segunda-feira, 11 de julho de 2011
“O 36º dia do meu nome”: imagens
Domingo, 10, foi o 36° dia do meu nome. É assim que os
personagens de A Guerra dos Tronos referem-se ao dia do aniversário. Acho
bonito. É quando a gente passa a ser representado por um nome, correto?
Foi um dia especial mesmo...
No trabalho, almoço com a minha equipe e miminhos
carinhosos. Em casa, abrir o caderno de receitas e preparar coisinhas gostosas
para um jantar com poucos e bons...
Marshmallow, chocolate, bordados e muita doçura...
Comidinhas e bebidinhas para abrir a noite...
E a alquimia que transforma sal, pimenta, camarões e um
punhado de arroz em risoto!
Será que bebi demais?? Brinquedos também querem
participar da festa!!! =D
Pés cansados, mas felizes, descansam perto do marido...
É... Fazer 36 anos, 18 dos quais ao lado de um único
homem especial, 7 dos quais sendo mãe de duas criaturinhas encantadoras e,
durante todo esse tempo, cercada de irmãos e amigos incríveis, tanto reais
quanto virtuais, não é nada mau!
sábado, 9 de julho de 2011
Customização: uma saia rodada para uma mini-rendeira
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| Essa é a Clarice, minha sobrinha, no dia de sua apresentação na escola. Não está linda?? |
Uma das minhas primeiras recordações craft são os
vestidinhos que eu costurava para as minhas bonecas, muito antes da
“customização” virar uma coisa “in”. Minha mãe varava madrugadas na
máquina de costura e eu brincava de bonecas enquanto assistia o Mágico de Oz ou
E o Vento Levou na Sessão Coruja.
Ambos os filmes me inspiram muito e trazem boas
recordações até hoje... No Mágico de Oz, a frase de Dorothy ainda ressoa na
minha cabeça sempre que viajo: “Não há lugar como o nosso lar...”. No E o Vento
Levou, a idéia de um vestido feito das cortinas de veludo da sala é tão
revolucionária! Levou ao extremo a idéia de customizar, não?
Cresci entre linhas e tecidos por que minha mãe sempre
curtiu o mundo do artesanato e, depois, isso foi reforçado quando meu pai
resolveu ter um armarinho.
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| Detalhe da parte do vestido que foi cortado: devia ter uns 200 metros de tule! |
Aí, minha irmã me liga perguntando se seria muito
difícil para mim customizar um vestido junino da Bibita, minha sobrinha. É que,
para a apresentação da Festa de São João da escola, precisava ser uma saia e
não um vestido inteiriço.
Da proprietária da futura peça havia apenas um pedido:
“Quero bem curta e bem rodada!” lol. Dá prá não atender???
Nos reunimos um dia antes da festa. Em meio a tantos
tecidos, fitas, tesoura, com a máquina de costura sobre a mesa da sala, meio
que fui transportada de volta à minha infância...
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| A minha irmã retirou a renda de uma das mangas para fazer flores. |
Toca a cortar o vestido em dois e extrair uma boa parte da saia, para que esta atendesse aos desejos da cliente. Um monte de filó para dar mais volume e um cós foram costurados, além de arreatas para que um laço de fita branca fizesse às vezes de cinto. Enquanto eu cuidava da saia, minha irmã fez flores do tecido e da renda de uma das mangas que sobrou, para enfeitar a blusinha branca.
Por último, inventamos uma mini-almofada de rendeira,
com um travesseirinho enrolado como um rocambole, coberto por tecido branco e
rematado nas laterais como um fuxico. A minha irmã acrescentou uma toalhinha de
renda em cima e conseguiu imitar os bilros, que são uns palitinhos nos quais a
linha que será usada para criar a renda fica enrolada.
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| A almofadinha da rendeira, com os bilros que a minha irmã fez com sobras do tecido da saia. |
A roupa não agradou muito à exigente cliente no primeiro
momento, mas, depois do sucesso da festa, ela me disse que tinha gostado. Bom,
é mesmo difícil acertar de primeira... lol
Tenham um excelente fim de semana!
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Por que eu adoro as Festas Juninas e meus filhos não...
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| Dedinhos do Rafa, segurando sua peneira "brilhante"... |
Eu cresci numa cidade no interior, como sabem, e as
Festas Juninas foram parte importante da minha infância. Eu adoro essa época do
ano! Imaginava que quando tivesse filhos eles teriam a mesma alegria com os
folguedos, mas tem sido tudo diferente...
Os meninos nasceram na Capital e as tradições juninas
resumem-se ao colégio no qual estudam e à festinha do condomínio onde moramos.
Eles encaram as Festas Juninas mais como uma atividade protocolar do que como
oportunidade de diversão, o que é uma pena...
Esse ano, nenhum dos dois quis ir à sua apresentação,
apesar da minha insistência. O Rafa disse que morreria de vergonha e o
Guilherme, antevendo uma apresentação ruim por conta da “outra” turma da 2a.
Série (em tese, não tão bem ensaiada quanto a dele... lol) desistiu no último
momento.
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| Nada como um pouco de cola quente... |
Ainda na festa do condomínio dos meninos foram
taxativos: “Bigode pintado nem pensar! É mico, mãe!!” rsrsrsrs Não adiantou eu
dizer que ensaiar os coreografias era super divertido, que havia o casamento
matuto, etc. Não é a realidade deles...
Tristeza pra mim, claro... É sério: eu choro vendo as
quadrinhas dançarem. É uma coisa meio doida, mas sinto uma nostalgia incrível
da infância. Claro, eu sei que nostalgia é meu nome do meio... lol
Esse ano, a coreografia do Rafa envolvia o uso de uma
peneira que, tradicionalmente, é feita de palha e, para o dia da apresentação,
deveria ser decorada com fitas coloridas. No meu corre-corre diário, comprei
uma peneira feita de metal, e não de palha.
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| Bandeirinhas e fitilhos para um caipira ausente... =D |
A professora, meio constrangida, veio me perguntar se a
peneira da apresentação seria mesmo aquela, pois era a única diferente... Eu
disse que sim, que não tinha tempo de sair procurando a tal peneira de palha,
mas, preocupada com o fato do Rafa ser ainda muito pequeno, resolvi perguntar
ao interessado. Rafa respondeu de pronto: “Eu quero mesmo a minha peneira
brilhante, que é a mais bonita de todas!”.
Peneira resolvida, faltava a decoração. Com um pouco de
cola quente, colei fitilhos e fitas coloridas em três pontos da peneira e os
cobri com pequenas bandeirinhas de tecido xadrez. Ficou bem diferente e fez o
maior sucesso na festa (mesmo sem a presença do dono), segundo a professora me
contou depois.
O meu amor pelas Festas Juninas é inexplicável mesmo...
Para vocês terem uma idéia, na única vez em que fui a noiva da quadrilha, o
noivo era o menino por quem eu andava arrastando uma asa. Tudo ia bem até que
ele me abandonou antes da dança começar... =(
Mas isso eu conto outro dia. =D
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Linhas Escritas # Trilogia Millenium
Vocês já leram alguma coisa escrita por um autor sueco?
A Suécia parecia tão distante do Brasil como o Brasil deve parecer distante aos
suecos... lol Eu, por meu turno, não imaginava um dia ler um thriller de
suspense como o que me arrebatou há uns dois anos, quando conheci a Trilogia
Millenium.
No avião, li uma resenha sobre o autor Stieg Larsson, jornalista sueco morto em 2004, depois de sofrer um ataque cardíaco, meses após concluir o último livro da Trilogia Millenium. A série de livros, publicada postumamente, já vendeu mais de 20 milhões de cópias em mais de 40 países e foi filmada (o filme sueco inspirado no primeiro romance é muito bom).
Publicados em inglês sob os títulos de "The Girl With The Dragon Tattoo", "The Girl Who Played With Fire" e "The Girl Who Kicked the Hornets' Nest", no Brasil recebeu como títulos “Os Homens Que Não Amavam As Mulheres”, “A Menina Que Brincava Com Fogo” e “A Rainha do Castelo de Ar”. Adivinhem?! A sugestão foi direto pro meu Moleskine.
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| O Livro 1 não pôde ser fotografado: está em São Paulo, passando uma temporada... lol |
Pois bem, os livros não são para os fracos de estômago,
melindrosos ou nervosos. Se sua literatura resume-se a dramas românticos, por
favor, passe ao largo.
Stieg Larsson deve ter usado toda a crueza da realidade
observada em sua consistente carreira como jornalista investigativo para
escrever a série. Os livros são um libelo, às vezes macabro, da nossa
sociedade.
A violência dos acontecimentos a maioria de nós não
consegue sequer imaginar, o que não quer dizer que não exista ou que não faça
sucumbir milhares de pessoas, principalmente mulheres, todos os anos. Ao mesmo
tempo, escrito num ritmo veloz, fluido, faz com que você crie – imediatamente –
as cenas lidas na cabeça, como se estivesse assistindo a um filme.
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| Eu não saberia dizer o meu preferido, mas tenho uma quedinha pelo primeiro. |
Vocês sabem como eu adoro séries, o quanto esperar pelo
próximo volume me deixa ansiosa... lol Neste caso, entretanto, vou recomendá-lo
com reservas não por que não sejam excelentes – o são! – mas, por que, como
tudo na vida, a intensidade da escrita de um autor vai de acordo com o gosto de
cada um.
A mim, apetece a escrita vigorosa, os desfechos
inesperados, a descrição detalhada de cenas de crime, a ausência de adjetivos e
subterfúgios estilísticos. Para você, de outro lado, tudo isso pode ser “too
much”.
Se você, como eu, gosta de emoções fortes: super-hiper-mega-high-power-blaster-recomendadíssimo!
domingo, 26 de junho de 2011
Um presente personalizado para o primeiro aniversário do Dudu
| Visão geral da toalha do Dudu |
Vocês sabem, eu adoro pontos livres! São tão versáteis,
dá pra fazer tanta coisa... Acho que o primeiro contato que tive com o mundo
craft envolveu estes tipos de pontos. Ainda criança, aprendendo a bordar no
Patronato – instituição antiqüíssima da minha cidade natal – não podia imaginar
o que o futuro reservar-me-ia... lol
Mas penso que deve ser por isso que sinto certa
nostalgia quando uso esses pontos. Saudade da infância, das descobertas, do
vir-a-ser...
| Um barco simpático em ponto atrás, atrás duplo (boia), coral (água) e corrente (amarelo). |
Quando recebi o convite pro aniversário do Dudu, meu
sobrinho mais novinho, fiquei com vontade de fazer algo personalizado. É meio
uma neurose minha, essa coisa de tentar presentear o máximo possível com coisas
handmade... lol
Pensei, pensei e decidi que tinha que ser algo que
pudesse ser executado rapidamente, ter utilidade e que ele pudesse gostar. Ai,
meu Deus! Que difícil!
| No aviãozinho, todo em ponto atrás, o detalhe da estrela em ponto matiz. |
Para atender ao primeiro requisito: pontos livres!
Escolhi desenhos bem infantis de meios de transporte, que foram o tema do
enxoval dele. Para atender ao segundo requisito, como ele está ficando
grandinho e, logo, logo deixará de usar as deliciosas toalhas fraldas, optei
por uma toalha de banho verde-água, daquelas com barra para pintura.
Quanto ao terceiro requisito, bem... Esse era mesmo mais
difícil de mensurar, né? Fiquei torcendo para que ele viesse a gostar e, junto
da toalha, coloquei coisinhas de banho bem cheirosas, próprias para bebês.
| O ponto matiz é ótimo para preencher superfícies irregulares. |
Presentinho feito e embalado, pude apreciar o pequeno
correndo entre os brinquedos de sua festa, com aquele desequilíbrio de quem
recém aprendeu a andar e para quem o medo é ainda uma palavra que não faz o
menor sentido...
Fui transportada, num átimo, de volta ao tempo em que eu
também era criança e achava divertidíssimo puxar os fios de uma grande trança
feita com muitas cores de linhas e presa na parede do curso de bordado. Não
havia números, a gente escolhia no olho a cor que mais gostasse.
| Ponto caseado nas rodas, corrente e atrás na locomotiva e o farol em ponto matiz. |
Não havia quase presente, só um futuro
gigantesco e cheio de possibilidades à frente. É... Que saudade de ser criança...
domingo, 19 de junho de 2011
A decisão de ter uma família e um bordado especial
| Você nunca, nunca, nunca mesmo deve usar carbono amarelo sobre tecido bege!! |
Alguém comentou comigo que, após o nascimento dos filhos, tudo se volta para as crianças, para o seu bem-estar, o casal acaba ficando em segundo plano.
Na hora, fui obrigada a discordar por que, de fato,
quando temos filhos a vida muda, mas não por causa destes e, sim, por que, a
partir de então, estabelece-se um novo projeto: a família.
| Não vou exigir que você leia, mas nessa folhinha está escrito "Guilherme". |
A diferença parece tênue, mas é fundamental: ter família é ter um projeto de longo prazo que requer planejamento e acompanhamento constantes. A gente não vive em função de filhos, mas, sim, em função da manutenção do “projeto família”.
| E nessa outra, "Rafael"... |
Eu e meu marido decidimos, há sete anos, que nosso projeto de vida contemplava a existência de uma família com filhos e sem pets. Depois da chegada do Guilherme, cheguei a pensar que era o bastante ser mãe de um.
| Não é lindo esse formato de coração no centro? |
Com o passar do tempo, no entanto, ficamos pensando em como é bom ter irmãos como amigos e decidimos que seria um tremendo egoísmo da nossa parte privar o Gui da experiência de ter um irmão ou irmã. Chegou o Rafael, já se vão quase quatro anos...
| Estou usando o ponto atrás para fazer os círculos. |
Aí, no mês que antecede os aniversários dos meninos, me bateu uma vontade danada de representar, do meu jeito craft, o nosso projeto. Não querendo mesmo inventar a pólvora, optei por bordar a nossa árvore genealógica para a Memorabilia.
Inspirada pelo design do pessoal da Cozy Blue, tentei
reproduzir o tronco da árvore com nossos nomes no centro e os pequenos galhos
que vão surgindo trazendo o nome dos meninos nas folhinhas.
| Agora, com outros círculos já bordados. |
Gosto de pensar na idéia de que relacionamentos longos são como árvores... Não é bonito ver como os anos que passamos juntos podem tornar a planta mais forte e vigorosa? A idéia de representar a família como uma árvore não é muito original, mas esse design me pareceu tão incrivelmente inovador!
Gostaram? Os gráficos podem ajudá-lo a criar a sua própria árvore e estão à venda no Etsy.
sábado, 11 de junho de 2011
De onde vem a inspiração?
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| Olha o laranja aí, gente!!!!! |
Essa pergunta sempre me intrigou... Na literatura, uma
corrente de escritores afirma que a inspiração jorra como um fluxo nem sempre
contínuo. O escritor seria apenas o meio de expressão de algo transcendente,
superior.
Outra corrente defende que escrever é suar, que é
preciso ter constância, persistência e trabalhar muito para alcançar bons
resultados. Não é “magia”, é “tecnologia” - para usar um trocadilho de uma
campanha de marketing antiga... lol
Para mim, funciona assim: a idéia de algo a ser
realizado vai chegando devagarzinho, bem sorrateira, se insinuando na minha
cabeça... Fico pensando, pensando e depois começo a rabiscar no meu caderninho.
Essa é a etapa do planejamento, na qual viajo em
técnicas de execução possíveis e nem tanto.
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| O tecido está sobre a almofada do sofá do escritório, para dar uma noção do seu tamanho. |
Planejamento feito, mãos à obra. Durante a execução,
como em tudo na vida, às vezes o planejamento não dá conta das dificuldades.
Hora de adaptar, de ter resiliência e, talvez, de desistir e replanejar.
Acho que a inspiração para mim, então, é um misto: ela
chega quando quer, mas dependo de trabalho para fazê-la acontecer.
Foi assim novamente com a idéia aproveitada um
bordadinho antigo que se transformou em algo novo.
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| Eis a toalha de banho que serviu de inspiração. Do tempo em que eu ainda tinha toalhas coloridas... |
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| Detalhe do bordado em ponto reto. |
Vejam como as novas cores se somaram às preexistentes.
Não tá ficando mesmo psicodélico?
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| Mais uma visão geral. |
Existem momentos em que opto por não pensar muito no
trabalho que estou realizando para dar mais espaço à minha “memória ram” para
processar outras coisas. Se eu fosse contar pontinhos no momento atual
certamente erraria feio... “Disco cheio – libere mais espaço!” diria a
“mensagem de erro” do meu cérebro. lol
Assim, o ponto reto é uma mão na roda para quando a
minha cabeça está cheia. Nem sempre é dia de assistir dramas, filmes de época
ou documentários. Tem dia que a única coisa que precisamos é uma boa comédia
romântica e pipocas.
Um super final de semana a todos!
segunda-feira, 6 de junho de 2011
Almofada Vintage, usando o velho e bom Ponto Reto
| Será que todas as cores vão caber na almofada? |
Olá pessoas!
Eu ando muito distante dos meus bordados nestes dias...
Estou na reta final do meu mestrado e o tempo tem sido um velho e conhecido algoz.
Quando estou assim, apenas me respeito, respeito os
limites da minha paciência. Nesses períodos, quando estou muito cansada, opto
por jogar no computador, ver filmes ou ouvir música.
Eu sei que uma hora, mais cedo ou mais tarde, a minha
personalidade craft acorda da hibernação e novos (e antigos) projetos voltam a
ocupar meu tempo livre.
| Comecei com verde e marrom, a base para as demais cores. Não quero repetir nenhuma... |
Pois bem. Nesse meio tempo, resolvemos reformar o sofá da sala e as almofadas antigas pareceram-me tão feinhas... Passei a vasculhar os blogs, Flickr e a Etsy em busca de idéias. Folheei todas as minhas revistas em busca de inspiração e... nada!
Aí, ocorreu-me bordar algo com o velho e rápido ponto
reto. Esse ponto tem tantas possibilidades... Eu realmente o adoro. Talvez ele
seja o ponto mais democrático de todos: rápido, fácil, subestimado por muitos,
pode surpreender. Usado sem sobriedade, pode criar peças com uma carinha
vintage, exatamente o que eu procurava.
| Viram como é fácil? |
A ironia? Encontrei a inspiração onde menos esperava! A fonte foi um conjunto de toalhas que bordei há priscas eras!
Recortei um retângulo de 50 x 25cm. Optei pelo cânhamo grosso, em tom de bege, quase o mesmo do sofá. Neste caso, especificamente, não fiz estudo de cores. Pretendo usar todas as cores de linhas que tenho, para deixar a almofada bem anos 70. O contraste das cores no fundo neutro do sofá vai ser interessante.
O que acham? Espero postar a almofada pronta em breve.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
Wednesday Hex-Along
Olá!
Fomos passar a semana santa na casa dos meus pais, na pequena cidade
onde nasci. Infelizmente, hoje em dia, a cidade perdeu sua tranqüilidade e
bucolismo, todo fim de semana ocorre um assassinato e a venda de crack e outras
drogas tornaram o lugar muito perigoso...
Mas os dois dias que passamos juntos tranqüilizaram-me um pouco quanto ao tratamento do meu pai, que sofre do Mal de Parkinson. Eu o encontrei muito melhor e bem mais disposto, contando suas histórias, brincando com os netos e comemorando com os amigos.
Minha mãe, reagindo à boa fase, estava animada e pudemos aproveitar os
dias como há muito não acontecia.
Comemoramos, antecipadamente, o aniversário do meu irmão que mora em
São Paulo. Fizemos uma festa “surpresa” com direito e balões e bolo, com muitos
amigos dos meus pais.
As aspas na palavra “surpresa” são por que os meninos passaram o dia
dando “indiretas” pro aniversariante sobre a “surpresa”:
- Titio, não vai pra lá não
que a gente ta arrumando os balões!
- Que balões?! (atuação digna, pelo menos, de um Kikito...)
- Nada, nada... Só não vai ver o bolo, tá? (LOL)
Foi uma ocasião para que meus pais pudessem reunir pessoas queridas,
jogar conversa fora e aproveitar um raro momento de relaxamento e descontração
já que a cidade não oferece quase nenhuma opção de lazer...
Eu também passei alguns breves momentos costurando hexies enquanto
conversávamos na calçada, esperávamos o jantar ficar pronto ou não estávamos
decorando a festa. Não consigo imaginar mesmo um feriado sem que a companhia de
algum trabalho manual... lol
Cada novo hexágono costurado ao tecido o modificou um pouco, tornando-o
mais colorido, mais rico e maior. Do mesmo jeito, esses dias na casa dos meus
pais, vendo-os bem, se divertindo, as crianças brincando com o tio, foram
pequenos retalhos de felicidade que enriqueceram o feriado e tornaram a minha
vida um pouquinho mais colorida.
Talvez felicidade seja mesmo pitadinhas de cor na vida da gente...
sábado, 28 de maio de 2011
WIP – SAL Lizzie Kate # Gift
Olá!
Concluí mais uma palavra deste SAL. Como sabem, adoro
coisinhas cute-cute e rápidas de bordar. Dá uma sensação de realização!! A
gente tem quase a certeza de que não terá mais um UFO pululando em gavetas e
armários, concordam?? lol
A palavra da vez é ultra-especial: GIFT. Pela ilustração
e pelo Natal, o primeiro significado fica patente: presentes, presentes e mais
presentes.
Mas eu gostaria de falar sobre o outro significado,
aquele que nos torna especiais por algo que fazemos bem, que nos dá enorme
satisfação pessoal e que, em português, chamamos de “dom”.
Quais são seus dons? Não, não precisa ser como Mozart
para ter dons. Tem gente que tem o dom de te confortar apenas por te olhar nos
olhos, te ouvir com empatia, tem gente que tem o dom de fazer a gente rir nas
situações mais terríveis e, com isso, espantar aquela nuvenzinha negra que às
vezes paira sobre a nossa cabeça...
Do outro lado, tem gente que nasceu com o dom de
irritar, de ser intransigente, de permanecer chafurdando em lamúrias e
autocomiseração. É quando o “dom” parece mais um fardo que a pessoa insiste em
carregar ao longo da existência. Já viram pessoas que se sentem “felizes” em
serem detestadas? Tudo de ruim que acontece apenas confirma a visão torpe que
estas têm da vida... Tristíssima condição.
Ah, e os dons que a gente gostaria de ter? Eu queria
saber cantar bem, sem esforço, cantar com os olhos, com o corpo... Acho lindo
quem canta como se estivesse falando, com a maior naturalidade... E também queria
saber pintar.
Alguns poderiam pensar que não existem dons, que basta
esforço, disciplina, força de vontade para aprender. Bem, estas estratégias não
funcionaram para mim... lol
Para concluir, pensei, pensei e acho que encontrei meu
dom: eu tenho o dom de ouvir. É incrível! Basta eu sentar ao lado de alguém no
ônibus e, voilà, em minutos eu sei detalhes de sua vida... Isso sempre
acontece... A necessidade que temos de sermos ouvidos e reconhecidos em nossa
fala é muito premente.
O detalhe irônico? Não ganho um centavo com isso, apesar
da minha formação em psicologia!!!! Lollada
E vocês? Quais os seus dons? Eu adoraria saber! Escreve
aí!
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