Depois de ter
mostrado minha pequena coleção de imagens de São Francisco neste post, minha
irmã me presenteou com esta escultura minúscula:
Sim, seus olhos
não o enganaram, o Santo foi esculpido em um lápis! Não é interessante?!
A minha irmã o
encontrou no Ceart, um centro de artesanato bastante famoso aqui de Fortaleza,
mas não soube me informar o nome do artesão. É um trabalho delicado e, segundo
ela, havia vários Santos e Santas, todos esculpidos em lápis.
Para reuni-lo aos
demais, enfiei o lápis numa borracha, já que os dois são velhos conhecidos, não
é mesmo? Lol Isso permitiu que o lápis ficasse de pé, criando a altura
suficiente para o meu minúsculo São Francisco ser visto.
Gostaram? Será
que um dia encontrarei uma imagem ainda menor? Boa semana a todos!
Quando a Andréa
mostrou sua estante de livros organizada por cor, eu fiquei babando... Oh, my!
Por que eu nunca pensara nisso?? Minha mente, nada cartesiana, vivia se
debatendo sobre formas diferentes de agrupar, organizar, e tornar mais fácil o
acesso aos meus 300 queridinhos, que habitam uma estante de módulos pretos e
brancos do nosso escritório.
Ordem alfabética,
lidos x não lidos, séries, tipos similares: eu havia tentado de tudo e, por
fim, elaborado uma planilha de controle somente para registrar os empréstimos,
as doações, o censo mensal.
Acho que já falei
em outras oportunidades sobre meu vínculo infantil com os livros e, por mais
que hoje eu saiba que terei, um dia, um tablet, acho que será necessária uma
espécie de “desmame”.
Porém, enquanto
isso não acontece, a Andréa aumentou minha vontade de mudar a estante de casa
com este vídeo:
Ela disse: “Você
vai pirar!” Resultado? Pirei!
Botei tudo
abaixo, não sem antes fazer um planejamento. Quantos livros vermelhos? Quantos
azuis, amarelos? A maioria usa pretinho básico??? Que coisa mais sem ousadia!!!
Pilhas de livros agrupados por cor no sofá do escritório, foi a vez de
selecionar as posições na estante.
Mas, vejamos...
Os módulos da estante têm tamanhos e formatos diferentes, além das cores
contrastantes (preto e branco), não ficaria mesmo tão fácil de organizar como
numa estante de prateleiras lineares, mais ao nível do olhar. Ai, ai... Bem que
a Andréa avisou que ia dar trabalho...
Por fim, decidi
que os livros amarelos, vermelhos e azuis ocupariam os módulos pretos:
Os clássicos de
capa dura continuaram juntos, mas as cores foram agrupadas:
As séries também
ficaram juntas, numa prateleira mais alta:
Os brancos
ocuparam duas prateleiras pretas, apesar do “esforço” do homenzinho de cristal
para que eles coubessem numa só:
Os pretinhos
fizeram contraste com o fundo branco, e problema mesmo só com a pequena
quantidade de capas verdes:
Os meus São Franciscos
ganharam um lugar só seu, bem destacado:
Para eu não
enlouquecer tentando lembrar a cor da capa de cada volume, alterei a planilha
para incluir a separação por cor. Trinta e três títulos foram retirados do
acervo e seguiram para doação. Quero manter realmente só os livros que pretendo
reler.
Ah, o que há no
final do arco-íris? Reza a lenda que há um tesouro. Não, não são moedas ou
pedras preciosas. São miríades de palavras entrelaçadas que formam o meu
tesouro e suas cores.
Eu tinha alguns livros para compartilhar com vocês, mas os
posts já escritos foram solapados por este insuspeito presente de amigo
secreto, que ganhei da doce Val em nosso último encontro.
O enredo do Pão da Amizade é de uma simplicidade incrível:
numa pequena cidade americana, as histórias de diferentes personagens, seus dramas
pessoais e familiares, são para sempre interligados e modificados quando alguém
recebe uma estranha massa num saco plástico e a receita para fazer e
compartilhar o chamado “pão da amizade”.
Ainda lembro a primeira vez que algo semelhante aconteceu na
cidade onde nasci, só que lá, a “esponja” era dividida para a feitura do “Pão
de Jesus”. Esta deliciosa iguaria é um pão macio, meio adocicado, dizem que
originalmente feito por padres e freiras. Lembro que fizemos o pão e que ficou
muito, muito bom.
Lá no trabalho, alguém sempre me pergunta se quero comprar e
juntos encomendamos, recebendo apenas os pães já prontos que são devorados em
poucos minutos pelos meninos em casa. Não ter conservantes ou outras
substâncias ruins já é uma benção, imagine ser, além disso, delicioso!
Recebi o meu presente de amigo secreto alegremente, todos
que me conhecem sabem o quanto adoro livros, mas não estava ansiosa para
começar a lê-lo, apenas curiosa. Em casa, comecei a folheá-lo e foi impossível
parar de ler! A leitura quebrou um longo jejum: há meses eu tentava encontrar
tempo para retomar meu ritmo, sem sucesso.
“Devorado” em tempo recorde, o livro me levou às lágrimas no
cabeleireiro, o que é um excelente indicador (lol). Sua leitura foi como uma
fatia de pão quentinho com manteiga, perfeita para quando você quer ter
momentos de prazer e emoção, sem qualquer compromisso.
Por que a vida precisa de mais leveza, anote aí minha
recomendação: super-hiper-mega-high-power-blaster-uber-recomendadíssimo.
O primeiro envelope que recebi este ano veio da minha
querida Nia, uma pessoa cheia de energia e criatividade: raminhos delicados de
azevinho em feltro, com pequenas perolazinhas... Ah, Nia, quantos beijinhos
foram trocados por conta deste presentinho... lol
Olha que coisa charmosa, esse selo.
Em outro pacote, retalhinhos da Aninha, do Atelier Caseiro,
para ajudar a compor minha colcha de hexágonos: rostos de delicadas matrioskas,
gatinhos preguiçosos, flocos de neve dourados, jacarés engraçados... Ah,
Aninha, os olhinhos brilhantes da minha mãe, apreciando cada pedacinho de pano
e eu me vendo neles? Não tem preço... Obrigada de novo, amiga!
Acompanhando uma bem-vinda garrafa de vinho tinto, uma
pequena revolução da Gislene: panos de copa bordados em vagonite, mas do jeito
mais moderno que eu já vi! Ah, Gis, tantos planos para o novo ano são mais bem
elaborados com uma taça de vinho nas mãos... Saúde! Muitos anos mais de
convivência para nós duas!
Outro envelope, vindo de terras encantadas do Pará, encheu
meus olhos e despertou uma vontade há muito enterrada: pintar tecidos. A Isa,
minha amiga artista (uma das artesãs mais completas que conheço!) me enviou uma de suas
pinturas e eu fiquei babando... Ah, Isa, como foi bom ouvir sua voz e reacender
a crença de que eu poderei, um dia quem sabe, pintar como você... Obrigada por
todos os momentos preciosos de 2011!
Vejam os detalhes dos corações em patch apliqué. Lindo!
A Nathália talvez seja uma das pessoas que mais me conhece
além de mim mesma... Aí fica fácil agradar meu coração, né? Óbvio que seria
mesmo difícil me presentear depois deste regalo, porém a Nathália teve a
gentileza de escolher a nova obra de um autor de quem falei dias a fio. Ah,
Nathália, a delicadeza da nossa amizade, quer você lembre de todos os detalhes
ou os tenha esquecido, é pra guardar no lado esquerdo do peito.
Por fim, a todos que de vez em quando (ou freqüentemente)
visitam o blog e, quando são tocados por algo, deixam, gentilmente, um
comentário, meu muito obrigada. Cada comentário é um sorriso brotando nos
lábios e um calorzinho gostoso no coração!
Todas as três vezes que a minha mãe ficou grávida, meu pai,
que é Francisco, nos consagrou a São Francisco, seu santo de devoção e, por
isto, somos todos Franciscos + alguma coisa.
Durante a infância, nas romarias à cidade de Canindé, não
entendíamos direito o que representava a fé, a devoção dos romeiros... Para
nós, crianças, aqueles eram apenas dias de férias com papai e mamãe. Aventura.
Sair da rotina.
Meu encontro com Francisco (o Santo) aconteceu muito tempo
depois, já adulta, depois de aceitar o nome com o qual fui consagrada (explico:
é que a combinação Francisca + Simone nunca me pareceu tão bonita quanto Ana +
Maria, Maria + Clara... Paciência!).
Mas como eu dizia, só adulta consegui ter a perspectiva de
quem foi Francisco de Assis e por que ser Francisca poderia ser tão maior e
mais bonito do que eu aventara até então.
Não sei sobre sua orientação religiosa nem vou aqui expor a
minha. Mas o exemplo de Francisco de Assis transcende a questão religiosa por
seu amor aos desamparados, seu desapego às coisas materiais, a sua ligação com
o meio ambiente e os animais. Profundamente envolvido com os problemas de seus
semelhantes, ajudou a disseminar a fraternidade como um valor.
Eu comecei a colecionar imagens de São Francisco há algum
tempo e a minha amiga de infância, Karla, as viu no escritório, quando esteve
em minha casa. Há alguns dias, recebi uma mensagem dela dizendo que tinha
mandado uma encomenda para mim, porém nem cheguei a suspeitar que pudesse ser
um São Francisco.
Fiquei muito emocionada quando abri o pacote. Havia um São
Francisco em madeira, uma escultura muito delicada, com pequenos passarinhos.
Lindo, lindo. Adorei o presente e este Francisco já faz companhia aos outros
dois.
Coincidentemente, no Natal,
chego ao comércio da minha mãe, na cidadezinha onde nasci e, bem no alto da
parede, uma linda moldura oval de madeira trabalhada, com uma imagem já
amarelada do Santo.
Encantada por aquela peça
histórica que, segundo meu pai, tinha mais de 30 anos só naquela parede, fiz
deste o meu presente de Natal e esta passa a morar na minha Memorabilia.
Mais que um culto à imagem,
o objetivo é lembrar que a humanidade de todos nós é feita de pequenos gestos
de amor, respeito e desapego.
Bom, entre outras coisas, o projeto da colcha utilizando os minúsculos hexágonos continuará em 2012. É realmente um projeto de
long(uíssim)o prazo, eu sei... Talvez seja mesmo uma loucura rematada, mas,
fazer o quê?? Agora que comecei, pretendo termina-la, ainda que isso leve
alguns anos.
Os hexies andavam meio de lado, por conta dos projetos de
Natal, porém, um presente vindo do frio Rio Grande do Sul aqueceu meu coração
nordestino: a Aninha, do Atelier Caseiro, enviou-me uma caixinha recheada dos
mais lindos e preciosos retalhos, para contribuir com o meu projeto. Eu não
poderia mesmo querer um presente de Natal melhor...
Sentada na calçada da casa dos meus pais, numa cadeira de
balanço que já existia quando eu era pequena, olhando as nuvens de chuva
acenando no horizonte, ouvindo a algaravia das crianças brincando e brigando,
curtindo as conversas e história dos locais, não conseguia pensar em nada
melhor a fazer que não confeccionar hexies, olhando as pequenas figuras que
vão, um dia, decorar cada centímetro da futura colcha.
Obrigada, Aninha, por estes momentos de prazer aumentados
pela delicadeza do seu gesto, por um encontro feliz unindo mãos e corações e,
por último, mas não menos importante, pela oportunidade de ter pedacinhos de
seu carinho e de sua amizade neste meu projeto.
Na Lagoa do Paraíso, que tal deitar na rede ou tomar uma água de côco dentro da lagoa?
Um final de semana passado, viajamos para o Parque Nacional de Jericoacoara com
os meninos, uma aventura que certamente ficará gravada na memória deles.
Para chegar na praia que já foi eleita uma das mais bonitas
do mundo, enfrentamos mais de 5 horas de ônibus e mais 1 hora de sacolejos
sobre as dunas num caminhão adaptado com assentos, chamado bucolicamente de
“Jardineira”.
No meio do trajeto entre Jijoca, onde o ônibus nos
desembarca, e Jeri (a gente logo fica íntimo do lugar e usa apenas este
diminutivo...), o cenário é desértico, com dunas alvas, praias lindas e
solitárias, uma imensidão varrida pelo vento morno e forte. Aqui e acolá uma
árvore retorcida, um farolete, uma cabana abandonada.
No veículo oficial de Jeri, os meninos exigiram muitas fotos... lol
De repente, gringos e locais colorem o horizonte com seus
equipamentos de kitesurf. A vila, mais povoada e animada do que eu me lembrava
(fazia uns 17 anos que eu fora pela primeira vez...), não nos apeteceu muito com
suas ruas de areia, preços altos e música ruim...
Porém, o passeio de buggy, o banho das lagoas de água doce
no meio das dunas e o contato com a natureza nos conquistaram para sempre.
Fizemos planos de novos finais de semana em alguma das inúmeras praias do nosso
estado e a promessa de sermos para sempre felizes como naquele dia, olhando o
pôr-do-sol de Jeri...
"Mãe, olha como eu sou fortão!"
Por fim, não compreendendo por que Jeri siginificaria “o buraco
das tartarugas” ou, ainda “terra do jacaré dormindo ao sol”, já que não
avistamos quaisquer exemplares destes animais por lá, a resposta dos meninos
foi decisiva e convincente: “são os formatos das dunas, oras!”. Está de bom
tamanho para mim.
Sabe aquelas pessoas que a gente admira, que nos inspiram com
seus gestos e forma de ver o mundo? Pois é, a Andréa é assim para mim...
Durante 2011 estreitamos os laços originados na internet e fiquei com vontade
de mandar algo especial para ela nesse Natal. Mas o quê?!
Para decidir sobre um presente para alguém, normalmente
procuro a característica que se destaca e, no caso da Andréa, fui
indelevelmente marcada por este texto.
Mais que uma história de superação de dificuldades, me tocou
a fortaleza dos laços familiares e como isto pode ser decisivo para tudo o mais.
Estava resolvido: meu presente deveria ser algo que representasse o amor na
família e, ainda, tivesse algo a ver com o Linhas.
Optei por bordar uma árvore genealógica para a família dela,
como a que bordei para mim e mostrei aqui.
Usei o mesmo tecido, mas fiz algumas alterações que
resultaram (perdoem o auto-elogio...) num bordado mais bonito: os nomes do
casal, ao centro, bordei em bordô; os nomes dos filhos bordei em um tom de
verde um tantinho mais escuro que o das folhas. No contexto geral, a árvore já
seria mais bonita só por ter mais “galhos”! lol Porém, acho que esses outros
detalhes contribuíram para um conjunto mais harmônico.
Bordada quase que inteiramente num preguiçoso domingo em que
ficamos em casa, não resisti em mostrar a bagunça da nossa cama e a árvore
ainda em produção. A colcha da cama, com delicadas e coloridas flores, eu
mostrei quando o blog ainda era bebê, lembram? Se não, veja aqui este trabalho,
que praticamente me ajudou a criar este espaço.
Enquanto eu tirava as fotos, meu marido reclamava: “Mas você
vai mostrar o quarto assim, todo bagunçado?!” Entre risos eu pensava: “É,
amigos, não tem nada de glamour, só tem muito é amor...”
Assim, para a família da Andréa e para a sua eu desejo um
Ano Novo cheio de domingos preguiçosos, fazendo o que você gosta com quem você
mais ama. Feliz 2012!
A Bia é a melhor amiga do Rafael, eles brincam – e brigam! –
juntos o tempo todo. Para o presente de Natal dela, decidi fazer uma toalha de
banho rosa e resgatar a minha agulha para ponto russo, que há muito andava
abandonada. A escolha do ponto russo foi proposital por ser extremamente
adequado para toalhas: o toque do bordado é bastante agradável e apropriado
para as crianças.
Vocês conhecem o ponto russo? Ele demanda uma agulhinha
especial, que comprei há alguns anos, e que você pode encontrar facilmente na internet. É muito fácil de usar e, dependendo do tamanho do gráfico, seu
trabalho ficará pronto rapidamente.
Desenhei as letras do nome da Bia no avesso da barra para
pintar de uma toalha (a barra de étamine é muito vazada para essa técnica). O
bordado é feito pelo avesso mesmo e pressupõe o preenchimento do espaço com o
movimento de “costura” da agulha no tecido.
O lado direito vai ficando com o aspecto de tapeçaria:
“fofinho, fofinho”, como diz o Rafinha.
Vejam o detalhe do avesso.
Depois de tudo preenchido, basta uma camada de termolina na
parte de trás, para evitar que a linha venha a se soltar. (Uma observação:
penso que isso pode ser opcional, porque eu fiz umas toalhas para mim há anos e
nunca passei a termolina. Mesmo com as lavagens freqüentes à máquina, os
bordados continuam perfeitos).
Essa técnica não é adequada para gráficos muito detalhados e
funciona melhor com temas maiores. Espero que tenham gostado do resultado!