sexta-feira, 1 de março de 2013

Linhas Escritas # O tempo entre costuras




Tem períodos em que “acerto a mão” na escolha de ótimos livros. Venho numa maré boa, lendo um livro excelente após outro.

Este, eu havia adquirido há tempos, motivada pelos comentários positivos sobre o romance, pelo termo “costura” no título e pelo fato de ter sido escrito por uma autora espanhola. Sim, eu vivo uma fase de descoberta dos novos best sellers espanhóis... E eles são excelentes.

Não me decepcionei. Este romance histórico é cativante, não conseguia parar de lê-lo. Portentoso, narra a vida de Sira Quiroga, uma costureirinha espanhola que, nos anos 30/40, sob o tumultuado contexto histórico da época, vê uma sucessão de fatos dramáticos mudarem radicalmente sua vida, lançando-a do momento mais idílico ao mais profundo desamparo.

O que a salva? A arte de costurar, aprendida desde criança.

Antes, eu copiava o texto de divulgação, mas, neste caso, gostaria de compartilhar com vocês um trecho do livro que me emocionou:

“E, então, aconteceu o inesperado. Nunca poderia ter imaginado que a sensação de ter de volta uma agulha nas mãos fosse tão gratificante. Aquelas colchas ásperas e aquele lençóis de tecido grosseiro nada tinham a ver com as sedas e musselinas do ateliê de dona Manuela, e os remendos de suas imperfeições distavam um mundo dos pespontos delicados que em outros tempos eu fazia para as roupas das grandes senhoras de Madri. A humilde sala de jantar de Candelaria também não se assemelhava ao ateliê de dona Manuela, nem a presença da garotinha moura e o vaivém incessante dos belicosos hóspedes tinham algo a ver com minhas antigas companheiras de labuta e o requinte de nossas clientes. Mas o movimento do punho era o mesmo, e a agulha voltava a correr veloz diante dos meus olhos, e meus dedos se empenhavam em dar a pontada perfeita, como durante anos eu havia feito, dia a dia, em outro local e com outros destinos. A satisfação de costurar de novo foi tão grande que durante duas horas me devolveu a tempos mais felizes e conseguiu dissolver temporariamente o peso de chumbo de minhas próprias misérias. Era como estar de volta a casa.” (p. 79)

O livro, já amplamente comentado em blogs de leitura e também de crafts, vale cada centavo e, mais, proporcionará momentos de leitura emocionantes, aprofundará seu conhecimento sobre os fatos de um período negro da história europeia e mundial e, de quebra, ainda apresentará uma heroína, para dizer o mínimo, interessante.

Anote aí minha avaliação: imperdível!


domingo, 24 de fevereiro de 2013

Bolo Zebra e meu novo queridinho, o Pinterest


Eu juro que tentei colocar o foto na posição correta...

Amigos, eu não sou uma pessoa muito tecnológica... Entro tarde nos modismos e de alguns desisti definitivamente, como foi o caso do Twitter.

Acho que a culpa é dessa minha cabeça analógica, meio oitentinha. Sou do tempo do tato, do cheiro, das texturas. Desconfio desse maravilhoso mundo virtual, preciso ter raízes bem fincadas na realidade, gosto do olho no olho, sofro pelas amizades nas quais nunca dei um abraço...

Mas tem coisas que me arrebatam e meu mais novo passatempo é passar longos minutos garimpando coisas legais no Pinterest. Vejam meus painéis aqui. É mais ou menos a mesma sensação que sinto quando viajo e fico descobrindo lugares e coisas bacanas, diferentes, só que no computador.

Uma das últimas foi o bolo que encontrei neste link. Alguém aí ainda não sabia que sou L-O-U-C-A por bolo?? Sério???


Vê-se o quanto tenho que aprender a usar a câmera do celular, né?

Quando vi essa forma de fazer meu tradicional bolo de baunilha com chocolate sabia que tinha de tentá-la. Deu super certo e, como bônus, a vantagem do meu ingresso no mundo tecno-rápido-virtual-instantâneo-lógico e suas fotos que vão, na mesma horinha, pro Facebook.

Eu parecia uma mulher das cavernas vendo o fogo pela primeira vez, gritando e pulando, maravilhada diante daquela façanha! (Céus, eu acabo com a minha imagem de garota antenada, blogueira...)

O bolo zebra é o novo hit entre os meninos e será repetido muitas vezes, sem dúvida. Ah! Ia esquecendo!  No mesmo dia do bolo, ainda arrisquei os biscoitinhos da Ana Elisa, do La Cuccineta, que os fez com o nosso tradicional doce de buriti.


Ops! Cadê os biscoitos que estavam aqui?

Os meus ficaram lindos e deliciosos com a velha goiabada, mas qualquer dia vou fazê-los mesmo sem cobertura.  



domingo, 17 de fevereiro de 2013

É Natal de novo!




O tempo médio de vôo da minha cidade com destino a cidade de Lisboa é de 6h30min, 8 horas se contarmos as conexões. Entre Lisboa e Porto, são necessários mais 50 minutos.

Pois pasmem: a Nia me mandou um envelope no dia 10/12/2012 que chegou às minhas mãos 50 dias depois!!!!!!! Isso mesmo, quase 2 meses depois! É lamentável, e por estas e outras, nossos Correios são uma piada mundial...




O lado bom??? Tive Natal no final de janeiro!!!! Sim, por que o pacote da Nia veio recheado do cheiro, das texturas, dos desejos e das belezas desta época ímpar do ano. Eu senti ganas de montar a árvore de novo, só para expor meus novos enfeites.

Nia, querida, obrigada mil vezes! Nem a inépcia dos Correios, nem o tempo decorrido, nada foi capaz de arrancar o sorriso que você depositou em meu rosto com suas palavras e com os maravilhosos presentes que me enviou. 


domingo, 10 de fevereiro de 2013

Easy ABC Quilt - Manta para Bebê com Ponto Cruz




Há algum tempo, eu e a Gislene resolvemos bordar todo o alfabeto da Margaret Sherry. Cada letra tem o seu animal inserido - em inglês, obviamente - e é um charme!

A ideia era fazer colchas pros meus meninos. O problema é que o projeto era grande demais, consumiu mais tempo que o previsto e, agora, os meus meninos é que estão grandes demais...




Eu já tinha aplicado os tecidos na maioria das letras bordadas, mas estas estavam guardadas há mais de um ano. Ocorre que uma amiga querida engravidou do segundo filho, que nasceu no último dia 28 de janeiro, e eu resolvi resgatar a ideia da manta, presente de nascimento.

Uni doze letras (infelizmente o V, inicial do bebê, ainda não havia sido bordado...) e consegui uma manta de 116cm x 88cm, sem os acabamentos, por enquanto. Achei o tamanho adequado para jogar no chão e deixar o bebê se divertir com os bichinhos e as cores.

Além disso, acho que vou usar a ideia do canto das texturas, que vi num trabalho da Andréa Cordeiro. O que acham?


domingo, 3 de fevereiro de 2013

Capa de Caderno em tecido




Aulas recomeçando, ótima oportunidade para presentear com capas de caderno personalizadas em tecido, não acham? Além disso, elas podem reunir as técnicas que você quiser: bordados os mais diversos, pintura, aplique, ou que mais sua imaginação mandar.

A primeira capa, vi no blog da Andréa. Este vídeo também me ajudou a compreender a técnica.




Para cadernos pequenos, a medida padrão é 24cm X 34cm. Para os grandes, 31,5cm X 45cm. Escolhidos os tecidos e o tamanho desejado, o esquema básico é bastante simples.

Você precisará de:

1 retângulo de manta acrílica;
1 retângulo do tecido que será a parte de dentro da capa;
2 retângulos correspondentes às duas metades cortadas do tamanho padrão escolhido, com o acabamento feito à máquina em uma das laterais (estas serão as abas, nas quais o caderno será inserido);
1 retângulo para a parte da frente, no qual você deverá, previamente, fazer a arte que desejar;
botões ou fitas para o fechamento.

Os vídeos o ajudarão a entender a montagem, mas o esquema básico de montagem do “sanduíche” é:

1º - manta acrílica
2° - tecido da parte de dentro, com o direito para cima
3º - as duas metades, com o direito do tecido para cima
4º - o tecido da frente, ou capa, com os detalhes para baixo, à esquerda.




O “sanduíche” deve ser costurado, deixando uma abertura de mais ou menos 10cm, que servirá para desvirar a capa. Desvirada, esta deve ser passada e a abertura fechada com pontos invisíveis. Fácil e rápido!




quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Linhas Escritas # Cores de Outono




Há algum tempo sou seguidora do delicioso blog CamomilaRosa e Alecrim e foi lá que li sobre o lançamento do primeiro livro da Alecrim (Keila Gon), Cores de Outono.

Eu compraria o livro de qualquer jeito, pois minha religião prega o auxílio e o incentivo a jovens escritores. Porém, achei que seria mais divertido comprar da própria autora, com dedicatória. Assim o fiz e, por este motivo, acabamos por nos tornar amigas no Facebook.

O livro chegou com uma dedicatória carinhosa e comecei sua leitura. Não consegui mais parar. Ficava no trabalho ansiosa pelo momento de chegar em casa e me deliciar com este romance despretensioso, porém cheio de mistérios e que resgatou uma parte de mim que julgava esquecida, o romantismo...

O fato de ser o primeiro de uma saga já me arrebata, todo mundo já sabe que tenho queda por continuações. Depois, tem o toque da magia, a pureza dos personagens principais, suas vicissitudes e, sobretudo, um amor que tem tudo para dar errado, mas insiste em existir...

A escrita da Keila é fluida, com um quê de romantismo, porém suas descrições são tão realistas que quase podemos ver os cenários, seus detalhes. Ela consegue criar momentos de tensão e boas reviravoltas, o que torna o livro bastante crível e instigante.

Fiquei, tal qual a protagonista, Melissa, meio apaixonadinha pelo mocinho, o misterioso Vincent Dippel... O que reservará o segundo livro da saga? Perguntei à Keila, via Facebook, se o amor deles triunfará... 

* Pausa tiete total * 

Vejam que coisa impressionante: eu converso com a autora pela internet!!!!!! Oh, my Lord! Quando pensei que um dia trocaria impressões com a autora de um romance?! Bendita internet!!!! Keila, querida, obrigada pelos deliciosos momentos de leitura e emoção! Mal posso esperar pelo segundo livro!

Aos demais amigos, anotem minha recomendação: imperdível! 


sábado, 26 de janeiro de 2013

Cartões embrulhados ou uma alternativa aos envelopes




Eu nunca me canso dos envelopes, sou ávida colecionadora e vivo pensando formas de torná-los mais interessantes. Porém, para os meus cartões de Natal de 2012, fiquei imaginando que só colocá-los no envelope não daria o clima do que eu queria transmitir...




Assim, escolhidos envelopes simples, brancos, optei por embalar cada cartão separadamente em uma folha de papel de seda que foi apenas amassada. Para fechar o “embrulho”, cordões de algodão ou ráfia coloridos, botões, pingentes e um pequeno laço.




Em alguns cartões, usei um fio dourado, metalizado e dispensei o lacinho por um botão que foi “costurado” com o próprio fio. Não é uma ideia bacana para outros embrulhos?

Espero que tenham gostado das sugestões. Bom domingo e uma excelente semana, amigos!







domingo, 20 de janeiro de 2013

Retrospectiva 2012 # Linhas Escritas


Quem acompanha este blog há algum tempo sabe que ele se baseia em dois pilares: os trabalhos manuais e os livros, meus hobbies.

Infelizmente, tenho lido bem menos do que gostaria... O meu escasso tempo livre acaba, normalmente, sendo destinado aos crafts. A meta para esse ano é buscar o equilíbrio entre os hobbies e em tudo o mais.

Em 2012, apresentei apenas 6 livros, porém alguns dos meus preferidos. Vamos relembrar? Basta clicar na legenda para ver o post e minha avaliação, ok?


Janeiro de 2012: O pão da amizade

Fevereiro de 2012: O guardião de memórias

Março de 2012: Devagar

Maio de 2012: Os Maias

Julho de 2012: Em busca do sonho

Outubro de 2012: Mães e filhos

2013 começou com muita leitura, estamos apenas em Janeiro e já li dois volumes fantásticos, que compartilharei em breve com vocês. 

Por aqui encerro minha série de retrospectivas, espero que tenham gostado. Ótimas leituras, cheia de matizes neste ano que começa!




terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Retrospectiva 2012


Eu adoro ver as retrospectivas dos blogs que acompanho... Ainda que fique com a sensação que os outros sempre conseguem fazer mais que eu... Esse ano, esta sensação foi ainda mais forte. Ao mesmo tempo, porém, foi um período maravilhoso de consolidação de amizades oriundas deste mundo virtual.

A palavra de ordem de 2012 foi patchwork. Os bordados ficaram em segundo plano e a estrela do ano foi meu quilt de hexágonos. Há quantos anos venho trabalhando nele? Nem sei mais, aceitei sua eternidade. Vamos ver os destaques mês a mês?


Janeiro: tempo de recomeçar, nada de trabalhos manuais. Segui o conselho da Andréa e organizei meus livros por cor, o que foi maravilhosamente mantido ao longo do ano e o será para sempre.


Fevereiro: o mês marcou o resultado o meu primeiro Giveaway, trabalhei mais, fiz uma toalha com patch aplique, uma lixeirinha para o carro com sobras de uma calça jeans e comecei um bordado lindo, que infelizmente tornou-se um UFO...


Março: adoro esse mês e, de tão inspirada, escrevi minha primeira poesia. Esse foi um período de bordados: almofada em ponto reto, bem retrô, uma toalha em ponto russo em lilás e panos de prato com uma aplicação diferente.


Abril: Se eu tivesse que escolher um único trabalho em bordado para representar o ano, seria o da bicicleta, feito a partir da ilustração do Cabelo. Essa almofadinha voou para o Rio, para encontrar minha amiga Polly. Além deste bordado, a árvore da Rita ficou pronta, bordei muitos panos de prato e fiz algum crochê.


Maio: o PAP dos espelhos decorados com pastilhas acabou se tornando um hit, e ainda tivemos uma maravilhosa tarde em família. Continuei com o crochê e novos paninhos de prato surgiram.


Junho: bordei uma girafa em ponto cruz, para minha primeira troca no blog Margaret Sherry Lovers. Os hexágonos continuaram dominantes e vi que se pode aproveitar sobras de sacaria.


Julho: o mês do meu aniversário foi cheio de presentes. Para os leitores do blog, disponibilizei um PAP sobre como aplicar barra de tecido em panos de prato, mostrei a aplicação da girafa numa capa de caderno e estudos para uma almofada “Cora Coralina”, inspirada pela arte da Helena, do Quilts São Eternos. Um pouco de ousadia minha.


Agosto: Uma deliciosa surpresa chegou do Paraná, na forma de uma caixa mágica, recheada de itens de papelaria. Ótima sugestão de presente para viciadas em embalagens como eu. O que eu fiz? Hexágonos. Como uma louca.


Setembro: neste mês, mostrei como montar sua própria Memorabilia. Essa é uma parte da minha casa que eu adoro e que me conforta sempre. Craft o quê???? Hexies!!!!!!


Outubro: a bruxa estava solta, quase desisti do meu quilt de hexágonos! Ainda bem que duas fadas me convenceram a continuar... Afinal, Quilts São Eternos!


Novembro: esse foi o mês do aproveitamento, objetivo ancestral do patchwork. Tirinhas de tecido viraram barras para panos de prato e eu testei o padrão braid, ou trança.



Dezembro: a almofada da minha amiga Karla finalmente ficou pronta, com o padrão trançado e um delicado bordado em ponto atrás. Para continuar a tradição, fiz novamente meus cartões de natal, dessa vez usando feltro e botões.

Ufa! Que post longo! Espero que não se tenham cansado em demasia. Um 2013 com muitos crafts para todos nós. 


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Feliz 2013: o legado de Francisco para o ano novo




Já contei para vocês que sou devota de São Francisco de Assis, não contei? Eu o adoro. É uma coisa meio de família, já que meu pai, um Francisco, consagrou-nos, todos os filhos, ao santo e, por este motivo, somos todos Francisco(a) alguma coisa.

Pois bem. Meus amigos, sabedores do meu apreço pelo santinho e da minha coleção de imagens, nem pestanejam quando vêem um exemplar.




A Nathália, de sua viagem para Salvador, trouxe uma imagem linda, os braços abertos, as mãos cheias de passarinhos. Amei!




A Rita me trouxe outro São Francisquinho engraçado, repousando de bruços, pezinhos de fora, uma imagem fofa e muito delicada. Impossível não amar.




Da Norma e da D. Nafiça, mãe dela, ganhei uma imagem italiana, linda, linda. Nos detalhes da roupa de São Francisco, a demonstração de seu voto de pobreza, uma delicadeza só.




Eu sei que existem algumas religiões que condenam o culto às imagens. Entendo e respeito. Mas, do meu turno, sinto um enorme conforto e muito calor no coração cada vez que olho as imagens e, além da figura do Santo, vejo também um pouco de cada amigo e sua generosidade.

Assim, para 2013, meu desejo para cada leitor deste blog é que possamos viver, mais e mais, de acordo com o que Francisco de Assis pregou. Feliz Ano Bom, com serenidade, fraternidade e generosidade no coração!

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.




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