domingo, 16 de outubro de 2011

Porta moedas “intuitivo”



Eu ganhei um porta moedas como brinde de uma marca de cosméticos, mas ele durou menos que os cosméticos =(. O tecido esgarçou-se e, quando ficou feio usá-lo em público, resolvi arrancar o tecido e guardar o fecho de metal.

O fecho vinha esperando o momento de tornar-se porta moedas de novo, evidentemente, mas eu não fazia ideia de como começar. Depois de vasculhar a internet e ver muitos tutoriais, senti-me impaciente e incapaz de optar entre tantas soluções.

A coisa mais importante que eu procurava, no entanto, era como prender o tecido ao fecho. O que apurei é que o tecido, depois de costurado, é apenas encaixado na parte de metal com o auxílio de uma tesoura ou outro instrumento de metal. Em alguns casos, vi cola sendo usada.



Ocorre que era domingo à noite e eu estava um tantinho irritada, meio sem motivo. Para começar, optei por um dos retalhos que a Isa me enviou, com maçãs, ainda que ele parecesse um tantinho estreito para os modelos mais bonitinhos que eu vira na internet.

Decidi fazer o porta moedas como um saquinho quadrado, forrado com manta acrílica e, por dentro, coloquei outro saquinho em tecido bege escuro, posicionado de modo a esconder as costuras.



Na parte de cima, recortei arredondado e arrematei à máquina, com o ponto zig-zag. Foi exatamente essa parte, com a costura em zig-zag, que inseri no fecho, com a ajuda de uma faquinha. Voilá! Nasce um porta-moedas! Fiquei tão satisfeita com o resultado que até esqueci a irritação inicial!

Segurar o objeto + tirar a foto = foto tremida!



No dia seguinte, menos eufórica, considerei o acabamento sofrível da parte de cima e o formato um pouco torto, porém considerei que este não será o único porta moedas que farei nesta vida! Quero testar outros formatos e usar outro tipo de forro, talvez o termocolante, já que a manta acrílica deixou este primeiro um pouco fofinho demais... lol

Gostaram do resultado? 


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Capas para Cadernos para Comemorar o Dia do Professor


Feliz Dia das Crianças!



Já mostrei neste post a primeira capa para cadernos que fiz, inspirada pela Andréa da Casca da Cigarra. A ideia é tão interessante que resolvi produzir outras capas para presentear as professoras e auxiliares de sala do Guilherme e do Rafael, por ocasião do Dia do Professor.

Para a Tia Marjorie, professora do Rafa, uma combinação bem rosinha, com o trecho “há que se cuidar do broto” bordado em pink, utilizando o ponto atrás. O fecho foi feito com elástico e botão.




Para a Tia Lu, uma mistura mais intensa de diferentes tons de rosa, predominando os poás. O fecho é uma laçada de fitilho no botão, arrematado por uma pequena conta.




Para a Tia Marilac, um anjo que foi a primeira professora do Rafa, no ano passado, uma composição em lilás, bem terna, com o fecho em fitilho duplo verde e botão lilás. Pequenas contas transparentes arrematam o fitilho.




Para a Tia Janete, professora do Gui, uma composição em tons de vermelho e a frase “vai como a criança que não teme o tempo”, bordada em branco, utilizando o ponto atrás. O fecho em elástico vermelho, com botão cinza claro, para harmonizar.




Como retribuir o carinho, a dedicação, a contribuição que essas profissionais trazem para a formação dos meninos? É impossível mensurar. Mas, do meu jeito craft, resolvi demonstrar o nosso respeito e gratidão.

Espero que tenham gostado da idéia. E vocês? Tiveram bons mestres?


domingo, 9 de outubro de 2011

A Primeira Vez a Gente Não Esquece...



Hoje, pela primeira vez, uma foto de um trabalho meu foi selecionada entre as melhores da semana do Grupo Banana Craft no Flickr: quando eu vi dei um grito! lol

Você viu? Se não, dá uma clicada aqui.

A foto que postei mostra a almofada marfim, bordada com linha matizada verde, que fiz para a Aninha. As mãozinhas do Rafa apareceram também, segurando a almofada "fofinha", como ele a avaliou... Caso não tenha visto o post, dá só uma olhada aqui.




Uma ótima semana a todos!




sexta-feira, 7 de outubro de 2011

O Coelho Nadador que Cruzou a Poça



Acho que todos vocês já perceberam que, para a maioria de nós, a internet funciona assim como uma espécie de “cópia” das relações reais. Você pode ter centenas de seguidores, mas só conversa regularmente com uma dezena ou um pouco menos.

Na vida é assim também: você pode ter milhões de conhecidos, mas têm aqueles poucos amigos especiais, com quem você têm uma sintonia de pensamentos, com quem você pode contar quando alguma situação difícil aparece. 

Pois bem, no rol das pessoas especiais que tive a sorte de encontrar nessas minhas andanças pela blogosfera está a querida Nia, portuguesa com certeza, dona do delicioso blog Caixinha de Pirlimpimpim

A Nia já apareceu diversas vezes no Linhas por que quando eu não sabia nada sobre o funcionamento dos blogs e da internet, foi ela quem me estendeu a mão. Eu segurei na mão dela naquela ocasião e não soltei mais! =D





De vez em quando, envelopes cruzam os mares de lá pra cá, de cá pra lá. O penúltimo envelope de Portugal naufragou em alguma ineficiência dos Correios, mas a Nia não se deu por vencida e embarcou outro envelope com um orelhudo dentro.

Este, mais espertinho, sobreviveu às intempéries e finalmente chegou! Trouxe na bagagem postais lindos mostrando paisagens e um pouco da cultura lusitana, além dos cartõezinhos e da delicadeza da Nia, transbordando em cada detalhe.

Tem como a gente não ganhar um dia com uma visita dessas??? Tem não... (Nia, adoro-te, és uma pessoa que mora num cantinho bem especial do meu coração: aquele que o poeta disse que a gente deve guardar debaixo de sete chaves. Obrigada por tudo!)

Um envelope brasileiro, cheio de carinho, cruzou o oceano (a poça), tomara que a Nia goste. Isto por que amizade é sempre uma via com sentido duplo, concordam?





PS: E com isto, desejo um super fim de semana a todos!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

A Paixão por Tecidos #2 O Clube da Troca de Retalhos


My precious.... LOL

 

A melhor coisa da blogosfera é encontrar pessoas com quem possuímos ideias e valores em comum e, com sorte, poder desfrutar da amizade dessas pessoas, aprender e compartilhar técnicas.


Eu sempre achei que todos os gatos do mundo eram franceses...


Assim, tive uma sorte tremenda quando conheci a Isabella, do blog Get Crafty Now!! A Isa é uma artista: fotografa, pinta, borda e costura coisas lindíssimas! Passado meu momento inicial de “tiete” com a qualidade e a beleza de suas pinturas – o meu “calcanhar de Aquiles craft” – descobrimos uma paixão em comum: os tecidos!


Outono, cores, corujas, ratinhos, corações... 


Conversa vai, e-mail vem, resolvemos trocar retalhos, para variar nossos estoques de estampinhas para hexágonos ou outros trabalhos.


Um bilhetinho carinhoso.


A Isa largou na frente e me enviou um pacote com preciosos retalhos de tecidos, mais um carinhoso bilhetinho escrito à mão. Amei! Passei dois dias só admirando cada pedacinho de tecido, comparando suas cores e texturas, separando em grupos... lol


Os meninos já estavam impacientes comigo: “Mas, mãe, o que você vai fazer com esses paninhos? Por que você fica só olhando pra eles com essa cara???” lol Pois bem: quase satisfeita, resolvi escolher alguns para fazer novos hexágonos. Não são F-O-F-O-S????


Minha colcha vai ficar divertidíssima com esses hexies!


O meu pacote para a Isa seguiu estes dias, apesar da greve dos carteiros. Estou rezando para que chegue bem ao seu destino e torcendo para que ela goste do seu conteúdo tanto quanto eu gostei do que recebi.

Então, o que acharam da ideia?




sábado, 1 de outubro de 2011

Legos + Crianças = Bagunça criativa




Eu: Meninos, tá na hora de tomar banho!

Eles: Ah, não, mãe!!! Logo agora???

Eu: Sim, logo agora, na hora do banho!!!




Rafa: Mas, mãe, eu tô fazendo a lancha dos agentes secretos, com a cabine do chefe em baixo e o banheiro em cima!

Gui: Mãe, eu to quase terminando a minha pizzaria, depois falta o pet shop e aí posso ir, tá?

Eu: Rafa, acho melhor o chefe ficar sobre o banheiro, e Gui, eu preciso ajudar com o banho antes que sua cidade tenha 20 milhões de habitantes, ok?

Eles: hahahahahahaha




Eu (suspiro): Meninos, tá na hora do banho!

Rafa: Mãe, o Gui não quer me dar a carinha do cara do Mal!

Gui: Mãe, o Rafa quer pegar de novo a cara do meu bonequinho que faz as pizzas! E eu já montei o forno e tudo!!!!!

Eu: Rafa, se o Gui pegou primeiro a carinha malvada, ela é dele, e Gui, não acho boa ideia colocar um cara do mal para ser o pizzaiolo!!!!!

Eles (choro, discussão, briga): O que é pizzaiolo mesmo?

Eu (usando toda a psicologia do século passado e deste): Venham tomar banho ou eu guardo os legos e vocês brincarão de massinha por uma semana, ok?





PS: Bom fim de semana, pessoal!

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Um presente para um “suburbano coração”


 A minha amiga Rita Vânia, do blog A partir dos 50, é uma apaixonada. Suas paixões são variadas, porém, uma das maiores e mais antigas atende pelo nome de Chico Buarque de Holanda. A paixão é tão grande e conhecida que, invariavelmente, Rita recebe presentes com alusão ao compositor.


Vejam o composé de rosa e marrom nos hexies maiores.

A parte da frente, já costurada. 


Ainda que usar a obra de Chico fosse o cúmulo da obviedade, não resisti. Optei por fazer uma almofada (46 x 46cm) usando o composé em rosa e marrom, para ficar bem chic e feminino, sem ser infantil.


A fonte a ser usada para bordar palavras deve ser bem clean.

Ponto atrás.

Testei a idéia de utilizar como detalhe os hexágonos maiores, com 4,5 cm de lado, o que funcionou muito bem. Bordei, em ponto atrás, um versinho da música “Suburbano Coração” do Chico, a preferida dela: “A casa está bonita / A dona está demais”. Na parte de trás, toda marrom com poás rosa, o fecho é com discretos colchetes, que ficam escondidos sobre a dobra do tecido.


Detalhe das duas partes de trás.

Alguém aí usa colchetes além de mim??


Fiquei pensando que, se eu tivesse começado a minha colcha com os hexágonos maiores eu provavelmente já estaria perto de termina-la...

Fazer o quê? Por outro lado, os hexágonos pequeninos são tão delicados... Enfim, como não adianta chorar sobre o leite derramado, vou continuar a colcha com os pequenos, mas recomendo a ideia dos hexágonos maiores, caso você queira um efeito bonito e um trabalho mais rápido.


Vista da parte de trás...


Vista frontal.


Quando a Rita recebeu o presente, me disse que ficou arrepiada, de tanta emoção! Lol Eu já havia despertado algumas emoções, mas deixar alguém “arrepiado” com um presente foi a primeira vez!!! Viram o que os crafts podem fazer? Que a cama, o quarto e a casa da Rita fiquem bonitos com a almofada, por que a dona está demais!

Gostaram da idéia? 



segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Linhas Escritas # Biografias


 

Ontem uma amiga tava comentando sobre a minha “habilidade” manual e eu me espantei com a resposta que dei: “Eu não sou habilidosa, eu sou curiosa!”. Acho que é isso mesmo, sou movida pela curiosidade de tentar (e às vezes conseguir) fazer algo novo, diferente ou, ainda, algo que todo mundo já fez, mas eu não.


"E tem muito mais de onde esses vieram..." lol


Esse “componente” da minha personalidade já se manifestara na literatura, com o meu gosto por biografias. Gente, eu as adoro! Tenho várias, de diferentes personagens históricos. Me encanta saber os contextos em que viveram, detalhes de suas vidas privadas, como se dava seu processo criativo, a humanidade por trás do ícone...


Essas capas não são fantásticas?


Na lista para leitura, aguardam sua vez as biografias dos Beatles e da Clarice Lispector, uma das minhas escritoras preferidas. Na lista dos lidos, as biografias de Carmem Miranda e de Freud ocupam o topo da lista dos preferidos.


Topo da lista dos livros a ler...


Ler uma biografia desnuda o lado humano (demasiado humano) do biografado. Acho que tenho essa curiosidade de construção e desconstrução da persona pública de alguém. E respeito também pelo trabalho de pesquisa realizado pelos autores, o que não é fácil.



Foto-biografia da Frida Kahlo, que adoro. Grande aquisição.


E vocês? Gostam de ler biografias? Ou concordam com aqueles que dizem ser essa uma “literatura menor”?



sexta-feira, 23 de setembro de 2011

A paixão por tecidos





Eu não sei quanto a vocês, mas quando eu era criança e, mesmo adolescente, não comprávamos roupas tão facilmente... Comprávamos tecidos que virariam roupas, feitas por nossas mães ou pelas costureiras de confiança da família. Não havia as lojas de departamento e a “fast fashion”, da qual sou adepta hoje.

Normalmente, escolhíamos os tecidos e copiávamos modelos dos conhecidos, das revistas, das novelas ou, ainda, criávamos os modelos. A arte de escolher tecidos era complexa. Com propósitos distintos, haviam tecidos para o dia e para a noite, para os diferentes usos que as roupas teriam.




Escolher bem o tecido era metade da tarefa de ter uma roupa boa e durável. E quando a costureira não acertava na confecção da roupa, lamentava-se o tecido desperdiçado... lol




Hoje, entro numa grande loja e saio com sacolas de roupas prontas, do tamanho exato, com as cores e modelos da última semana da moda, feitas por costureiras da China, de São Paulo ou da periferia de Fortaleza. Não vou entrar no mérito da comodidade, fato inquestionável, mas sentia uma pontada de nostalgia quando passava pelas poucas lojas de tecido remanescentes.

Semanas atrás, resolvi ir ao centro da cidade para comprar tecidos para os meus trabalhos, por indicação da minha irmã que fora e ficara encantada com a variedade. Sábado cedinho, cheguei à rua ainda tranqüila. Como é que pode? Havia uma rua inteira de lojas de tecidos que eu nunca vira!!!




Andei bastante de loja em loja, escolhi diversos tecidos, em composés. Gastei mais que o previsto, fiquei mais satisfeita que o previsto. Perdida entre a enorme variedade de cores e estampas, fui transportada novamente à infância, sentindo o cheiro característico do tecido novo, tocando as diferentes texturas.

Meus olhos deviam estar brilhando como os olhos dos meninos brilham nas lojas de brinquedos! Ainda tive a sorte de ser atendida por um senhor muito amável, que já devia ser maduro quando eu era criança... lol




Como comentou lindamente a Andréa nesse texto incrível, os fiapos dos tecidos da minha infância estão emaranhados aos fiapos da minha memória e eu concluí que o meu amor pelos tecidos vem de longe. Vem talvez das noites em que minha mãe costurava até tarde da noite, das minhas próprias experiências na máquina de costura, do barulho característico da tesoura cortando o tecido.




Estas foram, para mim, experiências fundantes. Quando, hoje, ao trabalhar em casa, vejo a sala cheia de fiapos e retalhos, sou criança de novo. Pela quantidade de tecidos que comprei, vocês já podem imaginar o tamanho da minha empolgação, não é mesmo? 


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