sábado, 5 de maio de 2012

Encomendas x Novos Projetos




Nos últimos dias tenho tentado, sem sucesso, começar alguns projetos novos. Não é, absolutamente, falta de ideias. Elas estão fervilhando na cabeça e pululam no Moleskine.

Ocorre que tenho recebido muitas encomendas para os panos de prato e já entreguei mais de 20 destes... Não vou mentir que não tenho prazer em executa-los. A maioria que entreguei foram bordados, com barrinhas em crochê, trabalhinhos que adoro fazer. Infelizmente, na correria para entregar, não fotografei os muitos bordados...





Seis destes últimos, fiz bem simples, como presentes de casa nova para a minha irmã. Dois com pequenos bordados e 4 lisos, só com um detalhezinho de crochê em divertidas linhas matizadas. É que ela gosta das coisas bem clean.




As últimas encomendas, em patchwork, ficaram bem coloridas. Adoro o momento da combinação de estampas e detalhes! Acho que quando exercito a minha criatividade estou realmente relaxando.




Acho que logo, logo essa safra dá uma pausa e eu serei arrebatada por algo desafiador, estimulante. Essa é a beleza do nosso hobbie, não?


domingo, 29 de abril de 2012

Panos de prato coloridos para quebrar a dureza do cotidiano




Para o enxoval de duas princesinhas, panos de prato bem delicados, com barrinhas em tecido, cheias de detalhes.




Pássaros apaixonados, jardins de corações, uma gaiola dourada e seu conteúdo precioso.




Laços cor de rosa, bem femininos.




E que tal muitas barrinhas em crochê, bem coloridas, diferentes, apenas para alegrar o branco?




Todas são sugestões para quebrar a dureza dos panos de prato do dia-a-dia. Espero que tenham gostado das ideias. 




Uma linda e abençoada semana a todos!




quarta-feira, 25 de abril de 2012

Flores de crochê: para quê?





Meu passatempo de verão parece mais de primavera. É que estou meio impressionada com o crochê e suas infinitas possibilidades. Como gosto de coisas rápidas, diferentes, coloridas, as flores de crochê foram um maravilhoso achado.

Na verdade, não são bem flores ao pé da letra... São pequenos centrinhos, de formatos e desenhos diferentes e, para os quais, ainda não tenho destino certo. Já os vi aplicados em diferentes acabamentos, tenho pensado em capas de almofadas, detalhes em lençóis, mas, de fato, ainda não sei...




Porém, como vocês já sabem, gosto de deixar correr o tempo das coisas. Uma hora... pluft! Surge um insight e os centrinhos serão utilizados de uma ou outra maneira.

A verdade é que os outros projetos estão meio de lado, enquanto a linha desliza entre os meus dedos e eu tento agüentar o calor que ameaça tornar-se insuportável em algumas horas do dia e da noite... Sugestões??



domingo, 22 de abril de 2012

Fitas crepe decoradas e um (pequenino) sonho de consumo realizado




Qual o seu sonho de consumo? A bolsa da moda? Tahiti? Carro novo? Você vai me achar louca – não que eu não seja, claro – quando eu te disser que tenho sonhos de consumo por assim dizer, atípicos.

Um dia, encasquetei que queria ter fitas crepe decoradas. Tão bonito... Por que a fita crepe tem que ser transparente, sem graça, ou de cor sólida? Quem determinou isso?!

Vasculhei as melhores papelarias da minha cidade e nada! Recorri ao comércio nacional pela internet: outra frustração...

Sem remédio, recorri ao Santo Etsy e, depois de alguma procura e comparação, comprei estas fitas japonesas decoradinhas e mais esta fita mais larga, com um padrão de renda branca. Não são incríveis?




Inconvenientes? O tempo que decorre entre a compra e o recebimento do produto, e só. Adorei as fitas e já as utilizei no envelope que mandei para a Rita, em Portugal, ganhadora do meu primeiro Giveaway.

Não dá um toque craft a qualquer embalagem? O papel mais sem graça fica charmoso, o que é realmente um sonho realizado...

Ah! Tudo bem se você escolheu o Tahiti. *U* Eu adoraria voar de balão sobre a Capadócia! Porém, até esse sonho se realizar, os pequeninos sonhos de consumo possíveis e realizados me deixam com um gostinho bom de felicidade cotidiana na boca...



quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sarah, a Bailarina




Quando o pacote da Andréa chegou às minhas mãos eu tive um pequeno frisson. Sabe aquele momento em que você hesita antes de abrir um pacote, uma carta, com medo de não conseguir saber direito como aproveitar cada mísero fragmento de felicidade?!

No pacote, uma linda boneca, confeccionada com pontos de amor e carinho PARA MIM.

Em casa, procurei o meu “tabelião particular”, o Senhor Rafael que, entre outras incumbências tem a de nomear pessoas e animais, animados e inanimados, que habitam conosco. “Olha só, Rafa, Sofia ganhou uma irmã que vai morar com a gente. Que nome vamos dar à ela?”




Depois de pensar um pouco, ele dispara: “Ah, mãe, entendi... Ela ta assim de olhos fechados por ela ta dançando e gostando muuuuiiiittttooooo...” (Os olhos fechados da boneca pareceram incomodá-lo um pouquinho...).

“Dançando?!?”




“Sim, é a Sarah, a Bailarina, olha só!” - piruetas, sissones, vôos inimagináveis, a pobre Sarah trocou muito de sua dignidade de boneca recém-costurada pelo calor dos abraços e a maciez daquelas mãozinhas...




Sarah já confraterniza com Ricardo, o elefante, Alice, a girafa, Eduardo, o tiranossauro e a veterana Sofia, a fadinha de pescoço molenga, mas de inspiração Tilda.

O clima anda a aborrecê-la um pouco, ainda tenta acostumar-se com o nosso calor nordestino. Se sente saudades do Paraná? Sim, claro! Mas encontrou em sua nova residência algo de familiar: um enorme coração num corpinho de menino e os olhos compassivos de outra mãe apaixonada.




domingo, 15 de abril de 2012

Amélie, a bicicleta


A almofada Amélie finalizada.



Eu tenho uma amiga chamada Pollyanna, que adoro gratuitamente. A gente não se fala com freqüência, somos de planetas opostos, mas isso é irrelevante por que eu a admiro profundamente. E ela adora bicicletas. A dela, ela chama carinhosamente de “Amélie”.

Decidi bordar alguma coisa para o aniversário da Polly, e este não será seu primeiro presente. Dessa feita, de tanto acompanhar suas peripécias sobre duas rodas, ocorreu-me bordar uma bicicleta, mas não uma bicicleta qualquer.

Na busca realizada na internet, fui fisgada pelo desenho de autoria do ilustrador e ciclista Valdinei Calvento, o Cabelo.


Ilustração de Valdinei Calvento, o Cabelo. Apaixonante!


Solicitei a autorização para bordar sua ilustração, e após devidamente autorizada, iniciei minha pequena ousadia. Primeiro, fiz uma almofada pequena, com tecidos em diversos tons de verde e laranja, para lembrar a natureza. O fechamento é lateral, com pequenos botões de pressão.



Para o “caule” da bicicleta, usei o ponto corrente, preenchendo todo o limite para criar a textura de casca.




Nas folhinhas, ponto margarida duplo.



Um passarinho colorido repousa sobre um ninho feito com pequenos pontos de linha quase solta. Ponto atrás, cheio e haste no conjunto.




As “rodas-flores” são um capítulo à parte e, devido sua expressão no design, achei que mereciam um cuidado especial: em vermelho, o ponto folha. Para as pétalas de trás, em laranja e amarelo, ponto atrás. No miolo, pequenos nós franceses. Decidi contornar os “pneus” com o ponto caseado, em um tom de verde.




Esse design não é realmente fantástico? Foram usados exatos 8 diferentes tipos de pontos nesse trabalho. Dá gosto bordar algo tão criativo!




Espero que minha ciclista favorita goste da minha representação de sua Amélie e que a pequena almofada traga-lhe bons sonhos, cheios de aventuras ecológicas sobre duas rodas. Espero também que você se anime a bordar e pedalar e descubra quão relaxante e prazeroso pode ser.



sábado, 7 de abril de 2012

Crochetando: barrinhas para panos de prato bordados



Se você lê este blog há algum tempo já deve ter percebido que crochê não é o meu forte. Sei os pontos básicos e fico babando quando vejo coisas lindas e criativas feitas com esta técnica. Porém, aventurar-me que é bom...



Conhecendo meus limites em relação a trabalhos longos, complicados, que exigem muita disciplina, decidi que vou crochetar mais, sobretudo em pequenos detalhes para complementar peças, por exemplo.

Assim, já um tantinho enjoada de panos de prato com as barras em patchwork, resolvi arriscar uns barradinhos bem simples, pequeninos, numa linha matizada em tons suaves, para tentar agradar minha amiga Carol, que me encomendou panos de prato para o enxoval de suas princesas.




Sobre a barra, bordados de talheres e casinhas simpáticas usando ponto atrás, haste e coral.




Simples, rápido, efeito bacana, distintivo. Decididamente, vou arriscar mais no crochê. Quero aprender a fazer flores, frutinhas e bichinhos, bem divertidos.




Gostaram do resultado? 



quarta-feira, 4 de abril de 2012

A árvore da Rita




Essa Family Tree é um bordado que me dá enorme prazer. Já mencionei, mas não custa relembrar a autoria do design (Cozyblue) que você pode comprar aqui.

Como ia dizendo, a Rita Matos respondeu rapidamente com as informações que gostaria de ver bordadas e eu dei início à produção de sua árvore há alguns dias.

Eu inicio passando o risco para o linho com a ajuda do carbono. Essa técnica é péssima, porém como o linho é opaco, não conseguiria passar de outra forma e não tenho habilidade suficiente para apenas desenhar com a caneta solúvel em água. Conseqüência? O bordado precisa ser lavado e isso sempre me dá calafrios: a tinta do carbono sairá completamente?!




Depois, bordo as linhas internas do tronco da árvore que, na minha opinião, são a metáfora mais bonita para representar um relacionamento duradouro.

A casca da árvore geralmente é bordada num tom mais escuro e, desde a primeira que bordei, é a parte mais desafiadora, não só por ser utilizado o ponto cheio, mas, também, por que sua uniformidade garante uma distinção ao conjunto.

Por último, bordo os nomes. No “coração” do centro, em vermelho. Nas folhas, em verde. E esta é a segunda metáfora mais bonita deste bordadinho: galhos são a renovação, a continuidade da árvore, geram a copa com seus frutos, sua sombra...




A árvore já seguiu para Portugal. Enquanto isso, cuido para que a minha árvore permaneça frondosa, com galhos cada dia mais fortes. Um dia, quem sabe, estes galhinhos serão novas e diferentes árvores e eu quero muito sentar à sua sombra, ver tudo bem de perto. 



sábado, 31 de março de 2012

Nosso campeão de audiência: o patch apliqué!



Alguém aí me explique por que alguns posts fazem muito mais sucesso entre os leitores que outros... Eu acho esse um mistério espantoso. Já escrevi coisas achando (*momento meio napoleônico*) que iam bombar e o fracasso foi retumbante. Outras vezes, um post sem a menor pretensão continua, semana após semana, entre os mais vistos de todos os tempos. Vá entender!!

Foi assim com o post sobre panos de prato usando a técnica do patch apliqué. É disparado o “mais preferido”, como diriam os meus meninos. Veja aí na barra lateral do Blog!




Aí recebo uma encomenda muito especial da Carol, uma amiga muito querida do trabalho que será mamãe de gêmeas: panos de prato especiais pro enxoval das bebês, com predominância do rosa seco.

Pensa, pensa, pensa. Domingo turbulento, nada melhor que projetar e começar algo. Optei por usar a técnica do patch aplique – sucesso de público – mais uma vez, mas dessa feita de um jeito um pouco... diferente.




Cortei círculos de tecidos coordenados e os colei na barra do pano de prato. Depois de secos, bordei em volta com o ponto caseado e cortei a sobra do pano de prato.

Gostaram do resultado? 



sábado, 24 de março de 2012

Como é triste e bonito o fim de um UFO...




Eu gosto das coisas simples que, por uma pequena variação, tornam-se diferentes e complexas. Tá, isso está mesmo meio contraditório, deixa eu tentar explicar...

O ponto reto é, por sua natureza, um dos pontos mais fáceis do meu dicionário de pontos. Porém, por ser muito fácil, não quer dizer que os trabalhos com esta técnica tenham que ser sem graça, simplórios.




Lembra quando eu mostrei esse projeto de almofadinha usando a técnica? O post rendeu comentários preocupados de algumas amigas sobre a ausência de bordas, o que veio a se revelar, realmente, uma besteira da minha parte... *cabeça dura, cabeça dura!*

Pois bem. O fato é que minha mãe, numa das vezes que esteve aqui, pediu para levar meu pequeno UFO e termina-lo. Não é a primeira vez que eu e minha mãe bordamos a quatro mãos, lembram?




Ela trouxe o bordado quase pronto, da última vez que veio.

É possível notar a diferença da tensão entre os meus pontos e os dela: isso é absolutamente fundamental em se tratando de ponto reto. A tensão entre as carreiras de pontos garante uma uniformidade maior e, conseqüentemente, a textura final do bordado é melhor.




Mas isso realmente não importa neste caso e, na verdade, faz toda a diferença para mim em termos de afetividade. Ainda não sei como o finalizarei, talvez uma borda bem colorida, em patchwork, quem sabe?

Sugestões??  


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