Ando bordando muito em ponto russo e tenho tentado aprender
mais sobre o uso “criativo” desta técnica (se me permitem um pequeno
auto-elogio... lol). Normalmente, as revistas publicadas sobre o assunto
mostram a técnica preenchendo desenhos, o que acaba por deixar um aspecto um
tantinho grosseiro nos bordados, pelo menos em relação aos pontos livres, por
exemplo.
Isso se deve ao fato da dificuldade de realizar contornos
com o mesmo ponto ou com outros. O preenchimento é, por assim dizer, “espaçoso”
demais, “fofinho” demais, e acaba por extrapolar o seu espaço.
Assim, eu mesma já havia decidido que priorizaria o uso da
técnica em letras grandes e gordinhas. Flores delicadas? Melhor não. Na toalha
lilás, presente para o nascimento da pequena Clarisse, comecei a bordar cada
letra num tom diferente de lilás, depois de um longo e prazeroso estudo de
cores.
Problema 1: quando bordei a primeira letra, essa ficou tão
“cheia” que não se podia, ao certo, reconhece-la!! O que fazer?? Pensa, pensa,
pensa... Retroceder? Talvez. Desistir? Jamais!! Desmanchei, fui fazer outra
coisa e, na volta, decidi usar apenas dois tons de lilás: um mais escuro como
contorno e um mais claro como “recheio”.
Tá, concordo... Ficaria muito mais bonito se cada letra
fosse de um tom diferente de lilás... Mas, fazer o quê?? Às vezes, precisamos
ser resilientes... Às vezes o ótimo é o grande inimigo do possível, do viável,
do bom.
Problema 2: ponto russo devora linha! Tudo bem que eu opto
por usar três fios na agulha, para que o ponto fique mais denso, é verdade.
Duas letras bordadas e... puft! Acabaram as linhas! Atraso no “cronograma” e
pausa para repor o estoque.
Já listei alguns novos projetos com esta técnica e, para me
desafiar, estou pensando em bordar flores. Será que “morderei a língua”? Retomado o bordado, em breve mostro o resultado deste trabalho. Considerei o resultado muito feminino, concordam?
E aproveitando este post lilás: feliz dia das mulheres para todas nós! *U*











































