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| Essa é a Clarice, minha sobrinha, no dia de sua apresentação na escola. Não está linda?? |
Uma das minhas primeiras recordações craft são os
vestidinhos que eu costurava para as minhas bonecas, muito antes da
“customização” virar uma coisa “in”. Minha mãe varava madrugadas na
máquina de costura e eu brincava de bonecas enquanto assistia o Mágico de Oz ou
E o Vento Levou na Sessão Coruja.
Ambos os filmes me inspiram muito e trazem boas
recordações até hoje... No Mágico de Oz, a frase de Dorothy ainda ressoa na
minha cabeça sempre que viajo: “Não há lugar como o nosso lar...”. No E o Vento
Levou, a idéia de um vestido feito das cortinas de veludo da sala é tão
revolucionária! Levou ao extremo a idéia de customizar, não?
Cresci entre linhas e tecidos por que minha mãe sempre
curtiu o mundo do artesanato e, depois, isso foi reforçado quando meu pai
resolveu ter um armarinho.
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| Detalhe da parte do vestido que foi cortado: devia ter uns 200 metros de tule! |
Aí, minha irmã me liga perguntando se seria muito
difícil para mim customizar um vestido junino da Bibita, minha sobrinha. É que,
para a apresentação da Festa de São João da escola, precisava ser uma saia e
não um vestido inteiriço.
Da proprietária da futura peça havia apenas um pedido:
“Quero bem curta e bem rodada!” lol. Dá prá não atender???
Nos reunimos um dia antes da festa. Em meio a tantos
tecidos, fitas, tesoura, com a máquina de costura sobre a mesa da sala, meio
que fui transportada de volta à minha infância...
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| A minha irmã retirou a renda de uma das mangas para fazer flores. |
Toca a cortar o vestido em dois e extrair uma boa parte
da saia, para que esta atendesse aos desejos da cliente. Um monte de filó para
dar mais volume e um cós foram costurados, além de arreatas para que um laço de
fita branca fizesse às vezes de cinto. Enquanto eu cuidava da saia, minha irmã
fez flores do tecido e da renda de uma das mangas que sobrou, para enfeitar a
blusinha branca.
Por último, inventamos uma mini-almofada de rendeira,
com um travesseirinho enrolado como um rocambole, coberto por tecido branco e
rematado nas laterais como um fuxico. A minha irmã acrescentou uma toalhinha de
renda em cima e conseguiu imitar os bilros, que são uns palitinhos nos quais a
linha que será usada para criar a renda fica enrolada.
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| A almofadinha da rendeira, com os bilros que a minha irmã fez com sobras do tecido da saia. |
A roupa não agradou muito à exigente cliente no primeiro
momento, mas, depois do sucesso da festa, ela me disse que tinha gostado. Bom,
é mesmo difícil acertar de primeira... lol
Tenham um excelente fim de semana!