Eu tinha alguns livros para compartilhar com vocês, mas os
posts já escritos foram solapados por este insuspeito presente de amigo
secreto, que ganhei da doce Val em nosso último encontro.
O enredo do Pão da Amizade é de uma simplicidade incrível:
numa pequena cidade americana, as histórias de diferentes personagens, seus dramas
pessoais e familiares, são para sempre interligados e modificados quando alguém
recebe uma estranha massa num saco plástico e a receita para fazer e
compartilhar o chamado “pão da amizade”.
Ainda lembro a primeira vez que algo semelhante aconteceu na
cidade onde nasci, só que lá, a “esponja” era dividida para a feitura do “Pão
de Jesus”. Esta deliciosa iguaria é um pão macio, meio adocicado, dizem que
originalmente feito por padres e freiras. Lembro que fizemos o pão e que ficou
muito, muito bom.
Lá no trabalho, alguém sempre me pergunta se quero comprar e
juntos encomendamos, recebendo apenas os pães já prontos que são devorados em
poucos minutos pelos meninos em casa. Não ter conservantes ou outras
substâncias ruins já é uma benção, imagine ser, além disso, delicioso!
Recebi o meu presente de amigo secreto alegremente, todos
que me conhecem sabem o quanto adoro livros, mas não estava ansiosa para
começar a lê-lo, apenas curiosa. Em casa, comecei a folheá-lo e foi impossível
parar de ler! A leitura quebrou um longo jejum: há meses eu tentava encontrar
tempo para retomar meu ritmo, sem sucesso.
“Devorado” em tempo recorde, o livro me levou às lágrimas no
cabeleireiro, o que é um excelente indicador (lol). Sua leitura foi como uma
fatia de pão quentinho com manteiga, perfeita para quando você quer ter
momentos de prazer e emoção, sem qualquer compromisso.
Por que a vida precisa de mais leveza, anote aí minha
recomendação: super-hiper-mega-high-power-blaster-uber-recomendadíssimo.


























