domingo, 12 de fevereiro de 2012

Lixeirinha para carro e uma reflexão sobre reaproveitamento




Fatos:
  1. Eu precisava de uma lixeirinha para o meu carro e meu marido idem (usamos muito);
  2. Ele não queria nada floridinho, com lacinho, enfeitinho. Eu queria algo fácil de lavar, mais para escuro, discreto. O modelo deveria ser fácil de executar;
  3. Pesquisei muitos modelos, e concluí que, neste caso, menos seria mais.



Pelo meio do caminho:
  1. Pensei em fazer preto com branco, mas meu marido não se animou muito com a estampa e os poás...
  2. Lembrei das “pernas” de uma calça jeans da minha irmã, que, manchada de cola, eu transformara em shorts... Eureka! Duas pernas, duas lixeirinhas! 
Modo de Fazer:
  • Mais simples, impossível: cortei a parte de baixo das pernas, medindo 23cm;


  • Costurei, do lado avesso, um círculo do mesmo jeans, com 16cm de diâmetro;


  • Uma fita de gorgurão preta foi usada como alça de prender a lixeirinha ao câmbio do carro;



  • No meu caso, decorei com um coração recortado de outro pedaço de jeans cinza (sim, eu guardo retalhos de tudo que você imaginar...) e um botão em formato de máquina de costura. (Nenhuma bandeira, foi apenas para dar um toque divertido.  Meus filhos – que não conhecem o modelo das máquinas mais antigas – entenderam que o botão era um avião visto de lado!! lol).


  • Para decorar o coração, alinhavei com linha vermelha;


  • Em ambas as lixeirinhas, utilizei as primeiras etiquetas que comprei na Haco Virtual.

O “Pulo do Gato”:
  1. Para melhorar a abertura da lixeirinha, usei a aspa de um soutien velho. Fiz um pequeno furo na parte de dentro da barra da calça e encaixei apenas uma aspa. Este truque deixa a “boca” da lixeira mais aberta, facilitando sua utilização (mas pode ficar sem, não há problema).



Enfim, sou a feliz proprietária de uma lixeirinha sustentável, feita com sobras, baratinha, funcional. Tenho procurado, cada dia mais reciclar, reutilizar, encontrar novas finalidades para os objetos e sobras de materiais. Acho que esta responsabilidade é de todos nós, quando prestamos um pouquinho de atenção aos recursos limitados desse planeta, concordam?


segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Da vergonha de fazer um Giveaway...




Pois é, amigos, o Linhas Matizadas fará 3 anos... Nem eu mesmo acredito que já se vão 3 anos!! O fato é que venho acalentando há tempos o desejo de fazer um giveaway e desistido sistematicamente. Explico: é que tenho vergonha... =/

Vergonha de quê?! Sei lá... Vergonha de não oferecer algo relevante, atraente, de achar que posso estar querendo “comprar” exposição e seguidores com a prendinha, e todos os pudores mais que talvez até já tenham passado por suas cabeças em relação aos seus próprios blogs... Firulas, ao que parece.

Também pesquisei bastante sobre regras, modus operandi, resultados esperados x alcançados (ah, essa minha cabeça utilitarista ainda vai me matar...).  Já vi (e participei) de muitos, para ver como se dá. E descobri que não há um jeito “melhor” de fazer, cada um faz como lhe apetece.

Mesmo com as faces rubras e me consumindo por dentro, vou aqui dar minha cara à tapa e oferecer um giveaway, como quem faz um cupcake e põe uma velinha em cima para não “passar em branco” mais um aniversário do blog.


Esta é a árvore que fiz para a Andréa.


Depois de muito pensar, acho que o (a) ganhador(a) deve receber algo emblemático destes três anos e, o que é melhor, personalizado. Assim, vou bordar uma “Family Tree” para o(a) ganhador(a), como a que fiz para a Andréa  e para mim. Obviamente, quem for sorteado(a), precisará enviar os nomes que deseja ver bordados na árvore e a peça será finalizada a partir destas informações.


E esta a que fiz para mim, antes de emoldurar.


Características do prêmio:

  • Bordado personalizado realizado em linho misto na cor bege, sendo o tronco e quantas folhinhas o(a) ganhador(a) informar;
  • O bordado será centralizado no tecido que mede aproximadamente 50x50cm, permitindo que o(a) ganhador(a) o finalize como desejar (quadro, almofada ou o que sua imaginação mandar...);

Algumas regrinhas:

  • Deixe um comentário neste post informando seu nome e e-mail;
  • Para o sorteio, usarei o método arcaico: papeizinhos contendo os nomes (apenas uma entrada por pessoa), um dos meus pequenos retirará um;
  • O(a) vencedor(a) terá um prazo definido para enviar suas informações. Se não o fizer, sortearei outra pessoa;
  • Podem participar leitores de qualquer lugar, estou habilitada a bordar em qualquer língua (LOL);
  • O custo do envio é meu, ok?

Prazos:

  • Realizarei o sorteio no dia 29 de Fevereiro (Por quê?! É ano bissexto!!!).
  • O sorteado terá até 10 dias para enviar, por e-mail, as informações de sua família ou da família que deseja presentear com a árvore.
  • O bordado seguirá ao vencedor em até 30 dias após a informação recebida.

Estamos acertados assim? Se a experiência for positiva para todo mundo, prometo perder completamente a vergonha e ousar de novo. Boa sorte!

************

Hi dear readers!

This is my very first giveaway and I’m very excited about it! I’m intending to send to the winner his/her embroidered “Family Tree”. You can see my own family tree and the one that I’ve embroidered for my friend Andréa and her family.

It’s a personalized work made especially for you and it’s possible to finish it as you wish: put it in a frame or sewing a cushion pillow for example. Use your imagination!

If you want to join it:

  • Leave some comment on this post with your name and e-mail;
  • I will announce the winner on February 29th.
  • The winner must email me to inform the names I’m going to embroider on his/her tree. I will wait for this information for 10 days. After that if the first winner can’t email me for any reason I will announce the second one.
  • I will send the Family Tree after 30 days.
  • Foreign readers are accepted: I’m able to embroider in any language (lol).
  • The post office costs are totally mine. 

Good luck!



sábado, 4 de fevereiro de 2012

Ter etiqueta é ser cool



Eu acho muito moderna a pessoa que tem etiqueta e isso vai além de saber usar os talheres corretamente. Tem gente que passa pela vida leve, sem pisar nos calos de ninguém, nem altiva nem serviçal, se sentindo confortável em sua própria pele. Bonito, isso.

“Fulano tem etiqueta” passa longe do estereótipo da educação grã-fina. Já estive em pequenas casas do interior, compartilhando o almoço de famílias semi-analfabetas que tinham muito mais etiqueta que o cara do carrão importado, que não se importa em abrir o vidro e despejar sua má educação na via pública...




Não, meus amigos, ter etiqueta é ser cool! E isso ocorre por que a pessoa conhece seus limites e respeita do limite dos demais. No entanto, lamento informa-los de que estou longe de ter a etiqueta que almejo... Estou em processo, inacabada, por que ainda falo desnecessariamente e julgo, julgo, julgo demais... Ter etiqueta é aceitar as diferenças e não julgar, concordam?

Enquanto essa etiqueta não vem, vou demarcando meu território com outras pequenas etiquetas que materializam esses três anos de projetos e desafios: agora assino meus trabalhos e fico mais confiante de mim mesma e da minha modernidade.




O processo é longo e não termina aqui: quando a gente tem alguma etiqueta sempre acaba querendo mais. Legal, não?




PS: Caso você também queira experimentar, vale a pena conhecer o site da Haco Virtual.

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

O negativo das coisas




Normalmente eu começo um projeto com um fim específico, uma ideia formada desde o princípio. Mas isto não aconteceu neste caso. Falar sobre e bordar o negativo de algo estava recorrente neste período de afastamento dos bordados (sim, eu não consegui fazer praticamente nada neste janeiro...).

Primeiro, encontrei recentemente uma caixa com alguns negativos de fotos. Acho bonito, interessante, vintage e, por isso, os guardo.




Depois, a tônica deste começo de ano, por diversas vezes, tem sido a vida virando do avesso, experenciar o negativo do conhecido: meus pais virão morar na capital, para estarmos mais próximos, depois de uma vida inteira na pequena cidade onde nasci.

Essa experiência é radical em qualquer idade, imagine para a minha mãe, que nunca morou em outro lugar. Considere como será adaptar-se a uma cidade grande, caótica como Fortaleza, cheia de possibilidades e, ao mesmo tempo, tão assustadora... Sei não... Quando fiz essa transição tinha 15 anos e tentava abocanhar o mundo com os dentes. Com eles é diferente. Têm se agarrado a pequenos fiapos da vida anterior para dar esse salto no vazio, aos sessenta, setenta e tantos...




Por último, aconteceram duas coisas inusitadas: eu encontrei uma étamine preta no armarinho do meu pai e trouxe um pedaço, porém sem objetivo definido; comprei, depois, uma revista com gráficos lindos para blackwork, coisa que nunca experimentei. E estas duas coisas estavam ligadas, eu acho (sim, eu não acredito em coincidências).

Por que não bordar o negativo do blackwork? Funcionaria? A ideia foi e voltou, me assaltou no banho, depois quando acordei de madrugada sem ver nem pra quê. Dormitou e dormitou, eu sem coragem de começar, ainda no mês sabático do bordado...

Por fim comecei, mas como a virada na vida dos meus pais, ainda não sei o que será, não sei o que fazer. Um jogo americano, bem moderno? Um detalhe para o meu projeto da agenda com galões? Um bookmark?




Avanço devagar, cautelosa, por não ter objetivo claro. O gráfico lembra arabescos marroquinos, ou o assento das cadeiras de palhinha da minha infância, mas isto são apenas reminiscências. Parece que o período sabático acabou e os trabalhos manuais me ajudarão, mais uma vez, a atravessar o desconhecido.

E então? Habilita-se a me ajudar? O que eu devo fazer com este bordado?


sexta-feira, 27 de janeiro de 2012




Eu comecei a usar o Facebook com muita cautela... Primeiro, por que tenho muita vergonha alheia, acho algumas exposições demasiadas. Depois, por que temos a fantasia de que o mundo virtual preenche determinados requisitos que o mundo real não consegue e, normalmente, as decepções são imensas ao constatarmos que isso é ilusão.

Assim, de vez em quando, faço o saudável movimento de bloquear pessoas que me “solicitaram amizade” (isso por si só já é bem estranho!) e que, ou não interagiram comigo de jeito nenhum (qual o sentido de serem meus “amigos”?), ou me aborreceram com seus posts inadequados, chatos, ofensivos, etc, etc, etc.

Mas estou me alongando nessa lengalenga sobre o Facebook e deixando de falar de uma das coisas mais bacanas das redes sociais que é a mobilização. E foi em torno de uma causa social – a “reintegração” de um terreno conhecido como Pinheirinho, no interior de São Paulo – que uma mobilização craft aconteceu.

A Andréa convidou um punhado de gente que saiu convidando outras pessoas e rapidamente uma inquietação/indignação da Andréa (e de outros) tomou corpo, forma e atitude: surgiu um esforço nacional para apoiar as crianças que passaram pelo trauma de perderem suas casas com o conforto de um brinquedo handmade, doado por quem quiser ajudar a minimizar os efeitos dessas dores na infância.

Inspirado num exemplo internacional - Dolly Donations - e apoiado sobre seus talentos e disponibilidades, o grupo resolveu ajudar com o “supérfluo indispensável” – o brinquedo, defendido por muitos estudiosos como importante contribuição para a transição/superação da vivência de crises.

Você prefere doar alimentos, remédios, cobertores? Excelente! Vá em frente! Tudo isso é importante e necessário. Nós doaremos o que normalmente é esquecido, relegado a um quinto plano, e que pode fazer brilhar alguns olhos, secar algumas lágrimas, recuperar algum sonho. E isso vale muito a pena, não?



domingo, 22 de janeiro de 2012

Tamanho não é documento



Depois de ter mostrado minha pequena coleção de imagens de São Francisco neste post, minha irmã me presenteou com esta escultura minúscula:




Sim, seus olhos não o enganaram, o Santo foi esculpido em um lápis! Não é interessante?!

A minha irmã o encontrou no Ceart, um centro de artesanato bastante famoso aqui de Fortaleza, mas não soube me informar o nome do artesão. É um trabalho delicado e, segundo ela, havia vários Santos e Santas, todos esculpidos em lápis.



Para reuni-lo aos demais, enfiei o lápis numa borracha, já que os dois são velhos conhecidos, não é mesmo? Lol Isso permitiu que o lápis ficasse de pé, criando a altura suficiente para o meu minúsculo São Francisco ser visto.

Gostaram? Será que um dia encontrarei uma imagem ainda menor? Boa semana a todos!




quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

O que há no final do arco-íris?



Quando a Andréa mostrou sua estante de livros organizada por cor, eu fiquei babando... Oh, my! Por que eu nunca pensara nisso?? Minha mente, nada cartesiana, vivia se debatendo sobre formas diferentes de agrupar, organizar, e tornar mais fácil o acesso aos meus 300 queridinhos, que habitam uma estante de módulos pretos e brancos do nosso escritório.

Ordem alfabética, lidos x não lidos, séries, tipos similares: eu havia tentado de tudo e, por fim, elaborado uma planilha de controle somente para registrar os empréstimos, as doações, o censo mensal.

Acho que já falei em outras oportunidades sobre meu vínculo infantil com os livros e, por mais que hoje eu saiba que terei, um dia, um tablet, acho que será necessária uma espécie de “desmame”.

Porém, enquanto isso não acontece, a Andréa aumentou minha vontade de mudar a estante de casa com este vídeo:




Ela disse: “Você vai pirar!” Resultado? Pirei!

Botei tudo abaixo, não sem antes fazer um planejamento. Quantos livros vermelhos? Quantos azuis, amarelos? A maioria usa pretinho básico??? Que coisa mais sem ousadia!!! Pilhas de livros agrupados por cor no sofá do escritório, foi a vez de selecionar as posições na estante.

Mas, vejamos... Os módulos da estante têm tamanhos e formatos diferentes, além das cores contrastantes (preto e branco), não ficaria mesmo tão fácil de organizar como numa estante de prateleiras lineares, mais ao nível do olhar. Ai, ai... Bem que a Andréa avisou que ia dar trabalho...

Por fim, decidi que os livros amarelos, vermelhos e azuis ocupariam os módulos pretos:





Os clássicos de capa dura continuaram juntos, mas as cores foram agrupadas:



As séries também ficaram juntas, numa prateleira mais alta:



Os brancos ocuparam duas prateleiras pretas, apesar do “esforço” do homenzinho de cristal para que eles coubessem numa só:



Os pretinhos fizeram contraste com o fundo branco, e problema mesmo só com a pequena quantidade de capas verdes:



Os meus São Franciscos ganharam um lugar só seu, bem destacado:



Para eu não enlouquecer tentando lembrar a cor da capa de cada volume, alterei a planilha para incluir a separação por cor. Trinta e três títulos foram retirados do acervo e seguiram para doação. Quero manter realmente só os livros que pretendo reler.

Ah, o que há no final do arco-íris? Reza a lenda que há um tesouro. Não, não são moedas ou pedras preciosas. São miríades de palavras entrelaçadas que formam o meu tesouro e suas cores.


domingo, 15 de janeiro de 2012

Linhas Escritas # O Pão da Amizade




Eu tinha alguns livros para compartilhar com vocês, mas os posts já escritos foram solapados por este insuspeito presente de amigo secreto, que ganhei da doce Val em nosso último encontro.

O enredo do Pão da Amizade é de uma simplicidade incrível: numa pequena cidade americana, as histórias de diferentes personagens, seus dramas pessoais e familiares, são para sempre interligados e modificados quando alguém recebe uma estranha massa num saco plástico e a receita para fazer e compartilhar o chamado “pão da amizade”.



Ainda lembro a primeira vez que algo semelhante aconteceu na cidade onde nasci, só que lá, a “esponja” era dividida para a feitura do “Pão de Jesus”. Esta deliciosa iguaria é um pão macio, meio adocicado, dizem que originalmente feito por padres e freiras. Lembro que fizemos o pão e que ficou muito, muito bom.

Lá no trabalho, alguém sempre me pergunta se quero comprar e juntos encomendamos, recebendo apenas os pães já prontos que são devorados em poucos minutos pelos meninos em casa. Não ter conservantes ou outras substâncias ruins já é uma benção, imagine ser, além disso, delicioso!

Recebi o meu presente de amigo secreto alegremente, todos que me conhecem sabem o quanto adoro livros, mas não estava ansiosa para começar a lê-lo, apenas curiosa. Em casa, comecei a folheá-lo e foi impossível parar de ler! A leitura quebrou um longo jejum: há meses eu tentava encontrar tempo para retomar meu ritmo, sem sucesso.

“Devorado” em tempo recorde, o livro me levou às lágrimas no cabeleireiro, o que é um excelente indicador (lol). Sua leitura foi como uma fatia de pão quentinho com manteiga, perfeita para quando você quer ter momentos de prazer e emoção, sem qualquer compromisso.

Por que a vida precisa de mais leveza, anote aí minha recomendação: super-hiper-mega-high-power-blaster-uber-recomendadíssimo.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Presentes: tão longe e tão perto




O primeiro envelope que recebi este ano veio da minha querida Nia, uma pessoa cheia de energia e criatividade: raminhos delicados de azevinho em feltro, com pequenas perolazinhas... Ah, Nia, quantos beijinhos foram trocados por conta deste presentinho... lol


Olha que coisa charmosa, esse selo.




Em outro pacote, retalhinhos da Aninha, do Atelier Caseiro, para ajudar a compor minha colcha de hexágonos: rostos de delicadas matrioskas, gatinhos preguiçosos, flocos de neve dourados, jacarés engraçados... Ah, Aninha, os olhinhos brilhantes da minha mãe, apreciando cada pedacinho de pano e eu me vendo neles? Não tem preço... Obrigada de novo, amiga!





Acompanhando uma bem-vinda garrafa de vinho tinto, uma pequena revolução da Gislene: panos de copa bordados em vagonite, mas do jeito mais moderno que eu já vi! Ah, Gis, tantos planos para o novo ano são mais bem elaborados com uma taça de vinho nas mãos... Saúde! Muitos anos mais de convivência para nós duas!






Outro envelope, vindo de terras encantadas do Pará, encheu meus olhos e despertou uma vontade há muito enterrada: pintar tecidos. A Isa, minha amiga artista (uma das artesãs mais completas que conheço!) me enviou uma de suas pinturas e eu fiquei babando... Ah, Isa, como foi bom ouvir sua voz e reacender a crença de que eu poderei, um dia quem sabe, pintar como você... Obrigada por todos os momentos preciosos de 2011!


Vejam os detalhes dos corações em patch apliqué. Lindo!




A Nathália talvez seja uma das pessoas que mais me conhece além de mim mesma... Aí fica fácil agradar meu coração, né? Óbvio que seria mesmo difícil me presentear depois deste regalo, porém a Nathália teve a gentileza de escolher a nova obra de um autor de quem falei dias a fio. Ah, Nathália, a delicadeza da nossa amizade, quer você lembre de todos os detalhes ou os tenha esquecido, é pra guardar no lado esquerdo do peito.

Por fim, a todos que de vez em quando (ou freqüentemente) visitam o blog e, quando são tocados por algo, deixam, gentilmente, um comentário, meu muito obrigada. Cada comentário é um sorriso brotando nos lábios e um calorzinho gostoso no coração!


domingo, 8 de janeiro de 2012

A filha de Francisco



Todas as três vezes que a minha mãe ficou grávida, meu pai, que é Francisco, nos consagrou a São Francisco, seu santo de devoção e, por isto, somos todos Franciscos + alguma coisa.

Durante a infância, nas romarias à cidade de Canindé, não entendíamos direito o que representava a fé, a devoção dos romeiros... Para nós, crianças, aqueles eram apenas dias de férias com papai e mamãe. Aventura. Sair da rotina.




Meu encontro com Francisco (o Santo) aconteceu muito tempo depois, já adulta, depois de aceitar o nome com o qual fui consagrada (explico: é que a combinação Francisca + Simone nunca me pareceu tão bonita quanto Ana + Maria, Maria + Clara... Paciência!).

Mas como eu dizia, só adulta consegui ter a perspectiva de quem foi Francisco de Assis e por que ser Francisca poderia ser tão maior e mais bonito do que eu aventara até então.




Não sei sobre sua orientação religiosa nem vou aqui expor a minha. Mas o exemplo de Francisco de Assis transcende a questão religiosa por seu amor aos desamparados, seu desapego às coisas materiais, a sua ligação com o meio ambiente e os animais. Profundamente envolvido com os problemas de seus semelhantes, ajudou a disseminar a fraternidade como um valor.

Eu comecei a colecionar imagens de São Francisco há algum tempo e a minha amiga de infância, Karla, as viu no escritório, quando esteve em minha casa. Há alguns dias, recebi uma mensagem dela dizendo que tinha mandado uma encomenda para mim, porém nem cheguei a suspeitar que pudesse ser um São Francisco.

Fiquei muito emocionada quando abri o pacote. Havia um São Francisco em madeira, uma escultura muito delicada, com pequenos passarinhos. Lindo, lindo. Adorei o presente e este Francisco já faz companhia aos outros dois.




Coincidentemente, no Natal, chego ao comércio da minha mãe, na cidadezinha onde nasci e, bem no alto da parede, uma linda moldura oval de madeira trabalhada, com uma imagem já amarelada do Santo.

Encantada por aquela peça histórica que, segundo meu pai, tinha mais de 30 anos só naquela parede, fiz deste o meu presente de Natal e esta passa a morar na minha Memorabilia.




Mais que um culto à imagem, o objetivo é lembrar que a humanidade de todos nós é feita de pequenos gestos de amor, respeito e desapego.


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