quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Da arte de persistir


Hello, lindas!


Em julho de 2010, a Gislene me deu uma orquídea branca de presente. Essa flor ficou em seu jarro, no meu quarto, até que murchou e caiu. Esperando novas flores, coloquei o vasinho de plástico sobre um jarro na varanda, e continuei a rega-lo.

 

No entanto, mesmo um ano depois, não surgiram novas orquídeas. Nesse meio tempo, a trepadeira de flores brancas, na qual a orquídea estava apoiada, contraiu um fungo e praticamente morreu. Eu resolvi cortar todos os galhos que já subiam pelas paredes da varanda e arrancar suas raízes e usar o jarro para outra planta, mas não consegui arrancar o caule com as mãos e deixei o jarro como estava. Nem regar eu regava mais.

 

Numa reportagem da TV, muito tempo depois, aprendi como deveria ter cuidado da minha orquídea. Fizera tudo errado até então! Tratei de tentar consertar um pouco as coisas: comprei o substrato apropriado, quebrei o velho jarrinho de plástico que impedia as raízes de se expandirem e quebrei a haste das primeiras flores.


Eu quase tenho um troço quando começaram a surgir novos botões...

 

Água, paciência e proteção resultaram numa nova haste, de onde começaram a surgir novos botões! Será que eu teria novas orquídeas em breve? Não bastasse essa boa surpresa, a trepadeira que eu considerava morta não só cresceu novamente como produziu suas lindas e delicadas florzinhas brancas.


Amigas renascendo juntas.

Como podem imaginar, fiquei pensando sobre isso... Quantas vezes entregamos os pontos, desistimos dos nossos sonhos e crenças?? Quantas vezes pessoas que nos cercam ou as dificuldades do percurso querem nos fazer crer que não podemos mais florescer, nascer de novo, nos reinventar? Quem pode saber sobre o amanhã?


Essa florzinha é tão delicada, tão singela perto da realeza da orquídea... Mas nem liga!

Dias depois, andava feito um zumbi dentro de casa à noite, todos dormindo, e acabei na varanda, para respirar um pouco... Imaginam a surpresa que tive??


As duas primeiras, das muitas que ainda viriam.

A primeira nova orquídea havia desabrochado! Agora, enquanto escrevo este post, já são seis orquídeas! A despeito de tudo, a natureza seguiu seu curso e as flores da varanda me ensinaram sobre a importância de perseverar. 



 

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Visões do Natal #2


 


Olá, pessoas!


 


Como estão os seus preparativos para o Natal? Por aqui, ando respirando essa época e bordando pequenas coisinhas natalinas... O que vou fazer? Surpresa!! Mas vocês podem tentar adivinhar, evidentemente... lol

 

 

Essa anjinha está meio estrábica, não é mesmo? Vai para a cirurgia corretiva... lol

 


Apresento-lhes uma anjinha/fadinha de Natal, segurando uma varinha de condão e ostentando uma auréola prata, bordada em ponto corrente. Na túnica usei o ponto atrás e nas asinhas o ponto haste. O cabelo, em ponto coral, para dar um movimento.

 

 

Minha rena ainda inacabada, por que o detalhe do nariz é surpresa...

 


E o que vocês acham desta rena delicada?? Renas eram uma das coisas preferidas da minha infância: nada melhor que assistir o filme sobre Rudolph, a rena mágica do nariz vermelho, nas sessões da tarde da semana do Natal... Neste bordado, usei pontos atrás e cheio (nos detalhes).

 

 

Colarzinho de pérolas??? Muito chic...

 

Conheçam Rudolph, a rena super cute...

 

Vamos decorar nossas árvores de Natal? Esta foi bordada com o Double Knot Stitch ou Ponto Palestrina e possui continhas vermelhas à guisa de bolas... No vaso, usei o Herringbone Ladder Stitch ou Faixa Entrelaçada.

 

 

Você já decorou sua árvore da natal??

 


E os pássaros? Adoro-os! (Ano passado recebi um pássaro lindo da Nia...) O azul tem corpo em ponto atrás e o detalhe da barriga em ponto matiz, que deu um efeito interessante. O outro pássaro, colorido, foi feito com ponto atrás. Eu considero este o ponto mais versátil para quem está começando no bordado. Permite inúmeras variações e dá sempre um efeito interessante.



Tudo azul na foto do passarinho azul...


 


Quem não gosta dos enfeites de Natal? Estes foram bordados com muitos detalhes brilhantes e continhas.


 


Gostaram? Já sabem o que farei com eles? =D

 

 

 

domingo, 6 de novembro de 2011

Para uma cidadã do mundo



A minha amiga Pollyanna é uma cidadã do mundo que mora, atualmente no Rio de Janeiro, mas bem poderia ser em Kuala Lumpur, sem problema algum. Quando trabalhávamos juntas, há alguns anos, percebi que a Polly não é deste plano. Lol  Eu costumava dizer que sua forma de ver o mundo a inseria numa categoria dos espíritos superiores, evoluídos, nunca daqueles do rés do chão (como eu me julgo, diante das minhas fraquezas e mesquinharias)...

 

Ela, como de esperar, morria de rir e colocava essas afirmações na conta das minhas “doidices”. =P

 

Quando a Isa me mandou um lote de retalhos maravilhosos, um em especial me lembrou imediatamente a Pollyanna: um tecido clarinho, com delicados gatinhos que estabeleci franceses, já que no tecido aparecem ainda as mesinhas dos cafés franceses e a Torre Eiffel. Os gatinhos usam boinas bem bonitas e delicados cachecóis: super, super cute!

 

Por que lembraram a Polly?? Não estou bem certa, mas acho que os gatinhos franceses tem o mesmo charme da minha amiga, aquele charme de quem é curioso sem ser deslumbrado, que aprecia estar em boa companhia, tanto faz se na Toscana ou em Teresina.

 

Muito bem. Resolvi aproveitar a ida da Nathália, nossa amiga em comum, ao Rio, e mandar um presente de Natal antecipado. Mas o quê?? Optei por um caderno, em tamanho pequeno, para ser fácil de carregar. Quem sabe a Pollyanna não se anima a escrever sobre suas experiências de viagem? Eu compraria um livro seu no lançamento!



Para combinar, composé com outro tecido da Isa, nos mesmos tons e, na parte interna, uma lista na qual bordei a frase “nada faço sem alegria”, inspirada por este post da Andréa, da Casca da Cigarra. Essa citação pareceu-me extremamente apropriada para a Pollyanna, que imprime alegria em tudo o que faz (há indícios de que talvez seja este o seu segredo...).




Usei novamente o meu ponto queridinho, o atrás, e quero destacar a singeleza do botão rosa, que imita a superfície de uma pedra. O resultado ficou bem harmônico, na minha suspeita opinião.



Bem, tomara que ela goste e que, mesmo em tempos de tablets, as linhas escritas à mão ainda tenham alguma chance...



quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Lunch Bag e um PAP “fajuto”



Olá, pessoas!

 

Meu marido costuma dizer que inveja minha capacidade de tornar os domingos produtivos por que eu sempre estou inventando coisas para fazer, enquanto ele está tão cansado que só consegue pensar em descansar... lol

 

Bem, minha resposta foi que, ao criar coisinhas novas, me desafiar em algum projeto craft eu estou, de fato, descansando. Se não fisicamente, estou descansando a cabeça, concordam?? lol

 

Pois bem. Foi para descansar num domingo com um filhote doente, em que não podíamos sair, que inventei de fazer uma lunch bag para a Sarah, minha colega de trabalho, que teimava em levar seus lanches em saquinhos plásticos. Um dia eu prometi que faria um saquinho de pano, ao estilo dos taleires portugueses, para ela ter mais bossa ao carregar seu lanche. Como promessa é dívida, resolvi cumpri-la neste domingo.

 

Comecei e estava empolgada, fotografando a peça à medida que a montava quando, finalmente, compreendi a dificuldade de fazer um bom PAP... Decididamente, este PAP está irremediavelmente fajuto! Lol Vão desculpando aí, por favor. Caso tenham interesse em fazer coisa igual, basta me enviar um e-mail que tenho o maior prazer em tentar me fazer entender melhor...

 

Vamos aos fatos:

 


Eu tinha uma letra S do alfabeto da Margaret Sherry, que seria ideal para usar neste presente personalizado, pois estava bordada num tecido pequeno para a manta dos meninos. Por trás do bordado, coloquei um forro branco.




 

Decidi fazer a lunch bag como um saquinho, parecido com o que a Nia mostrou neste post. Mas, embaixo, optei por um fundo retangular, como o que a Isa mostrou nesta ecobag (Obrigada, amigas! Vocês são inspiradoras!).


Por dentro, eu queria que não tivesse costuras aparentes. Assim, a única solução era fazer um forro interno. Para combinar com o tecido de listas, escolhi uma sacaria azul. Fiz o patchwork da frente e cortei a mesma medida de tecido para trás. Cortei medidas similares da sacaria.



 

Uni o tecido e a sacaria, frente com frente, pela parte superior, onde eu faria a abertura do lunch bag. Em seguida, ainda direito com direito, uni tanto a sacaria, formando o saco, quando o tecido listado, formando outro saco, que ficaram unidos pela parte de cima.




Nos cantos de ambos os sacos já costurados, fiz uma marca triangular e as costurei, para fazer o fundo. Percebam que as aberturas estão nas duas laterais, por onde eu passaria o fitilho. Desvirei os dois saquinhos por esta abertura e coloquei o saco azul para dentro do saco listado.



Dobrei o tecido listado dos dois lados para formar uma borda e passei uma costura reta, cuidando, ainda do acabamento destas laterais. Abaixo desta costura, passei o fitilho duplo, finalizado com uma continha transparente de cada lado. Tive que dar uns pontinhos invisíveis para finalizar a abertura, após colocar o fitilho, de modo a ter um melhor acabamento.




 

Voilá! Temos um saco para levar o lanche! Depois fiquei pensando que um fundo redondo também ficaria bom ou, ainda, que um fechamento com zíper, ao invés de fitilho, traria um bom resultado.

 

Quando a Sarah recebeu o presente, disse que “dava pena de usar”!!!! Heresia!!!! O que acharam da ideia?



domingo, 30 de outubro de 2011

Envelopes Especiais para o Natal (ou outras ocasiões)


 

Cada doido tem a sua mania, diz o senso comum. Uma das minhas, é gostar de envelopes e embalagens de maneira geral. Quando recebo um convite ou um cartão bonito, saibam que os guardarei, para usar suas partes ou, simplesmente, para ter idéias no futuro.

Essa semana tive uma visão inspiradora sobre envelopes e seus detalhes. Recebi um envelope pardo da Aninha do Atelier Caseiro que, na sua essência, é o epítome da simplicidade, concordam? Mas a Aninha deixou-o com um aspecto, por assim dizer, “real”:




É um detalhe simples e muito, muito charmoso, não é? Distintivo, eu diria. Para complementar, uma fita durex decorada, na lateral. Lindo, amei! Viram como sou admiradora dessas coisinhas? Acho que enfeitam a vida e nos dão pequenos momentos de alegria.




Aí, comecei a pensar no Natal e me deu vontade de inventar algo especial para os envelopes que serão enviados às minhas amigas e familiares. Depois de dar tratos à bola e pesquisar bastante na internet, resolvi fazer um PAP com a melhor solução que achei para mim, só para o caso de alguém ter uma “loucura” semelhante à minha. =))

Você vai precisar de: um envelope, entretela termocolante, tecido, lápis ou caneta, tesoura, régua, ferro de passar.




1. Escolha um envelope para servir de modelo e o desfaça, para que vire um molde.



2. Risque esse molde na entretela termocolante.



3. Passe a entretela com o ferro quente, no avesso de um tecido a sua escolha. Eu optei por tecidos natalinos, claro. Mas você pode usar em outras ocasiões, como dia das mães, pais ou namorados.

4. Depois de colar a entretela ao tecido, corte-o no limite do desenho.



5. Com a ajuda de uma régua, dobre as abas do envelope, para fecha-lo, e marque bem as dobras com o ferro. Pronto, seu envelope está feito.




Caso deseje, você pode fechá-lo de muitas maneiras diferentes: use pedacinhos de velcro, botõezinhos de pressão, fitilhos, adesivos, etc. Nos meus, usarei apenas um pouquinho de cola nas abas de baixo e deixarei a aba de cima aberta mesmo, já que os enviarei dentro de outro envelope de papel.

Gostaram da sugestão? Espero que tenha sido útil. 


sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Das vantagens do auto-engano: as flores de hexies



De vez em quando eu dou um jeito de me auto-enganar.


Explico: durante um tempo, quando eu ainda usava relógio de pulso, eu o mantinha sempre dez minutos adiantado. Ainda que eu, conscientemente, soubesse que o relógio estava adiantado e que ainda teria mais dez minutos, inconscientemente eu achava que estava atrasada e conseguia, na maioria das vezes, chegar no horário... lol




Isso deixou de funcionar depois de um tempo e hoje parece mesmo bem ridículo... Mas quero defender as vantagens do auto-engano.

Atualmente, estou juntando meus hexágonos em “flores” para, depois, costurar esses conjuntinhos ao tecido existente. O auto-engano é que acredito firmemente que o trabalho acaba por ser mais rápido, o tecido aumenta mais de 10cm a cada acréscimo e isso dá uma sensação boa demais... lol





Claro que eu sei que estou trabalhando da mesma forma, fazendo a mesma quantidade de pontos! Mas o auto-engano é sobre percepção e não sobre razão! Assim, achei esse o jeito mais eficiente para mim.




As flores de hexágonos não obedecem a nenhum padrão, apenas tento não colocar tecidos repetidos em cada flor. Estou usando os tecidos que a Isa me enviou junto com os que já vinha usando e estou bem impressionada com o colorido que vem “desabrochando” no quilt. Acho que ficará realmente uma peça especial... (Obrigada, Isa! Sempre lembrarei de você!)




E vocês? Possuem alguma forma de auto-engano?


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