quarta-feira, 1 de maio de 2013

Linhas Escritas # Os Pilares da Terra



 

Quando finalmente comecei a ler esse portentoso volume, em 2008, ele já era um consagrado sucesso mundial, mas ainda não havia sua versão filmada.

Eu fiquei completamente inebriada pela descrição minuciosa da época, dos detalhes que somente os grandes autores conseguem fazer saltar das páginas como flocos de neve que flutuam no ar, estimulando sua imaginação, ao invés de solapá-la.

Tá, eu reconheço: sou parcial, adoro romances históricos.

Mas, convenhamos, a construção de uma catedral demanda muita paixão, sobretudo num tempo em que tudo era feito manualmente. Como pano de fundo, o enriquecimento dos mercadores de lãs, fios e tecidos, com seus métodos de fabricação e tingimento das poucas cores existentes, além das estratégias para o desenvolvimento do comércio das cidadelas. Ah, e tem romance também, claro, para temperar a história. Apaixonante!

“Um mergulho na Inglaterra do século XII e na construção de uma catedral gótica. Emocionante, complexo, pontilhado de coloridos detalhes históricos, Os Pilares da Terra, de Ken Follett, traça o painel de um tempo conturbado, varrido por conspirações, intrincados jogos de poder, violência e surgimento de uma nova ordem social e cultural. O livro, que há mais de 20 anos conquista leitores e já vendeu mais de 18 milhões de exemplares em 30 idiomas.” (texto de divulgação)

Anote minha avaliação: imperdível!

Boas leituras!


domingo, 28 de abril de 2013

To-do-list on Pinterest #1 – quase lá




Uma das primeiras fotos que “pinei” no Pinterest foi este bordado de nomes, realizado para pequenos quadros. Este projeto é interessantímo, tanto pelo uso de pontos bem simples como pelo resultado inesperado. Wow!

Analisei a foto inúmeras vezes, depois fui em busca da fonte mais apropriada e, por fim, decidir contornar as letras com o nosso velho amigo, o ponto atrás. Em volta deste contorno, imaginei usar o ponto areia, só que cada ponto bem juntinho do outro, alguns se sobrepondo. Nem sei se é mesmo o ponto areia, neste caso...




Estou bordando num linho que ganhei, em tom de lilás, lindo, lindo. Achei o linho apropriado, para conferir um aspecto mais rústico ao conjunto. Vou usar este bordado num presente para a minha amiga Bruna e estou torcendo que ela goste.

O que vocês acham?


domingo, 21 de abril de 2013

Bread Pudding




Eu adoro sobras de pão, o que é bem difícil de acontecer lá em casa. Quando as tenho, invariavelmente elas viram fatias douradas em preguiçosas manhãs de domingo, acompanhadas de uma xícara de café recém-passado.

São desses pequenos prazeres secretos que dão aquele colorido especial à rotina, mas que somente você enxerga por que só existem na sua cabeça.

Aí eu decidi experimentar transformar minhas sobras de pão em bread pudding por que o apelo dos cubinhos de maçã e das passas encharcadas de rum junto com o pão molhadinho em leite, ovos, baunilha e açúcar foi demais pro meu pobre coração...

O cheiro deste bread pudding assando é qualquer coisa celestial. O resultado é muito bom, não muito doce, com o perfume da canela e a crocância da maçã. Da próxima vez, quero que fique ainda mais molhadinho, usarei menos pão e um tiquinho mais de açúcar...

A receita não tem segredo, a internet está cheia de muitas variações (só tome o cuidado de não confundir esta receita com o nosso brasileiríssimo pudim de pão, aquele feito com o pão batido com leite condensado no liquidificador, hein?). Que tal preparar um?


domingo, 14 de abril de 2013

Margaret Sherry Baby Quilt




Mais um projeto antigo concluído, ufa! Lembram destas letrinhas bordadas em ponto cruz usando o alfabeto da designer inglesa Margaret Sherry? Pois é, finalmente concluí a manta que foi o presente pelo nascimento do Victor, filho de uma amiga querida, a Joelise.

É uma manta bem rústica e colorida, para jogar no chão e deixar o bebê brincar. No topo, além das letras, tecidos coloridos em verde e azul. Na parte de trás, usei um algodão cru, bem resistente.



Vamos às dificuldades e aprendizados:

1)      A minha Singer é valente, mas doméstica. Não está preparada para quiltar, sobretudo quando a louca proprietária usa a manta acrílica mais grossa como recheio... O lado bom é que ficou bem “fofinho”.
2)      Os quadrados de tecido foram feitos muito antes de existir uma tábua de corte, réguas e cortadores específicos para patchwork lá em casa... Resultado? Pequenas diferenças que entreguei a Deus e coloquei na conta de ser uma primeira experiência.
3)      Comecei o trabalho sem, realmente, saber fazer a borda... Depois de muitos cursos virtuais, hoje posso até dizer que já sei, mas o acabamento desta manta mostra um pouco da minha inexperiência.
4)      Costurinhas tortas, de nervoso e cansaço... Ainda bem que a manta ficará no chão e não no berço... lol
5)      Não é possível costurar na minha máquina, com recheio, nada 1cm maior que este quilt. Foi realmente um trabalho de Hércules...
6)      Com as dificuldades para acertar a borda, pensar em cantinho das texturas era um pouco demais... Quem sabe na próxima?

Mas nem tudo foi só dificuldade. O resultado final até que ficou bonitinho e, como um toque especial, costurei atrás, com pontinhos invisíveis, uma etiqueta “de/para”, ideia do maravilhoso blog Gwenny Penny. Era para ser bordada, mas, no afã de terminar, acabei escrevendo com tinta para tecido mesmo.




O que acham? Fiquei um pouco insegura em presentear minha amiga com algo tão cheio de “defeitinhos”, gostaria de ter conseguido um resultado melhor...  Depois, considerei que esse projeto tem tanta alma, é algo que carrega a energia do que eu queria pros meus filhos quando eles eram menores...

Enfim, eu e Joelise somos amigas há tanto tempo que, espero, ela tenha perdoado as falhas e sentido a energia positiva que somente algo feito manualmente, durante longas horas e com todo carinho, pode proporcionar.


Meu Gui, posando com o quilt pronto, para vocês terem uma ideia do tamanho.

Bom domingo, boa semana!



domingo, 7 de abril de 2013

“If not now, when?”




Já comentei neste post o quanto gostei o livro da Keila Gon, Cores de Outono. E quando eu gosto de algo, quero compartilhar, evidentemente.

No caso do livro, ao terminar de lê-lo, lembrei da Nia e seu gosto pela magia, pelos romances... Aí decidi solicitar um exemplar à Keila, autografado especialmente para a minha amiga portuguesa. O toque handmade foi um marca-páginas em tons de azul e rosa, no qual bordei a frase do título deste post.




Não sei bem o porquê dessa frase ter mexido comigo... Acho que por ser um libelo a que vivamos o presente, não deixemos para o amanhã a felicidade, a mudança, a transformação. Qual o melhor momento para começar algo, para tomar uma decisão? Que momento poderá ser melhor que o momento presente?

Ok, você pode ter uma opinião diferente: às vezes, melhor mesmo é esperar. Válido. Mas esta é, também, uma decisão que se toma no presente, em detrimento de outras.




Como a Nia é uma pessoa, por assim dizer, que vive a filosofia “Carpe Diem”, acho que a frase soará bem, e com sentido, para ela. E que o livro possa encantar também seu coração, como encantou o meu.

Boa semana, pessoal!


domingo, 31 de março de 2013

Linhas Escritas # Um livro que foi para o lixo e por que não vou mencionar o nome deste volume...



Eu acalento um sonho antigo, travestido em papéis e arquivos eletrônicos soltos: escrever meu livro. Não sei como ou quando, apenas sei por que. Consigo senti-lo em minhas mãos, mas não sei sobre o que versará. Consigo suportar a ideia de que ninguém venha a lê-lo, e, ao mesmo tempo, tenho delírios de grandeza: ser lida por muitos, emocionar, fazer rir ou chorar.

Talvez por este preâmbulo você imagine que tenho um respeito reverencial por livros, quaisquer sejam. Já comprei mais, hoje estou imbuída do espírito de ler o que tenho na estante. Dôo muito, para dividir o encantamento. E nunca antes, na vida, tinha jogado um livro no lixo. Nunca. Até a última terça-feira de carnaval.

Para jogar um livro no lixo, eu constatei que aquele livro não seria útil a mais ninguém. Sua mensagem não tinha qualquer valor. Ou seja, somente o papel poderia ser reaproveitado, mas a minha repulsa era tão grande que não me contive e, num gesto dramático, joguei-o – literalmente – no lixo.

Não me orgulho do gesto e não ignoro que, quem escreveu, jamais desejaria que isto ocorresse. Mas este livro, para mim, é extremamente ofensivo. Sob a bandeira do liberalismo feminino, muito se tem feito para deturpar e denegrir a imagem da mulher. E isto, independentemente da questão de gênero, é inaceitável para mim.

Antes que alguém pergunte, tampouco sou falsa moralista. Reconheço o valor e a necessidade libertária e transgressora da boa literatura erótica e nunca, jamais, confundirei esta com qualquer coisa cinza vendida atualmente. Mas a escatologia que consigo suportar tem limites precisos, demarcados.

Não, não vou dizer o nome do livro aqui no blog, em respeito à autora e para não repercuti-lo (se sua curiosidade for tão grande quanto a minha costuma ser, prometo te dizer o título via email, ok?). Para finalizar, acho que vale a pena dedicar um tempinho à escolha dos títulos, para não jogar tempo e dinheiro fora, como fiz desta feita...

Porém, desistir de ler e descobrir novos autores, nunca! Boas leituras!


domingo, 24 de março de 2013

Domingo lá em casa tem...


...acordar tarde. Café. Pão de queijo quentinho. Revista em quadrinhos. Barulho de batedeira. Cheiro de bolo. Risada. Preguiça na cama. Suco. Banana. Abraço apertado. Mais risadas. Bagunça. Briga para arrumar a bagunça. Filme. Pipoca. Máquina de costura. Bordados. Livros. Salmão assadinho no forno. Almoço na varanda. Legos, muitos legos. DVD. Outros abraços. Briga de irmãos. Mais beijinhos. Ler gibi juntinho. Desenhos. Tintas. Arte. Pizza. Suco de laranja feitinho na hora. Banho “faxina”. Conversa na varanda. Brisa. Luar. Uma taça de vinho. Talvez duas...

***

Sim, eu já havia dado a primeira garfada quando pensei em fotografar o prato... lol


Meu almoço de domingo preferido: Risoto de tomate, manjericão e limão siciliano + filé de salmão assado com alcaparras

Doure meia cebola picadinha em um fio de azeite e uma colher de manteiga. Acrescente uma xícara de arroz arbóreo e refogue um pouco. Acrescente uma xícara de vinho branco e deixe reduzir. Acrescente um punhado de tomatinhos italianos, apenas cortados na metade, no sentido do comprimento, folhas de manjericão e raspas de limão siciliano. Vá acrescentando, aos poucos, conchas de caldo de frango ou legumes, mexendo o risoto sem parar. Quando o arroz estiver al dente, junte um punhado de queijo parmesão ralado na hora e um pouco de requeijão, umas duas colheres generosas. Pronto.

Para o salmão, coloque o filé em uma assadeira untada com azeite, com a pele para baixo. Tempere com sal, pimenta do reino moída na hora, regue com um fio de azeite e leve ao forno, coberto com papel alumínio. Ao servir, derreta um pouco de manteiga, acrescente azeite e alcaparras e regue o salmão com esta mistura. Infalível!


domingo, 17 de março de 2013

Mais uma Family Tree e por que bons amigos são tesouros




Eu não sei sua opinião, mas um amigo, do sexo masculino, que, de presente de aniversário, pede algo manual e, mais, especifica exatamente o quê, na minha opinião, é um tesouro.

Se esse mesmo amigo ainda espera, pacientemente, por quase 5 meses, para receber este presente, o que você faz? Agradece a Deus a oportunidade de conviver com ele, evidentemente. De joelho. No milho. E borda, claro, a Family Tree de sua jovem família.



Na história dele, o marco foi a chegada – longamente esperada – de seu primeiro filho. Talvez por isso o bordado da árvore fosse desejado...




Na minha história, um filho que acabara de passar por uma cirurgia, horas com ele na cama, convalescendo, e a necessidade de acalmar o espírito com linhas e agulhas... O bordado é terapêutico, juro.

Cada ponto na árvore, cada pequeno progresso na recuperação do pequeno, cada hora passada na companhia dele, rezando para que aquele sofrimento passasse logo e ele voltasse a sorrir, brincar, ser ele mesmo.




A árvore foi terminada em dois dias, tempo que durou a fase mais crítica do pós-operatório. O pequeno recupera, rapidamente, sua alegria de viver e eu mantenho a minha, ancorada nessas pessoas especiais que dão mais graça à existência de todos nós.



Bom domingo!


domingo, 10 de março de 2013

Um bookmark diferente e por que é realmente verdade que na casa do ferreiro, seu espeto é de pau...




Eu tenho uma coleção de ditados que uso freqüentemente e nenhum deles é tão válido para mim mesma quanto este: “casa de ferreiro, espeto de pau”.

Coleciono marcadores de páginas e leio pra caramba, mas vivo perdendo as páginas da leitura ou usando o que tiver próximo de mim para marcar as páginas como tesouras, linhas, folhas soltas, enfim...

Jesus! Da última vez que eu praguejava com essa minha mania, meu marido disse: “Você não tem um marca-páginas????” Tenho. Vários. Lindos. Nacionais e internacionais. Mas ficam todos guardadinhos em minha caixinha especial de coleção...



Aí, pensando nesta ironia, resolvi usar um bordado que estava parado, começado numa etamine preta que, apesar de linda, é um horror de se trabalhar quando já não há luz natural. O que eu já havia bordado era exatamente do tamanho adequado para um bookmark...

Recortei a etamine e fiz um sanduíche com manta acrílica e duas camadas de tecido preto. Para decorar, um pedaço de sianinha branca. Simples assim. Particularmente, gostei muito do resultado e, em algum lugar da minha cabeça o adjetivo que vinha, recorrente, era: masculino...


sexta-feira, 1 de março de 2013

Linhas Escritas # O tempo entre costuras




Tem períodos em que “acerto a mão” na escolha de ótimos livros. Venho numa maré boa, lendo um livro excelente após outro.

Este, eu havia adquirido há tempos, motivada pelos comentários positivos sobre o romance, pelo termo “costura” no título e pelo fato de ter sido escrito por uma autora espanhola. Sim, eu vivo uma fase de descoberta dos novos best sellers espanhóis... E eles são excelentes.

Não me decepcionei. Este romance histórico é cativante, não conseguia parar de lê-lo. Portentoso, narra a vida de Sira Quiroga, uma costureirinha espanhola que, nos anos 30/40, sob o tumultuado contexto histórico da época, vê uma sucessão de fatos dramáticos mudarem radicalmente sua vida, lançando-a do momento mais idílico ao mais profundo desamparo.

O que a salva? A arte de costurar, aprendida desde criança.

Antes, eu copiava o texto de divulgação, mas, neste caso, gostaria de compartilhar com vocês um trecho do livro que me emocionou:

“E, então, aconteceu o inesperado. Nunca poderia ter imaginado que a sensação de ter de volta uma agulha nas mãos fosse tão gratificante. Aquelas colchas ásperas e aquele lençóis de tecido grosseiro nada tinham a ver com as sedas e musselinas do ateliê de dona Manuela, e os remendos de suas imperfeições distavam um mundo dos pespontos delicados que em outros tempos eu fazia para as roupas das grandes senhoras de Madri. A humilde sala de jantar de Candelaria também não se assemelhava ao ateliê de dona Manuela, nem a presença da garotinha moura e o vaivém incessante dos belicosos hóspedes tinham algo a ver com minhas antigas companheiras de labuta e o requinte de nossas clientes. Mas o movimento do punho era o mesmo, e a agulha voltava a correr veloz diante dos meus olhos, e meus dedos se empenhavam em dar a pontada perfeita, como durante anos eu havia feito, dia a dia, em outro local e com outros destinos. A satisfação de costurar de novo foi tão grande que durante duas horas me devolveu a tempos mais felizes e conseguiu dissolver temporariamente o peso de chumbo de minhas próprias misérias. Era como estar de volta a casa.” (p. 79)

O livro, já amplamente comentado em blogs de leitura e também de crafts, vale cada centavo e, mais, proporcionará momentos de leitura emocionantes, aprofundará seu conhecimento sobre os fatos de um período negro da história europeia e mundial e, de quebra, ainda apresentará uma heroína, para dizer o mínimo, interessante.

Anote aí minha avaliação: imperdível!



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