terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Retrospectiva 2012


Eu adoro ver as retrospectivas dos blogs que acompanho... Ainda que fique com a sensação que os outros sempre conseguem fazer mais que eu... Esse ano, esta sensação foi ainda mais forte. Ao mesmo tempo, porém, foi um período maravilhoso de consolidação de amizades oriundas deste mundo virtual.

A palavra de ordem de 2012 foi patchwork. Os bordados ficaram em segundo plano e a estrela do ano foi meu quilt de hexágonos. Há quantos anos venho trabalhando nele? Nem sei mais, aceitei sua eternidade. Vamos ver os destaques mês a mês?


Janeiro: tempo de recomeçar, nada de trabalhos manuais. Segui o conselho da Andréa e organizei meus livros por cor, o que foi maravilhosamente mantido ao longo do ano e o será para sempre.


Fevereiro: o mês marcou o resultado o meu primeiro Giveaway, trabalhei mais, fiz uma toalha com patch aplique, uma lixeirinha para o carro com sobras de uma calça jeans e comecei um bordado lindo, que infelizmente tornou-se um UFO...


Março: adoro esse mês e, de tão inspirada, escrevi minha primeira poesia. Esse foi um período de bordados: almofada em ponto reto, bem retrô, uma toalha em ponto russo em lilás e panos de prato com uma aplicação diferente.


Abril: Se eu tivesse que escolher um único trabalho em bordado para representar o ano, seria o da bicicleta, feito a partir da ilustração do Cabelo. Essa almofadinha voou para o Rio, para encontrar minha amiga Polly. Além deste bordado, a árvore da Rita ficou pronta, bordei muitos panos de prato e fiz algum crochê.


Maio: o PAP dos espelhos decorados com pastilhas acabou se tornando um hit, e ainda tivemos uma maravilhosa tarde em família. Continuei com o crochê e novos paninhos de prato surgiram.


Junho: bordei uma girafa em ponto cruz, para minha primeira troca no blog Margaret Sherry Lovers. Os hexágonos continuaram dominantes e vi que se pode aproveitar sobras de sacaria.


Julho: o mês do meu aniversário foi cheio de presentes. Para os leitores do blog, disponibilizei um PAP sobre como aplicar barra de tecido em panos de prato, mostrei a aplicação da girafa numa capa de caderno e estudos para uma almofada “Cora Coralina”, inspirada pela arte da Helena, do Quilts São Eternos. Um pouco de ousadia minha.


Agosto: Uma deliciosa surpresa chegou do Paraná, na forma de uma caixa mágica, recheada de itens de papelaria. Ótima sugestão de presente para viciadas em embalagens como eu. O que eu fiz? Hexágonos. Como uma louca.


Setembro: neste mês, mostrei como montar sua própria Memorabilia. Essa é uma parte da minha casa que eu adoro e que me conforta sempre. Craft o quê???? Hexies!!!!!!


Outubro: a bruxa estava solta, quase desisti do meu quilt de hexágonos! Ainda bem que duas fadas me convenceram a continuar... Afinal, Quilts São Eternos!


Novembro: esse foi o mês do aproveitamento, objetivo ancestral do patchwork. Tirinhas de tecido viraram barras para panos de prato e eu testei o padrão braid, ou trança.



Dezembro: a almofada da minha amiga Karla finalmente ficou pronta, com o padrão trançado e um delicado bordado em ponto atrás. Para continuar a tradição, fiz novamente meus cartões de natal, dessa vez usando feltro e botões.

Ufa! Que post longo! Espero que não se tenham cansado em demasia. Um 2013 com muitos crafts para todos nós. 


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Feliz 2013: o legado de Francisco para o ano novo




Já contei para vocês que sou devota de São Francisco de Assis, não contei? Eu o adoro. É uma coisa meio de família, já que meu pai, um Francisco, consagrou-nos, todos os filhos, ao santo e, por este motivo, somos todos Francisco(a) alguma coisa.

Pois bem. Meus amigos, sabedores do meu apreço pelo santinho e da minha coleção de imagens, nem pestanejam quando vêem um exemplar.




A Nathália, de sua viagem para Salvador, trouxe uma imagem linda, os braços abertos, as mãos cheias de passarinhos. Amei!




A Rita me trouxe outro São Francisquinho engraçado, repousando de bruços, pezinhos de fora, uma imagem fofa e muito delicada. Impossível não amar.




Da Norma e da D. Nafiça, mãe dela, ganhei uma imagem italiana, linda, linda. Nos detalhes da roupa de São Francisco, a demonstração de seu voto de pobreza, uma delicadeza só.




Eu sei que existem algumas religiões que condenam o culto às imagens. Entendo e respeito. Mas, do meu turno, sinto um enorme conforto e muito calor no coração cada vez que olho as imagens e, além da figura do Santo, vejo também um pouco de cada amigo e sua generosidade.

Assim, para 2013, meu desejo para cada leitor deste blog é que possamos viver, mais e mais, de acordo com o que Francisco de Assis pregou. Feliz Ano Bom, com serenidade, fraternidade e generosidade no coração!

Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.



domingo, 23 de dezembro de 2012

Um ornamento especial para a minha árvore de Natal




Eu e a Valérie, uma querida amiga que conheci aqui na blogosfera, passamos momentos de tensão recentemente. O terceiro ator neste suspense, infelizmente, era, novamente, o Correio brasileiro...

Ocorre que eu enviei um pacote para a Valérie, que mora na França, e esse pacote se extraviou... Entrei em contato com todas as instâncias da empresa, e ia ficando mais e mais chateada a cada envelope recebido em outra parte do mundo, postado por mim no mesmo dia do da Valérie. A logística evoluiu tanto em redor do globo e a gente confia cada vez menos nos nossos Correios?? Como assim?!




Ah, seria muito difícil repor os itens do pacote, garimpados ao longo de meses, em cidades diferentes do Brasil... Em outras palavras, eu não queria receber meu dinheiro de volta! Eu queria que a Valérie recebesse o meu presente! Quando o funcionário dos Correios disse que minha situação era “crítica”, perdi realmente as esperanças...

Eis que, após 5 semanas, a Valérie recebeu meu envelope! E na mesma semana eu recebo um envelope dela! A mágica do Natal começa...

A Valérie bordou um lindo ornamento para a minha árvore de Natal, além de enviar outros lindos itens alusivos à data e um tecido fofo.




Num delicado cartão, todos os seus desejos de um Feliz Natal já começavam a fazer sentido e tomar forma, afinal, tínhamos, ambas nas mãos, pedacinhos do carinho uma da outra! Merci, mon ami!

A todos os leitores, desejo um Feliz Natal, cheio de amor no seio de suas famílias, e que possamos caminhar em direção a um mundo mais fraterno e pacífico. Boas Festas! 



domingo, 16 de dezembro de 2012

Outro uso para o padrão “trança” (braid): almofada




Como comentado anteriormente, o padrão “trança” rendeu algumas horas divertidas à máquina de costura. Para algumas pessoas pareceu difícil, mas asseguro que não é nada complicado e que é muito, muito rápido.

Há tempos eu prometera um presente craft para a minha amiga de infância, Karla. Além de dona de uma Janome, seu apartamento é cheio de personalidade, com muitas referências regionais. Vejam a responsabilidade!




Pensei numa almofada, objeto que nunca é demais na casa de ninguém. Surgiu então, primeiro no Moleskine e depois na base de corte, um intercalado de tiras brancas e o patchwork trançado, lindo, lembrando um pouco as bandeirinhas de São João balançando ao vento... (tomara que ela entenda assim também e veja meu esforço em representar um pouco de nossas tradições).




Na parte central, Karla havia escolhido uma frase que mais parece um libelo anticartesiano: “eu não quero ter razão, eu quero ser feliz”. Letrinhas bordadas com o nosso velho amigo, o ponto atrás, em vermelho.

Para a execução, forrei a parte da frente com a manta acrílica e fiz o quilt reto, apenas seguindo as costuras. O fechamento, com um zíper coberto, foi uma espécie de debut: eu nunca havia fixado um zíper antes! Gostei do resultado, ainda que o zíper tenha ficado pequeno para a almofada.




Gostaram do resultado? O que teriam feito diferente?




(PS: Querida Karlota, cada pontinho está entremeado do meu carinho e da saudade da nossa juventude. Além disso, que as palavras bordadas possam eternizar a felicidade que desejo para sua vida e da sua família.)

domingo, 9 de dezembro de 2012

Cartões de Natal craft usando botões e feltro




Eu tenho tentado enviar cartões de natal sempre craft e diferentes a cada ano. Ano passado, bordei temas de Natal e fiz envelopes de tecido, lembram?

Esse ano, depois de uma extensa pesquisa na internet, resolvi me aventurar com o feltro e usar botões com as cores do Natal. Nada muito complexo, já que a quantidade a ser enviada este ano cresceu enormemente! Lol



Decidi fazer árvores, guirlandas e frutinhas. Comprei apenas feltro verde, botões verdes, vermelhos e dourados, de diferentes tamanhos, e uma cola com glitter, também verde. Usei ainda um fitilho decorado que a Gislene me deu no meu aniversário e que ficou lindo nos lacinhos pequenos.

Primeiro, cortei o feltro com a ajuda de moldes de papelão que eu mesma fiz. Para as árvores e guirlandas, costurei os botões no feltro cortado e, depois, colei cada peça com cola branca em meia folha de papel couchê “linho”, na cor “palha”. Achei que essa cor deixava o conjunto mais suave que o branco.




Depois de coladas – as árvores ou as guirlandas – fiz lacinhos e os colei também. Na árvore, fiz pequenos pontos de brilho com a cola glitter, nos espaços entre os botões.

Nos cartões com as frutinhas de natal, colei as folhas de feltro verde e, sobre estas, fiz os detalhes com a cola glitter. As frutinhas foram feitas com pequenos botões vermelhos, apenas colados com cola branca.




Gostaram da sugestão? Como puderam ver, há muita diversão em preparar seus próprios cartões de Natal. Eu amei criar e fazer e espero que cada amigo possa sentir-se homenageado ao recebê-los.


domingo, 2 de dezembro de 2012

“Just to say…”




Se tem uma coisa que sempre me surpreende é a gratidão. Acho esse sentimento tão bonito e, ao mesmo tempo, tão em baixa nesses nossos tempos cheios de egoísmo e necessidade de auto-afirmação que, quando acontece na minha direção, me enche de alegria e fé na humanidade.




Dia desses, cheguei em casa e havia um pacote me esperando, vindo de Portugal. Era da Ana Rita, do delicioso blog Il Mio Mondo a Colori, uma amiga querida que foi meu par na troca de verão do Blog Margaret Sherry Lovers. Para a Rita, mandei os mimos que mostrei aqui, lembram?

Ela, para demonstrar seu agradecimento, me enviou um cartão lindamente bordado, super bem finalizado (preciso aprender a fazer isso...). Além disso, bookmarks maravilhosos para a minha coleção, um bloquinho fofo e dois kits de ponto cruz que me deixaram sem fôlego.




Mas não acabava aí. Num outro pacotinho, miminhos para o Guilherme e o Rafael, que ficaram curiosos para saber quem era a amiga da mamãe que mandava presentes de outro país! Lol

Marca página de piratas e lápis decorados com as idades dos meninos? Oh, my... Só quem é mãe consegue entender a delicadeza do gesto. Na minha cidade natal, ouvia sempre se comentar que “quando se presenteia a criança, a boca dos pais é adoçada”. Verdade, não?

Rita, querida, agradeço de todo coração a sua atenção e gentileza. Nós amamos cada detalhe do seu presente, ficamos realmente emocionados! Obrigada!


domingo, 25 de novembro de 2012

Ainda sobre aproveitamento: padrão "trança" (braid)

Direito.

Como quem lê este bloguinho já sabe, estou envolvida num projeto de longo prazo, minha eterna colcha de hexágonos. Para este projeto, tenho recebido tecidos de amigas de todo lugar, desde pedacinhos até pedações.

Ocorre que sobram muitas tiras de tecidos e, como mostrado no post anterior, elas são absolutamente interessantes. 

Avesso.

Num belo dia, vi uma colcha linda da querida Cecília, do Quilts São Eternos, feita com o padrão chamado “Trança” (braid). Alguns tutoriais depois, o uso das tirinhas ganharam forma na minha cabeça e, depois, num teste na máquina de costura.

Mais difícil que acertar as tirinhas e costurá-las é, sem dúvida, conseguir harmonia, ou lidar com a total ausência de padrão. A primeira tentativa resultou em uma tira de patchwork bem colorida e, logo, todas as tirinhas haviam sido completamente utilizadas e eu já cortava novos tecidos! 



Aplicada na sacaria de algodão, a trança resultou num pano de prato bem diferente. As demais foram reservadas para um projeto muito especial, do qual falarei mais à frente. Espero que tenham gostado de mais essa sugestão para usar seus retalhinhos.

Boa semana, com paz e serenidade!


domingo, 18 de novembro de 2012

Como Aproveitar Tirinhas de Tecidos

Durante.

Patchwork é a arte de reaproveitar. Nada mais sustentável, concordam? Natural que a força deste craft tenha atravessado o tempo e encontrado sempre novos adeptos ao redor do globo. Existe uma certa magia em ver pedacinhos desconexos tornarem-se algo novo, criar um padrão, renascer em coisas diferentes...

Após cortados os hexágonos, sobram, às vezes, tirinhas de tecido que bem poderiam ir pro lixo, não fosse um olhar de reaproveitamento e uma dose de paciência – o que não faz a mal a ninguém, diga-se de passagem.


Antes.

A ideia não é nova e a tenho visto formas diferentes de aproveitamento em  alguns blogs.

Unidas, meio que por tonalidades semelhantes, as tirinhas viraram barrinhas de panos de prato. Para o acabamento, sobras de materiais os mais diferentes: fitas de gorgurão, bicos, vieses. Simples, barato e, perdoem esse auto-elogio, com um certo charme.


Depois.

Neste caso, não se busca a perfeição, apenas o colorido e a alegria. Coisas que também, convenhamos, não fazem mal a ninguém e podem energizar sua casa. Gostaram do resultado?


Detalhes...

Uma boa semana a todos!


domingo, 11 de novembro de 2012

A Caixa Mágica: Sugestão para embalagens




A Andréa me deu um dos melhores presentes de aniversário que já recebi na vida. Sério.

A gente nunca se encontrou, todos os nossos contatos foram apenas via internet. Nunca sequer nos falamos por telefone. Mas ela conseguiu enviar-me algo que, além de útil, é minha cara. São raras as pessoas que possuem essa competência, eu acho.

Leu um pouco da minha alma no blog, teve a sensibilidade de reconhecer alguns interesses e, voilà!, a caixa mais interessante que eu jamais esperei ganhar se materializou na minha frente. Cheia de coisinhas para me permitir brincar de criar embalagens. Não é uma ideia bacana??




Pois é, minha querida Andréa, tenho usado muito seu presente. Os pacotes dos amiguinhos dos meninos ficaram mais coloridos, completos com seus cartõezinhos e fitas. O Rafa disse que, finalmente, eu estava fazendo presentes “de verdade” pros seus amigos!! Lol

Adoro embalagens. Guardo pedacinhos de fitas, papéis; adoro usar coisas diferentes para embalar presentes.




Os paninhos de prato da última encomenda eu enrolei e coloquei numa sacolinha decorada com uma das muitas figuras vintage da minha Caixa Mágica. A tag, com detalhes de coisinhas para casa, permitirá à cliente escrever uma pequena mensagem no verso. Um pedaço de papel de seda faz um charme extra, ocultando um pouco o conteúdo do presente.

Gostaram? Essa minha Caixa Mágica não é mesmo um parque de diversões particular?? 


domingo, 4 de novembro de 2012

Panos de Prato em Patchwork e a utilidade das coisas




Bom, eu e a máquina de costura fizemos as pazes dia desses. Não era nada muito sério, apenas um enfado como aqueles que são comuns em casamentos longos. Um certo desinteresse mútuo, uma vontade de fazer outras coisas, preguiça de investir na relação.

Não, o amor não havia morrido. Estava mais era hibernando, sua chama trêmula, mas não apagada. Já sentiram isso alguma vez?? Não adianta forçar, não é mesmo? Paciência.

Acontece que recebi uma encomenda e o pedido dizia: “Quero somente com patchwork!”.




A discussão da relação era inevitável, precisaríamos aparar algumas arestas. Tiramos o pó de nós duas, arrumamos os argumentos sobre a mesa. Ela, usando seu vestido novo, presente de uma admiradora nada secreta, a Andréa Cordeiro. Eu, acabrunhada, envergonhada de ausência, nem conseguia colocar a linha direito...

Mas, como os velhos casais, bastou o primeiro toque, o fremir delicado dos nossos movimentos, e a velha sintonia foi restabelecida. O sono terminara e o amor, a velha chama, brilhou forte, nova de novo.




Paninhos realizados, saudade aplacada, restou aquela conversa num fio de voz. “Vamos costurar mais um pouquinho?” “Sim, estava com saudades...” “Nossa, eu também... Não sei como consegui passar tanto tempo longe de você...” “Não vamos falar do passado, vem cá...”.

Eu fui. 

Mas isso é uma outra história...



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