quinta-feira, 14 de julho de 2011

Rainbow Cake


Ops! O simples bolo branco esconde um arco-íris em seu interior! =D


No post sobre o dia do meu aniversário, algumas imagens deixaram entrever o Rainbow Cake que fiz para surpreender as crianças (e os adultos também! lol). Conheci o bolo no blog da Mel, uma amiga australiana que escreve sobre maternidade e crafts. O post dela me levou ao site da Martha Stewart, onde consegui a receita e o modo de fazer.


Na foto tirada pelo Rafinha, detalhe do bolo laranja.

Na véspera, comecei a preparar os seis bolos. Problema 1: só tenho duas formas de 16 cm, então tive que fazer três fornadas; problema 2: não encontrei o corante laranja, então tive que misturar o vermelho e o amarelo; problema 3: resolvi não fazer a cobertura original, de buttercream, então optei pelo marshmallow, já que os meninos não gostam de glacê real (minha preferência).


Os seis bolos, já assados...

A massa, depois de pronta, foi divida em seis e, em cada uma, coloquei uma cor de corante em gel. Forrei o fundo das formas com papel manteiga, para agilizar desenformá-los. Para o recheio, não podia ser algo colorido, que “brigasse” com as cores dos bolos, como chocolate, por exemplo. Optei por uma baba de moça.


O Rafinha, curioso para saber o que eu faria com tantos bolos coloridos! lol

Na tarde do aniversário, bati o marshmallow e cobri o bolo. Meus meninos já o tinham visto, mas meus sobrinhos não. Na noite do jantar, fizemos o maior suspense sobre o “segredo” do bolo, criando muita expectativa entre eles. Meus meninos conseguiram se segurar e não disseram aos primos o que tinha no “bolo misterioso”. lol


Na ordem das cores, já com o recheio.

Antes dos parabéns, a velinha do número 3 foi quebrada, fazendo com que o meu bolo tivesse um solitário 6 no topo! Após os parabéns, eles não continham a ansiedade e várias mãozinhas ajudaram a cortar a primeira fatia.


Para o marshmallow, claras, açúcar e um pouquinho de paciência...

Em meio a “Ohhhh” surpresos, o Bernardo, meu sobrinho, dispara: “É só isso????” Todo mundo caiu na gargalhada.

 

Como é só isso, cara-pálida??? Fala sério, ninguém consegue mesmo surpreender essas crianças??? Nem com um bolo arco-íris???? Rimos muito e percebi que o Bernardo foi quem mais comeu do bolo. No fim da noite, ele puxa a mãe de lado e cochicha no ouvido dela: “Mãe, eu quero um desses no meu aniversário, tá?”

 

Xeque-mate!!!!!!!!


Coberto com o marshmallow...

O próximo bolo será feito em formas de 20 cm, para que fiquem mais fininhos. Na forma de 16 cm, cada camada de bolo ficou com um pouco mais de 2cm de altura fazendo com que, no total, o bolo tenha ficado muito alto. Isso dificulta um pouco na hora de servir. Da próxima vez, vou colocar mais recheio... Acho que a quantidade que fiz não foi suficiente para tantas camadas.


Um trágico acidente vitimou o número 3, minutos antes dos parabéns... lol


Bem, espero que tenham gostado. Adorei a experiência de fazê-lo e, certamente, ele aparecerá mais vezes nas festas das crianças... lol


Um arco-íris fatiado e doce... 

Caso você deseje tentar surpreender convidados exigentes como os meus, aí vai a receita como a fiz, com a cobertura de marshmallow:

 

Bolo Arco-Íris

Um pouquinho adaptado daqui


3 xic (chá) de farinha de trigo

4 col (chá) de fermento em pó

½ col (chá) de sal

1 xic (chá) manteiga sem sal em temperatura ambiente (usei um pacote de 200grs)

2 1/3 xic (chá) de açúcar (usei o branco, bem refinado)

5 ovos grandes, em temperatura ambiente

2 col (chá) extrato de baunilha

1 ½ xic (chá) de leite, em temperatura ambiente

Corante em gel nas cores: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul e roxo

 

Pré-aqueça o forno. Unte as formas, forre os fundos com papel manteiga e unte também o papel. Reserve.

 

Peneire numa vasilha a farinha, o fermento e o sal. Reserve. Na batedeira, bata o açúcar e a manteiga até ficar um creme bem claro e fofo. Vá acrescentando os ovos um a um, batendo vagarosamente até incorporá-los. Acrescente a baunilha e misture.

 

A seguir, vá acrescentando a farinha e o leite, alternando-os. Bata somente o suficiente para que a mistura esteja homogênea. Divida a massa em seis porções e, em cada uma delas, acrescente o corante em gel o suficiente para colorir cada porção de massa (uma pontinha de faca é suficiente, use com moderação e mexa bastante para que o corante seja totalmente dissolvido na massa).

 

Despeje as massas nas formas untadas e as leve ao forno, a 180º. Como são pequenos, eles assam em 10-15 minutos. Fique atento para que não queimem. Retire do forno e deixe esfriar sobre a grade do fogão.

 

Usei, como recheio, uma “Baba de Moça” feita com 1 lata de leite condensado, a mesma medida de leite, 1 gema, ½ col (sopa) de manteiga. Os ingredientes devem ser cozidos em fogo baixo. Quando começar a ferver e soltar do fundo da panela está pronto.

 

No prato de servir, comece com o bolo roxo, coloque o recheio e o bolo azul por cima. Continue alternando os bolos e as porções de recheio na seguinte ordem: roxo, azul, verde, amarelo, laranja e, por fim, o vermelho. Cubra com o marshmallow ou outra cobertura de sua preferência.

 

Marshmallow

 

Calda:

1/3 xic de água

¾ xic de açúcar (usei o branco, bem refinado)

 

Claras em neve:

4 claras

1/3 xic de açúcar (usei o branco, bem refinado)

 

Prepare a calda, colocando a água e o açúcar para ferver em uma panela. Misture bem e leve ao fogo até que fique com a textura de calda em fio. Bata as claras em neve bem firme e acrescente o açúcar bem devagar, para incorporá-lo. Com a batedeira ainda ligada, mas em velocidade baixa, vá despejando a calda lentamente, ainda quente e bata até que o marshmallow esfrie. Não tenha pressa, deixe bater até esfriar.



segunda-feira, 11 de julho de 2011

“O 36º dia do meu nome”: imagens


Olá!

 

Domingo, 10, foi o 36° dia do meu nome. É assim que os personagens de A Guerra dos Tronos referem-se ao dia do aniversário. Acho bonito. É quando a gente passa a ser representado por um nome, correto?

 

Foi um dia especial mesmo...



No trabalho, almoço com a minha equipe e miminhos carinhosos. Em casa, abrir o caderno de receitas e preparar coisinhas gostosas para um jantar com poucos e bons...



Marshmallow, chocolate, bordados e muita doçura...



Comidinhas e bebidinhas para abrir a noite...



E a alquimia que transforma sal, pimenta, camarões e um punhado de arroz em risoto!



Parabéns animado, briga para soprar o 6, que perdeu seu companheiro, o 3, num trágico acidente doméstico... lol



Será que bebi demais?? Brinquedos também querem participar da festa!!! =D



Pés cansados, mas felizes, descansam perto do marido...

 

É... Fazer 36 anos, 18 dos quais ao lado de um único homem especial, 7 dos quais sendo mãe de duas criaturinhas encantadoras e, durante todo esse tempo, cercada de irmãos e amigos incríveis, tanto reais quanto virtuais, não é nada mau!  



sábado, 9 de julho de 2011

Customização: uma saia rodada para uma mini-rendeira


Essa é a Clarice, minha sobrinha, no dia de sua apresentação na escola. Não está linda?? 


Uma das minhas primeiras recordações craft são os vestidinhos que eu costurava para as minhas bonecas, muito antes da “customização” virar uma coisa “in”. Minha mãe varava madrugadas na máquina de costura e eu brincava de bonecas enquanto assistia o Mágico de Oz ou E o Vento Levou na Sessão Coruja.

 

Ambos os filmes me inspiram muito e trazem boas recordações até hoje... No Mágico de Oz, a frase de Dorothy ainda ressoa na minha cabeça sempre que viajo: “Não há lugar como o nosso lar...”. No E o Vento Levou, a idéia de um vestido feito das cortinas de veludo da sala é tão revolucionária! Levou ao extremo a idéia de customizar, não?

 

Cresci entre linhas e tecidos por que minha mãe sempre curtiu o mundo do artesanato e, depois, isso foi reforçado quando meu pai resolveu ter um armarinho.


Detalhe da parte do vestido que foi cortado: devia ter uns 200 metros de tule!

Aí, minha irmã me liga perguntando se seria muito difícil para mim customizar um vestido junino da Bibita, minha sobrinha. É que, para a apresentação da Festa de São João da escola, precisava ser uma saia e não um vestido inteiriço.

 

Da proprietária da futura peça havia apenas um pedido: “Quero bem curta e bem rodada!” lol. Dá prá não atender???

 

Nos reunimos um dia antes da festa. Em meio a tantos tecidos, fitas, tesoura, com a máquina de costura sobre a mesa da sala, meio que fui transportada de volta à minha infância...


A minha irmã retirou a renda de uma das mangas para fazer flores.

Toca a cortar o vestido em dois e extrair uma boa parte da saia, para que esta atendesse aos desejos da cliente. Um monte de filó para dar mais volume e um cós foram costurados, além de arreatas para que um laço de fita branca fizesse às vezes de cinto. Enquanto eu cuidava da saia, minha irmã fez flores do tecido e da renda de uma das mangas que sobrou, para enfeitar a blusinha branca.

 

Por último, inventamos uma mini-almofada de rendeira, com um travesseirinho enrolado como um rocambole, coberto por tecido branco e rematado nas laterais como um fuxico. A minha irmã acrescentou uma toalhinha de renda em cima e conseguiu imitar os bilros, que são uns palitinhos nos quais a linha que será usada para criar a renda fica enrolada.


A almofadinha da rendeira, com os bilros que a minha irmã fez com sobras do tecido da saia.


A roupa não agradou muito à exigente cliente no primeiro momento, mas, depois do sucesso da festa, ela me disse que tinha gostado. Bom, é mesmo difícil acertar de primeira... lol


Tenham um excelente fim de semana!


quarta-feira, 6 de julho de 2011

Por que eu adoro as Festas Juninas e meus filhos não...


Dedinhos do Rafa, segurando sua peneira "brilhante"...

 

Eu cresci numa cidade no interior, como sabem, e as Festas Juninas foram parte importante da minha infância. Eu adoro essa época do ano! Imaginava que quando tivesse filhos eles teriam a mesma alegria com os folguedos, mas tem sido tudo diferente...

 

Os meninos nasceram na Capital e as tradições juninas resumem-se ao colégio no qual estudam e à festinha do condomínio onde moramos. Eles encaram as Festas Juninas mais como uma atividade protocolar do que como oportunidade de diversão, o que é uma pena...

 

Esse ano, nenhum dos dois quis ir à sua apresentação, apesar da minha insistência. O Rafa disse que morreria de vergonha e o Guilherme, antevendo uma apresentação ruim por conta da “outra” turma da 2a. Série (em tese, não tão bem ensaiada quanto a dele... lol) desistiu no último momento.

 

Nada como um pouco de cola quente...

Ainda na festa do condomínio dos meninos foram taxativos: “Bigode pintado nem pensar! É mico, mãe!!” rsrsrsrs Não adiantou eu dizer que ensaiar os coreografias era super divertido, que havia o casamento matuto, etc. Não é a realidade deles...

 

Tristeza pra mim, claro... É sério: eu choro vendo as quadrinhas dançarem. É uma coisa meio doida, mas sinto uma nostalgia incrível da infância. Claro, eu sei que nostalgia é meu nome do meio... lol

 

Esse ano, a coreografia do Rafa envolvia o uso de uma peneira que, tradicionalmente, é feita de palha e, para o dia da apresentação, deveria ser decorada com fitas coloridas. No meu corre-corre diário, comprei uma peneira feita de metal, e não de palha.


Bandeirinhas e fitilhos para um caipira ausente... =D

 

A professora, meio constrangida, veio me perguntar se a peneira da apresentação seria mesmo aquela, pois era a única diferente... Eu disse que sim, que não tinha tempo de sair procurando a tal peneira de palha, mas, preocupada com o fato do Rafa ser ainda muito pequeno, resolvi perguntar ao interessado. Rafa respondeu de pronto: “Eu quero mesmo a minha peneira brilhante, que é a mais bonita de todas!”.

 

Peneira resolvida, faltava a decoração. Com um pouco de cola quente, colei fitilhos e fitas coloridas em três pontos da peneira e os cobri com pequenas bandeirinhas de tecido xadrez. Ficou bem diferente e fez o maior sucesso na festa (mesmo sem a presença do dono), segundo a professora me contou depois.

 

O meu amor pelas Festas Juninas é inexplicável mesmo... Para vocês terem uma idéia, na única vez em que fui a noiva da quadrilha, o noivo era o menino por quem eu andava arrastando uma asa. Tudo ia bem até que ele me abandonou antes da dança começar... =(

 

Mas isso eu conto outro dia. =D



 

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Linhas Escritas # Trilogia Millenium



Vocês já leram alguma coisa escrita por um autor sueco? A Suécia parecia tão distante do Brasil como o Brasil deve parecer distante aos suecos... lol Eu, por meu turno, não imaginava um dia ler um thriller de suspense como o que me arrebatou há uns dois anos, quando conheci a Trilogia Millenium.

 

No avião, li uma resenha sobre o autor Stieg Larsson, jornalista sueco morto em 2004, depois de sofrer um ataque cardíaco, meses após concluir o último livro da Trilogia Millenium. A série de livros, publicada postumamente, já vendeu mais de 20 milhões de cópias em mais de 40 países e foi filmada (o filme sueco inspirado no primeiro romance é muito bom).

 

Publicados em inglês sob os títulos de "The Girl With The Dragon Tattoo", "The Girl Who Played With Fire" e "The Girl Who Kicked the Hornets' Nest", no Brasil recebeu como títulos “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres”, “A Menina Que Brincava Com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar”. Adivinhem?! A sugestão foi direto pro meu Moleskine.



O Livro 1 não pôde ser fotografado: está em São Paulo, passando uma temporada... lol

Pois bem, os livros não são para os fracos de estômago, melindrosos ou nervosos. Se sua literatura resume-se a dramas românticos, por favor, passe ao largo.

 

Stieg Larsson deve ter usado toda a crueza da realidade observada em sua consistente carreira como jornalista investigativo para escrever a série. Os livros são um libelo, às vezes macabro, da nossa sociedade.

 

A violência dos acontecimentos a maioria de nós não consegue sequer imaginar, o que não quer dizer que não exista ou que não faça sucumbir milhares de pessoas, principalmente mulheres, todos os anos. Ao mesmo tempo, escrito num ritmo veloz, fluido, faz com que você crie – imediatamente – as cenas lidas na cabeça, como se estivesse assistindo a um filme.



Eu não saberia dizer o meu preferido, mas tenho uma quedinha pelo primeiro.

Vocês sabem como eu adoro séries, o quanto esperar pelo próximo volume me deixa ansiosa... lol Neste caso, entretanto, vou recomendá-lo com reservas não por que não sejam excelentes – o são! – mas, por que, como tudo na vida, a intensidade da escrita de um autor vai de acordo com o gosto de cada um.

 

A mim, apetece a escrita vigorosa, os desfechos inesperados, a descrição detalhada de cenas de crime, a ausência de adjetivos e subterfúgios estilísticos. Para você, de outro lado, tudo isso pode ser “too much”.

 

Se você, como eu, gosta de emoções fortes: super-hiper-mega-high-power-blaster-recomendadíssimo!




domingo, 26 de junho de 2011

Um presente personalizado para o primeiro aniversário do Dudu


Visão geral da toalha do Dudu


Vocês sabem, eu adoro pontos livres! São tão versáteis, dá pra fazer tanta coisa... Acho que o primeiro contato que tive com o mundo craft envolveu estes tipos de pontos. Ainda criança, aprendendo a bordar no Patronato – instituição antiqüíssima da minha cidade natal – não podia imaginar o que o futuro reservar-me-ia... lol

 

Mas penso que deve ser por isso que sinto certa nostalgia quando uso esses pontos. Saudade da infância, das descobertas, do vir-a-ser...


Um barco simpático em ponto atrás, atrás duplo (boia), coral (água) e corrente (amarelo).

Quando recebi o convite pro aniversário do Dudu, meu sobrinho mais novinho, fiquei com vontade de fazer algo personalizado. É meio uma neurose minha, essa coisa de tentar presentear o máximo possível com coisas handmade... lol

 

Pensei, pensei e decidi que tinha que ser algo que pudesse ser executado rapidamente, ter utilidade e que ele pudesse gostar. Ai, meu Deus! Que difícil!


No aviãozinho, todo em ponto atrás, o detalhe da estrela em ponto matiz.

Para atender ao primeiro requisito: pontos livres! Escolhi desenhos bem infantis de meios de transporte, que foram o tema do enxoval dele. Para atender ao segundo requisito, como ele está ficando grandinho e, logo, logo deixará de usar as deliciosas toalhas fraldas, optei por uma toalha de banho verde-água, daquelas com barra para pintura.

 

Quanto ao terceiro requisito, bem... Esse era mesmo mais difícil de mensurar, né? Fiquei torcendo para que ele viesse a gostar e, junto da toalha, coloquei coisinhas de banho bem cheirosas, próprias para bebês.


O ponto matiz é ótimo para preencher superfícies irregulares.

Presentinho feito e embalado, pude apreciar o pequeno correndo entre os brinquedos de sua festa, com aquele desequilíbrio de quem recém aprendeu a andar e para quem o medo é ainda uma palavra que não faz o menor sentido...

 

Fui transportada, num átimo, de volta ao tempo em que eu também era criança e achava divertidíssimo puxar os fios de uma grande trança feita com muitas cores de linhas e presa na parede do curso de bordado. Não havia números, a gente escolhia no olho a cor que mais gostasse.


Ponto caseado nas rodas, corrente e atrás na locomotiva e o farol em ponto matiz. 

Não havia quase presente, só um futuro gigantesco e cheio de possibilidades à frente. É... Que saudade de ser criança...



domingo, 19 de junho de 2011

A decisão de ter uma família e um bordado especial


Você nunca, nunca, nunca mesmo deve usar carbono amarelo sobre tecido bege!!


Alguém comentou comigo que, após o nascimento dos filhos, tudo se volta para as crianças, para o seu bem-estar, o casal acaba ficando em segundo plano.

 

Na hora, fui obrigada a discordar por que, de fato, quando temos filhos a vida muda, mas não por causa destes e, sim, por que, a partir de então, estabelece-se um novo projeto: a família.


Não vou exigir que você leia, mas nessa folhinha está escrito "Guilherme".

A diferença parece tênue, mas é fundamental: ter família é ter um projeto de longo prazo que requer planejamento e acompanhamento constantes. A gente não vive em função de filhos, mas, sim, em função da manutenção do “projeto família”.


E nessa outra, "Rafael"...

Eu e meu marido decidimos, há sete anos, que nosso projeto de vida contemplava a existência de uma família com filhos e sem pets. Depois da chegada do Guilherme, cheguei a pensar que era o bastante ser mãe de um. 


Não é lindo esse formato de coração no centro?

Com o passar do tempo, no entanto, ficamos pensando em como é bom ter irmãos como amigos e decidimos que seria um tremendo egoísmo da nossa parte privar o Gui da experiência de ter um irmão ou irmã. Chegou o Rafael, já se vão quase quatro anos...


Estou usando o ponto atrás para fazer os círculos.

Aí, no mês que antecede os aniversários dos meninos, me bateu uma vontade danada de representar, do meu jeito craft, o nosso projeto. Não querendo mesmo inventar a pólvora, optei por bordar a nossa árvore genealógica para a Memorabilia.

 

Inspirada pelo design do pessoal da Cozy Blue, tentei reproduzir o tronco da árvore com nossos nomes no centro e os pequenos galhos que vão surgindo trazendo o nome dos meninos nas folhinhas.


Agora, com outros círculos já bordados.

Gosto de pensar na idéia de que relacionamentos longos são como árvores... Não é bonito ver como os anos que passamos juntos podem tornar a planta mais forte e vigorosa? A idéia de representar a família como uma árvore não é muito original, mas esse design me pareceu tão incrivelmente inovador!



Gostaram? Os gráficos podem ajudá-lo a criar a sua própria árvore e estão à venda no Etsy.



sábado, 11 de junho de 2011

De onde vem a inspiração?


Olha o laranja aí, gente!!!!!

 

Essa pergunta sempre me intrigou... Na literatura, uma corrente de escritores afirma que a inspiração jorra como um fluxo nem sempre contínuo. O escritor seria apenas o meio de expressão de algo transcendente, superior.

 

Outra corrente defende que escrever é suar, que é preciso ter constância, persistência e trabalhar muito para alcançar bons resultados. Não é “magia”, é “tecnologia” - para usar um trocadilho de uma campanha de marketing antiga... lol

 

Para mim, funciona assim: a idéia de algo a ser realizado vai chegando devagarzinho, bem sorrateira, se insinuando na minha cabeça... Fico pensando, pensando e depois começo a rabiscar no meu caderninho.

 

Essa é a etapa do planejamento, na qual viajo em técnicas de execução possíveis e nem tanto.


O tecido está sobre a almofada do sofá do escritório, para dar uma noção do seu tamanho.


Planejamento feito, mãos à obra. Durante a execução, como em tudo na vida, às vezes o planejamento não dá conta das dificuldades. Hora de adaptar, de ter resiliência e, talvez, de desistir e replanejar.

 

Acho que a inspiração para mim, então, é um misto: ela chega quando quer, mas dependo de trabalho para fazê-la acontecer.


Foi assim novamente com a idéia aproveitada um bordadinho antigo que se transformou em algo novo.


Eis a toalha de banho que serviu de inspiração. Do tempo em que eu ainda tinha toalhas coloridas...

 

Detalhe do bordado em ponto reto.

Vejam como as novas cores se somaram às preexistentes. Não tá ficando mesmo psicodélico?


Mais uma visão geral.

 

Existem momentos em que opto por não pensar muito no trabalho que estou realizando para dar mais espaço à minha “memória ram” para processar outras coisas. Se eu fosse contar pontinhos no momento atual certamente erraria feio... “Disco cheio – libere mais espaço!” diria a “mensagem de erro” do meu cérebro. lol

 

Assim, o ponto reto é uma mão na roda para quando a minha cabeça está cheia. Nem sempre é dia de assistir dramas, filmes de época ou documentários. Tem dia que a única coisa que precisamos é uma boa comédia romântica e pipocas.


Um super final de semana a todos!


 

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