domingo, 25 de novembro de 2012

Ainda sobre aproveitamento: padrão "trança" (braid)

Direito.

Como quem lê este bloguinho já sabe, estou envolvida num projeto de longo prazo, minha eterna colcha de hexágonos. Para este projeto, tenho recebido tecidos de amigas de todo lugar, desde pedacinhos até pedações.

Ocorre que sobram muitas tiras de tecidos e, como mostrado no post anterior, elas são absolutamente interessantes. 

Avesso.

Num belo dia, vi uma colcha linda da querida Cecília, do Quilts São Eternos, feita com o padrão chamado “Trança” (braid). Alguns tutoriais depois, o uso das tirinhas ganharam forma na minha cabeça e, depois, num teste na máquina de costura.

Mais difícil que acertar as tirinhas e costurá-las é, sem dúvida, conseguir harmonia, ou lidar com a total ausência de padrão. A primeira tentativa resultou em uma tira de patchwork bem colorida e, logo, todas as tirinhas haviam sido completamente utilizadas e eu já cortava novos tecidos! 



Aplicada na sacaria de algodão, a trança resultou num pano de prato bem diferente. As demais foram reservadas para um projeto muito especial, do qual falarei mais à frente. Espero que tenham gostado de mais essa sugestão para usar seus retalhinhos.

Boa semana, com paz e serenidade!


domingo, 18 de novembro de 2012

Como Aproveitar Tirinhas de Tecidos

Durante.

Patchwork é a arte de reaproveitar. Nada mais sustentável, concordam? Natural que a força deste craft tenha atravessado o tempo e encontrado sempre novos adeptos ao redor do globo. Existe uma certa magia em ver pedacinhos desconexos tornarem-se algo novo, criar um padrão, renascer em coisas diferentes...

Após cortados os hexágonos, sobram, às vezes, tirinhas de tecido que bem poderiam ir pro lixo, não fosse um olhar de reaproveitamento e uma dose de paciência – o que não faz a mal a ninguém, diga-se de passagem.


Antes.

A ideia não é nova e a tenho visto formas diferentes de aproveitamento em  alguns blogs.

Unidas, meio que por tonalidades semelhantes, as tirinhas viraram barrinhas de panos de prato. Para o acabamento, sobras de materiais os mais diferentes: fitas de gorgurão, bicos, vieses. Simples, barato e, perdoem esse auto-elogio, com um certo charme.


Depois.

Neste caso, não se busca a perfeição, apenas o colorido e a alegria. Coisas que também, convenhamos, não fazem mal a ninguém e podem energizar sua casa. Gostaram do resultado?


Detalhes...

Uma boa semana a todos!


domingo, 11 de novembro de 2012

A Caixa Mágica: Sugestão para embalagens




A Andréa me deu um dos melhores presentes de aniversário que já recebi na vida. Sério.

A gente nunca se encontrou, todos os nossos contatos foram apenas via internet. Nunca sequer nos falamos por telefone. Mas ela conseguiu enviar-me algo que, além de útil, é minha cara. São raras as pessoas que possuem essa competência, eu acho.

Leu um pouco da minha alma no blog, teve a sensibilidade de reconhecer alguns interesses e, voilà!, a caixa mais interessante que eu jamais esperei ganhar se materializou na minha frente. Cheia de coisinhas para me permitir brincar de criar embalagens. Não é uma ideia bacana??




Pois é, minha querida Andréa, tenho usado muito seu presente. Os pacotes dos amiguinhos dos meninos ficaram mais coloridos, completos com seus cartõezinhos e fitas. O Rafa disse que, finalmente, eu estava fazendo presentes “de verdade” pros seus amigos!! Lol

Adoro embalagens. Guardo pedacinhos de fitas, papéis; adoro usar coisas diferentes para embalar presentes.




Os paninhos de prato da última encomenda eu enrolei e coloquei numa sacolinha decorada com uma das muitas figuras vintage da minha Caixa Mágica. A tag, com detalhes de coisinhas para casa, permitirá à cliente escrever uma pequena mensagem no verso. Um pedaço de papel de seda faz um charme extra, ocultando um pouco o conteúdo do presente.

Gostaram? Essa minha Caixa Mágica não é mesmo um parque de diversões particular?? 


domingo, 4 de novembro de 2012

Panos de Prato em Patchwork e a utilidade das coisas




Bom, eu e a máquina de costura fizemos as pazes dia desses. Não era nada muito sério, apenas um enfado como aqueles que são comuns em casamentos longos. Um certo desinteresse mútuo, uma vontade de fazer outras coisas, preguiça de investir na relação.

Não, o amor não havia morrido. Estava mais era hibernando, sua chama trêmula, mas não apagada. Já sentiram isso alguma vez?? Não adianta forçar, não é mesmo? Paciência.

Acontece que recebi uma encomenda e o pedido dizia: “Quero somente com patchwork!”.




A discussão da relação era inevitável, precisaríamos aparar algumas arestas. Tiramos o pó de nós duas, arrumamos os argumentos sobre a mesa. Ela, usando seu vestido novo, presente de uma admiradora nada secreta, a Andréa Cordeiro. Eu, acabrunhada, envergonhada de ausência, nem conseguia colocar a linha direito...

Mas, como os velhos casais, bastou o primeiro toque, o fremir delicado dos nossos movimentos, e a velha sintonia foi restabelecida. O sono terminara e o amor, a velha chama, brilhou forte, nova de novo.




Paninhos realizados, saudade aplacada, restou aquela conversa num fio de voz. “Vamos costurar mais um pouquinho?” “Sim, estava com saudades...” “Nossa, eu também... Não sei como consegui passar tanto tempo longe de você...” “Não vamos falar do passado, vem cá...”.

Eu fui. 

Mas isso é uma outra história...


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