sexta-feira, 12 de agosto de 2011

O Atelier na minha casa


Clarice (Bibita) e Bernardo com suas surpresas.


Desde quando comecei a aventura nessa blogosfera de meu Deus que acompanho o Atelier Caseiro, o blog/lojinha da Aninha, que mora no querido Rio Grande do Sul.

 

Eu vivia de olho nos rolinhos de lápis de cor, o jeito mais craft e fofo de guardar o material de desenho. Aí, resolvi encomendar dois rolinhos para presentear o Bernardo e a Bibita, meus sobrinhos. Para o Bernardo, meu artista, escolhi tecido de lápis de cor bem colorido. Para a Bibita, minha princesinha, a Thinker Bell, que ela adora!


Como é bom receber caixinhas como esta!

Eis que chego em casa e os encontro. O Bernardo me entrega um cartaz amarelo, todo desenhado e escrito: “Para a Titia”, com a letra bem caprichada e desenhos cheios de cores. Fico toda derretida com esses miminhos, como podem imaginar...


Esse selinho é muito fofo!

Como surpresa boa nunca é demais, na mesa da sala, a caixinha do Atelier, com o carinho da Aninha aparecendo em todos os detalhes. Caixa misteriosa e crianças são uma combinação infalível: sempre rende muitas risadas.


Os meus sobrinhos acompanharam a abertura da caixa e curtiram muito o presente. Já os meus meninos ficaram enciumados, querendo saber dos “seus” rolinhos, mas se animaram com a caixinha cheia de chocolatinhos, outra surpresa carinhosa do pacote.


Bilhetinho escrito à mão??? Luxo só!

Legos e Chocolate addict: resume o meu Guilherme... lol

 

Ainda recebi bilhetinho escrito à mão, o que adoro! Foi uma festa! O resultado: todo mundo em casa agora quer ter o seu próprio estojinho e os meninos estão até “criando” tecidos para os seus!!! Lol



Os meninos ficaram hipnotizados! Os lápis de cor nunca foram tão apreciados...

 

Além da originalidade, fiquei babando com o acabamento impecável e o cuidado com a embalagem. Sucesso total entre adultos e crianças! Obrigada, Aninha! Você fez um monte de gente sorrir, viu?



terça-feira, 9 de agosto de 2011

Encontro de Diferenças e um Fio Condutor


Você já provou sushi de doce de leite? E de chocolate? Não???


Já comentei aqui que meu irmão mora em São Paulo. Este ano, ele veio passar meu aniversário aqui em Fortaleza, o que foi muito legal.

 

Durante a estada dele por aqui, acabou ocorrendo um encontro, há muito esperado, entre mim e a Erilene, do Diário da Eri. A Eri é muito amiga do meu irmão, ambos jornalistas, mas não nos conhecíamos. Eles trabalharam juntos, num jornal local, e, depois que ele foi pra São Paulo, morar e trabalhar por lá, continuaram a amizade à distância.

 

Há alguns meses, conversando com Amauri pelo messenger, ele me disse que ela tinha um blog, como eu. Uma passada de olhos no blog da Eri e foi natural que eu passasse a segui-la: tornei-me sua leitora assídua.


Erilene e eu, encontro de blogs diferentes, mas com tanta coisa em comum...

Sua escrita é fluida, às vezes passional, e sempre, sempre, poética. Trata de temas do cotidiano, daquele jeito simples, como quem quer dizer nada, mas com uma profundidade que desconcerta.

 

Dos comentários nos respectivos blogs aos e-mails foi um pulinho, o que causou uma crisezinha de ciúmes no “patrono” da amizade! lol Assim, na segunda-feira, depois do meu aniversário, nos encontramos num sushi bar, eu ainda de roupa de ginástica, ela vindo do trabalho. Meu irmão estava lá para as introduções que nem foram necessárias.

 

Parecia que eu e Eri estávamos apenas nos reencontrando. O papo e as risadas rolaram soltos, sem formalismo e sem pretensão de ser. A experiência foi tão positiva que me deixou com vontade de encontrar todas as outras blogueiras incríveis que acompanho! Quem sabe??



sábado, 6 de agosto de 2011

Case para i-Pod




Você concorda com o pensador Domenico de Masi quanto à importância do ócio criativo? Eu concordo por princípio e já falamos sobre como o mundo atual tende a nos esmagar com seus ideais de produtividade, velocidade, sucesso a qualquer custo.


Esse foi o projeto inicial: i-Pod de um lado e cabos de outro.

Depois, com a ideia do Hilismar, o i-Pod passou para "fora" do case.


Mais que o ócio (artigo raríssimo para mim...), o que aguça mesmo minha criatividade são reuniões chatas e improdutivas. Numa delas, há algum tempo, saquei meu caderninho e comecei a rabiscar um case que abrigasse meu i-Pod (um modelo Nano), fones de ouvido e cabo.


Bagunça antes de começar...

Ocorre que, se sua bolsa é grande como a minha, chega uma hora em que os cabos estão tão emaranhados que fica tudo parecendo uma cena de Matrix Revolutions! =D


Aproveitei alguns retalhos...

Lembrando a minha questão utilitária, rabisquei um modelo que foi aprimorado, depois que o mostrei ao meu marido. Na idéia original, o i-Pod ficava de um lado e os cabos de outro. O Hilismar sugeriu que o i-Pod ficasse do lado de fora, protegido por um plástico, para que eu pudesse usa-lo sem precisar tirar! Os fones e os cabos, assim, ficariam dentro, cada um numa “página” do case.


O miolo foi feito de feltro.
E o plástico transparente veio de uma bolsa para guardar sapatos.


Aceita a contribuição, passei à realização. Usei como miolo de dois tecidos estampadinhos, um pedacinho de feltro, aproveitados de outra coisa. Na parte da frente, costurei um pedaço de plástico transparente, que reutilizei de uma daquelas bolsinhas de guardar sapatos. Para dar uma bossa, composé com poazinhos brancos sobre fundo vermelho.


Os elásticos servem para segurar os fones e o cabo de força.


Internamente, recortei as camadas de tecidos para fazer a abertura por onde o i-Pod seria colocado e arrematei a borda com o ponto caseado. Preguei dois pedacinhos de elástico, para segurar os cabos.


Fiz um corte, por onde entra o i-Pod...

E arrematei com ponto caseado.

 

Arrematei as bordas com viés vermelho, tendo o cuidado de alinhavá-lo antes de costurar, para não deixar nenhuma parte solta. Para fechar o case, um botão com uma laçada de fitilho vermelho.




Botãozinho e laçada de fitilho, para fechar.


Gostei muito do resultado final e, depois de concluído, percebi que não teria sido possível executar o primeiro projeto pelo volume do cabo e dos fones de ouvido. Outro ponto: talvez ainda substitua o sistema de fechamento por um pedaço de elástico, já que o botãozinho fica se abrindo.


Já com o viés vermelho aplicado em toda volta, dá prá ter uma ideia de como ficam os cabos.

E dá para mexer no i-Pod sem ter que tirar do case! lol


Então, o que acharam? 



quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Um bookmark diáfano


Olá!

 

Hoje quero compartilhar com você um presente especial, recebido pela minha amiga Norma de outra amiga nossa, a Gracinha.



 

Ocorre que a Gracinha, que trabalhava conosco, resolveu aposentar-se depois de 36 anos de serviço e optou, sabiamente, na minha opinião, pelo dolce far niente.

 

Suas atividades atuais incluem mais tempo pra família, cursos, viagens, chás da tarde com amigas... Enfim, a realização do meu sonho de consumo: “dondocar”. lol



 

Da última viagem à Bélgica, ela trouxe este delicado bookmark da cidade de Brugge para a Norma e eu não resisti à tentação de fotografar para compartilhar com você.



 

Veja a delicadeza dos fios que, entrelaçados, formam diferentes figuras: no topo, uma rendeira, tradição que remonta a Idade Média e passa de geração em geração; mais abaixo, a imagem da torre medieval conhecida como Halletoren, a mais importante construção de Brugge, erguida no séc. XIII; por fim, a imagem de um dos inúmeros canais da cidade que, segundo dizem os moradores locais, dão sorte aos casais apaixonados que os cruzam.

 


Lindo presente, não? Você pode saber mais sobre a linda cidade de Brugge aqui.

 

As rendeiras de Brugge, separadas por milhares de quilômetros das rendeiras cearenses, mantêm viva a tradição secular de representar as cenas de seu cotidiano por meio do artesanato e isso é muito interessante e especial.

 

Alguém já foi à Brugge? Fiquei sonhando com essa bucólica cidade... Quem sabe um dia... 




sábado, 30 de julho de 2011

Um presente “do tempo da vovó”


 

Parece que os posts sobre o meu aniversário durarão até o fim do ano! lol Mas a “culpa” é das minhas amigas talentosas que compartilham comigo o gosto por presentes handmade, concordam?

 

Eu não sabia o que a Gislene andava aprontando até o domingo do meu aniversário: ela foi realmente um túmulo! Não deixou escapar uma pista sequer!!! lol



Reuniu a família e, a seis mãos (com ajuda da mãe, na costura, e do pai, na marcenaria), produziu uma réplica de um dispositivo que, segundo me contou, pertenceu à sua avó. Ele serve para guardar os trabalhos manuais em andamento, para que os utensílios que estão sendo usados fiquem perto, enquanto se trabalha.



 

Não é realmente útil e interessante? Viram o detalhe do lugar para segurar? Quando quiser levar o trabalho para outro lugar, fica parecendo uma bolsa de mão. O dispositivo ainda possui dois bolsos internos e outros dois externos, nos quais a Gis bordou flores em tons suaves.



 

Eu fiquei encantada com o presente! Vocês sabem o quanto a questão utilitária me é cara. Esse dispositivo (na ausência do nome correto: porta-tudo??) consegue reunir beleza e funcionalidade, o que o torna um sucesso de design, pelo menos na minha casa! Lol




 

Acho que não consigo agradecer à Gislene o suficiente: eu realmente amei o presente. Foi uma das coisas mais interessantes que já ganhei.

 

Gostaram? Já conheciam? Alguém tem um nome mais apropriado? 



quarta-feira, 27 de julho de 2011

Mais uma peça para a Memorabilia



Olá!

 

postei antes sobre essa coisa mega canceriana que é ter uma parede com suas memórias mais preciosas. Podem ser fotos, lembranças de viagens ou o que mais lhe apetecer.



 

Depois, vi em várias revistas de decoração que isto é absolutamente “in”, um jeito de deixar a sua casa com “alma”, o que quer que isso venha a ser... Para mim, toda casa tem alma. Se não tem alma é flat ou quarto de hotel! lol



Pois bem. Terminada a minha árvore genealógica, resolvi emoldurá-la para a Memorabilia e optei por uma moldura em caixinha, na cor amarela. Pode parecer estranha a escolha da cor, mas achei que a parede estava precisando de uma alegrada e o amarelo criou uma boa harmonia com as cores do bordado (verde e marrom).



 

O que acharam? Esta idéia não é mesmo diferente?! Eu adorei o resultado final, achei que deu um contraste legal.



domingo, 24 de julho de 2011

Um vestido especial


Este vestido carrega muitos pontos diferentes, como o palestrina nas pétalas e rococó  no miolo.


Quem acompanha o blog sabe que sou uma garota do interior vivendo na capital há alguns anos. Parece clichê, mas realmente acredito que pessoas como eu são feitas de um material diferente daquele das pessoas que nasceram e cresceram na cidade grande.

 

Temos uma coisa meio desterrada, um olhar perdido, uma nostalgia insidiosa... Ainda que Fortaleza seja hoje a minha cidade do coração, lugar onde nasceram meus filhos e tal, ainda me pego às vezes olhando perplexa para essa urbanidade toda como se fosse a primeira vez, com medo de que ela me esmague e eu vire suco.


Bate, bate, bate coração... dentro desse velho peito...

Eis que, ao bordar um presentinho especial para a minha prima Lorena, fui transportada para um episódio muito especial da minha adolescência no interior: minha festa de formatura do colégio.

 

Na época, minha mãe havia comprado uma renda verde muito bonita e decidira fazer um tomara-que-caia, aplicando a renda verde sobre uma seda preta. A combinação verde e preto não era a minha primeira opção, mas, no burburinho dos acontecimentos, a idéia foi pegando.


Borboleta pequenina...

No decote e na cintura, flores de tecido, com pistilos brilhantes. Para arrematar o look e dar um toque dramático, insisti em luvas longas, pretas. Mas onde encontrá-las?? Parecia a prova de uma gincana impossível de vencer...

 

No limite do tempo, tivemos uma idéia “brilhante”: meias ¾ pretas, costuradas para formar os dedos, foram as minhas luvas. Foi o maior sucesso, o que atribuo a uma mistura explosiva de ausência total do senso de ridículo e aquela coisa meio doida que só quem gosta do craft sabe como é... lol


Vocês não achavam mesmo que eu ia deixar de mostrar, né? LOL

Foi realmente um vestido especial... Usado com as indefectíveis luvinhas pretas e um projeto de uncle boot – revolucionário à época – me alçou ao Olimpo das mais modernas e bem vestidas da noite, podem acreditar! lol

 

O presente da Lorena tem um vestidinho num cabide, com uma enorme flor na frente, para ela não esquecer que vestidos especiais ajudarão a escrever sua história de mulher. O vôo de uma “borboleta pequenina” escreveu seu nome, seguida de um coraçãozinho bem delicado, usando diferentes tipos de pontos. Tudo rosa e lilás, bem menininha.



A toalha foi um presente para os 7 aninhos da Lorena.


Gostaram do resultado? Não tem aquele ar “boudoir” do meu vestido de formatura, é certo, mas tem seu encanto, não? 





quarta-feira, 20 de julho de 2011

Onde vive a confiança? Uma reflexão para o Dia do Amigo.


Cada amigo é um presente especial.


Já falei em outra oportunidade sobre uma amiga muito querida e especial, a Nathália. Na época, havíamos comemorado seu aniversário e ela, que é uma pessoa muita reservada e discreta, resolveu fazer algo de diferente e, durante o almoço, fez-nos uma declaração de amor.

 

Agora ela fez de novo, só que a ocasião era o meu aniversário. Sabendo o quanto valorizo os presentes handmade, foi dela o primeiro que recebi e, asseguro-lhes, muito especial.



 

Ocorre que Nathália vinha se questionando sobre os benefícios de ter um hobby e, nos vendo (a mim e Gislene) tão envolvidas com trabalhos manuais e afins, um dia solta, descuidadamente, na mesa do almoço: “Eu quero voltar a desenhar...”.

 

Se ela tivesse dito que integraria a próxima missão espacial não teria causado tamanho rebuliço: como assim, desenhar???? Ninguém sabia desse lado artista!

 

Ela comentou que havia parado de desenhar há alguns anos, quando a vida complicou, mas agora estava sentindo vontade de retomar seu hobby, talvez se aprofundar. Para nós, ficou a curiosidade. O que Nathália desenharia?



 

Na véspera do meu aniversário ela me presenteou com uma caixa muito bonita, de conteúdo misterioso. Pediu que, primeiro, eu lesse uma carta. Nesta, me apresentou uma amiga que passaria a morar comigo: aí reside a confiança, concordam?

 

O desenho com que fui presenteada, uma japonesinha, foi feito em 1996, uma das primeiras incursões da minha amiga no mundo artístico. A minha irmã, ao ver o desenho, disse que a menina japonesa parecia comigo quando criança... Coincidências.



 

Você deve estar se perguntando: por que ela me deu algo tão emblemático e especial? Eu respondo de pronto: por que ela confiou que eu saberia apreciar e cuidar! A confiança vive na amizade, então.

 

A japonesinha passou a morar na minha Memorabilia, lugar das minhas lembranças mais caras e preciosas. Ela me lembra sempre de um dos poderes da amizade: despertar o que de melhor a gente tem guardado.



 

Para agradecer o presente à Nathália só pude falar sobre o quanto ficava honrada com a confiança depositada, lembrando que a honra é um valor caro à cultura oriental. Não foi mesmo um presente especial?


Feliz Dia do Amigo!


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