quando éramos apenas estudantes, eu e meus irmãos morando juntos num pequeno apartamento, a mesa da sala era sempre ocupada por um puzzle. Cada um que passava se demorava um pouco colocando algumas pecinhas. Assim, terminamos vários.

Na casa da minha mãe, uma Monalisa (2000 peças, o mais difícil que já montamos!) residiu ao lado de um Mapa Mundi de 1665 (3000 peças, o maior que já montamos) durante alguns anos. Montamos ainda alguns Tarsila do Amaral, bem brasileiros, que estão na casa da minha irmã. No meu escritório, tenho dois puzzles emoldurados de fotos de Ansel Adams, lindas imagens das Montanhas Rochosas em preto e branco.




Com a minha irmã, havia montado uma tela famosa de Renoir, “Duas irmãs” (1500 peças), que ela mandou emoldurar lindamente em dourado e, hoje, tem lugar de destaque em sua sala.

Aí, no feriado de 1° de maio, os trabalhos manuais ficaram de lado, pois passamos o dia montando outra tela deste pintor, “A girl with a watering can” (500 peças, lindo e rápido). Ela mandou novamente emoldurar e esta tela agora faz par com a mais antiga.

Foi um dia diferente e muito especial. Concordam que montar uma imagem tão bonita, pecinha a pecinha, é quase como estruturar um bordado? Todos os sentidos estão envolvidos, as mãos trabalham, a mente está focada no próximo passo, a cabeça desanuviada, livre da correria do dia a dia, o silêncio somente interrompido por alguma expressão de alegria – “Achei!” – ou frustração momentânea – “Cadê essa bendita peça?!”.




E vocês? Gostam de puzzles? Já montaram um dos grandes??


terça-feira, 15 de maio de 2012

Como decorar um espelho com pastilhas


O azul é do banheiro do Bernardo.

O lilás, claro, da Bibita.

O bom de ser crafter é que você passa uma imagem – que nem sempre corresponde à realidade, evidentemente – de que você domina todas as técnicas manuais e todos os tipos de material. Costura? Sopa... Mosaico? Traz os azulejos... Pintura em tecido? Dá-me o pincel...

Acho que isso acontece um pouco comigo. Quando a minha irmã decidiu decorar os espelhos dos banheiros dos meus sobrinhos, imediatamente me chamou, ainda que ela já tivesse decidido como fazer e comprado o material necessário. Eu seria, por assim dizer, como uma “garantia” de que poderia dar certo... lol

Mas eu nunca havia decorado um espelho antes! E, confesso, estava meio receosa de estragarmos tudo. O especial do momento foi a chegada surpresa dos meus pais, para passarmos juntos o Dia das Mães. Os espelhos foram decorados a seis mãos femininas e o trabalho envolveu três gerações. 

Na seqüência de fotos abaixo, mostro como fizemos, passo a passo. Pode ser útil para você em algum momento e, claro, sairá bem mais barato que se comprado pronto.


Minha mãe limpa o espelho, para que o silicone possa fazer seu trabalho.

Limpamos a superfície do espelho na qual as pastilhas seriam coladas. Limpamos também as pastilhas, para retirar a poeira. Definimos a posição das pastilhas e mantivemos a malha que vem atrás delas, cortando apenas o suficiente para obter o tamanho desejado.


Oh, meu Deus! São muitas mãos de uma vez só!

Marcamos a área a ser colada com fita. Como não tínhamos fita crepe na hora, sobrou para a fita isolante preta, mas que funcionou bem. O objetivo era evitar que o silicone se espalhasse para além das pastilhas.


Minha irmã, aplicando o silicone...
E minha mão, espalhando o silicone com uma espátula improvisada...

Aplicamos o silicone, numa camada generosa, e o espalhamos com uma espátula.


Meu cunhado, fazendo as fotos.

Apertamos bem cada pastilha sobre o silicone, tomando o cuidado para que não escorregassem.



Após esse passo, retiramos a fita e o excesso de silicone que se depositou sobre ela. Vejam como já fica limpo.


Nada como um trabalho terminado...

Vejam o espelho quase pronto, já limpo, e as artesãs da moldura posando, bem felizes com o resultado. Ao fundo, os pés do meu pai, que observou toda a nossa movimentação durante a manhã, meio incrédulo... lol

Os espelhos estão “quase” prontos por que a última etapa, após 24 horas de secagem do silicone, é a aplicação do rejunte. Não pudemos, evidentemente, fazer isso no mesmo dia e, como o dia seguinte seria o Dia das Mães, decidimos nos oferecer um dia de folga – as três somos mães - e fomos à praia com nossas proles, maridos e amigos.

Afinal, a vida é mais! 


quinta-feira, 10 de maio de 2012

Linhas Escritas # Os Maias




Eu li Os Maias há uns dois mil anos. Não, não é mais um exagero meu. Quando eu li esse romance do Sr. Eça de Queiroz eu tive um dejavù e a sensação de que as palavras eram minhas antigas conhecidas.

Explico melhor: livros muito bons são atemporais. Conflitos humanos profundos existiram e sempre existirão, ainda que mudem os cenários e personagens. O gênio do escritor apenas capta esse conhecimento ancestral, o organiza, o detalha, o enfeita, dá-lhe cor, formato, som e fúria.

É isso, apenas. Um livro é arrebatador quando cala fundo em sua alma e você termina por se encontrar nele. Nunca aconteceu com você?! Não se preocupe: acontecerá mais cedo ou mais tarde. Continue lendo o que lhe cai nas mãos.




Comigo foi assim mesmo: desavisadamente. Eu nem queria ler o portentoso volume, mas continuei por que era lindo, trágico, envolvente, soberbo.

Você já deve ter ouvido comentários sobre a história, sobre o incesto e o amor impossível entre irmãos. O que mais me tocou, no entanto, mais que o romance trágico, foi o extremo naturalismo da narrativa, a descrição minuciosa da vida lisboeta, os costumes da fidalguia da época. É... Decididamente, eu gosto dessas sagas familiares.

Aceite meu conselho e leia este denso livro. Anote aí: super-hiper-mega-high-power-blaster-uber-recomendadíssimo.


sábado, 5 de maio de 2012

Encomendas x Novos Projetos




Nos últimos dias tenho tentado, sem sucesso, começar alguns projetos novos. Não é, absolutamente, falta de ideias. Elas estão fervilhando na cabeça e pululam no Moleskine.

Ocorre que tenho recebido muitas encomendas para os panos de prato e já entreguei mais de 20 destes... Não vou mentir que não tenho prazer em executa-los. A maioria que entreguei foram bordados, com barrinhas em crochê, trabalhinhos que adoro fazer. Infelizmente, na correria para entregar, não fotografei os muitos bordados...





Seis destes últimos, fiz bem simples, como presentes de casa nova para a minha irmã. Dois com pequenos bordados e 4 lisos, só com um detalhezinho de crochê em divertidas linhas matizadas. É que ela gosta das coisas bem clean.




As últimas encomendas, em patchwork, ficaram bem coloridas. Adoro o momento da combinação de estampas e detalhes! Acho que quando exercito a minha criatividade estou realmente relaxando.




Acho que logo, logo essa safra dá uma pausa e eu serei arrebatada por algo desafiador, estimulante. Essa é a beleza do nosso hobbie, não?


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