sábado, 14 de maio de 2011

O mito do eterno retorno e a volta das capas para garrafão


Quando Nietzsche imaginou o conceito do “eterno retorno”, dizem que não pensou em algo cíclico. Dizem também que ele considerava este o seu pensamento o mais profundo e amedrontador.


Cortei um retângulo de 88cm x 41cm e um círculo de 25cm de diâmetro. 

 

Não havia uma visão em espiral, apenas a constatação de que deveríamos estar preparados para viver continuamente os mesmos eventos positivos e negativos...  A vida seria a sucessão de poucos fatos repetindo-se à exaustão, ontem, hoje e amanhã.

 

Se sua vida fosse boa, repleta de significados, prazerosa, você a desejaria viver continuamente? E se fosse o contrário? A vida seria, assim, uma espécie de dom ou maldição, concordam?

 

O tecido estampado tem 15 cm e é finalizado sobre a etamine branca com um viés vermelho.

Esse preâmbulo filosófico para tratar de capas de garrafão me ocorreu porque só mesmo Nietzsche para explicar meu fascínio pelas famigeradas capas, tão criticadas pelos politicamente corretos... lol


Detalhe da parte de dentro da capa, para mostrar o acabamento.

O fato é que elas têm retornado e retornado. De vez em quando me dá uma vontade danada de fazer uma. Me pego rabiscando modelitos em meu caderninho, deve ser algum tipo de síndrome...

 

Já no lugar...

No caso em discussão, eu havia prometido, há priscas eras, uma capa de garrafão para uma amiga, a Dona Ana, sogra da minha irmã, que adora pimentas. Pensei em borda-las em ponto cruz ou vagonite, pensei em fazer um patch apliqué, mas nada de realizar.

 


Aí, no sábado, acordei com a tal síndrome do eterno retorno, uma comichão danada. Vapt-vupt, sai uma capa de garrafão com a barra em tecidos de legumes e pimentas, um visual bem colorido para a cozinha da minha amiga. Para complementar o presente, dois panos de prato com o mesmo tema.

 

Os panos de prato são coordenados, com a mesma estampa.

Nietzsche morreu louco... Será que eu deveria me preocupar, hein?! =D



terça-feira, 10 de maio de 2011

Linhas Escritas # Dois Irmãos



Pra começar, este é o livro que eu gostaria de ter escrito um dia. Não sei por que exatamente, não foi o melhor que já li, ou o mais emocionante. Não tem nada da realidade fantástica que eu tanto admiro. Mas esse é o livro que eu gostaria de ter escrito...

 

Pena que o Sr. Hatoum o concebeu primeiro... lol



 

Apesar da pequena quantidade de páginas, possui a intensidade e os perfumes dos frutos do Norte. A leitura é densa, forte, sentimo-nos como se estivéssemos respirando na mesma umidade relativa do ar em que os personagens talvez teriam respirado. 

 

Lançado em 2000, o livro conta a história de uma família de origem libanesa e o conflitos entre os dois irmãos gêmeos, Yaqub e Omar. É o retrato de uma época no Norte do país e das delicadas relações de amor e ódio que vão se firmando para unir ou destruir uma família.

 

Simples, poético, trágico, humano, demasiado humano. A leitura é indispensável para quem deseja conhecer um grande autor contemporâneo e sua escrita direta, sem rodeios, mas com o poder de leva-la(o) a enxergar as imagens criadas com grande riqueza de detalhes.



Anote aí minha avaliação: super-hiper-mega-high-power-blaster-recomendadíssimo!



domingo, 8 de maio de 2011

Margaret Sherry’s ABC Quilt #1 O começo


Um "R" para o quilt do Rafael
Um "G" para o quilt do Guilherme.

Amigos,


Preciso começar o post já pedindo desculpas pelo que virá, o que é meio patético... Mas é que me deu a velha comichão e há uns dias eu fui comprar o tecido para iniciar o acolchoado com as letras já bordadas do Alfabeto de Mrs. Sherry.


Não, as letras não foram todas bordadas ainda, mas eu estava com muita vontade de arriscar costurar algo. Tem tempos em que a máquina de costura exerce um enorme poder de atração sobre mim... lol Nessas épocas, quase não bordo.


Pois bem, preciso ainda dizer que fui motivada pelo Flickr da talentosa Inger Loureiro. Lá, além de lindíssimos trabalhos de bordado, encontrei muito patchwork e o modelo do acolchoado que considerei o mais simples a ser enfrentado pela minha inexperiência.


Para começar, estou fazendo tudo de modo intuitivo. Claro que comprei alguns livros e revistas para tentar aprender o básico, mas não tenho os equipamentos e improvisei como pude. Assim, não dá para esperar perfeição, ok?


Tive que forrar o quadrado bordado, para um melhor resultado.

Para os que como eu tem a vontade, mas não têm a técnica e os equipamentos adequados, informo que optei por fazer moldes em papel cartão e os risquei no avesso do tecido que, depois, foi cortado com a boa e velha tesoura.


Estudo dos tecidos com as cores predominantes nas letrinhas.


Também não sei dizer se estou usando alguma das técnicas famosas. Parece que realmente eu tenho um longo caminho a percorrer...


O lado bom é que, quando consegui finalizar - de modo relativamente satisfatório – o primeiro quadrado (30cm x 30cm - tive que desmanchar umas duas costuras...lol), fiquei muito empolgada e com muita vontade de aprender mais sobre as técnicas.


Vejam o avesso do quadrado já costurado.

Tive que forrar o quadrado bordado com um tecido branco, devido à transparência do cânhamo e, neste, costurei os tecidos. Decidi fazer dois acolchoados, cada um com doze letras e a seguinte disposição:


Criei este projeto no Excel, os quadros coloridos representam as estampas.

Os quadros coloridos representam as diferentes estampas que pretendo utilizar, todas em tons de azul. Os quadros azuis são de um tecido azul claro com poazinhos brancos, bem delicado. Ainda não decidi a cor da borda.


Esse foi o primeiro quadrado realizado.

A idéia é que o acolchoado do Gui tenha o seu G e o do Rafa tenha também sua inicial. As demais letras serão dispostas de modo a harmonizar as cores, sem escolha prévia.


Estudo de cores para o "X".

Entenderam meu pedido de desculpas no início? Sei que deveria ter-me preparado melhor antes de começar a postar, talvez você esteja mais confuso(a) agora e eu o(a) tenha desencorajado(a) de alguma forma. Se você já faz patchwork, de outro lado, poderá dar umas boas risadas com as minhas confusões... lol 

Em minha defesa preciso dizer que a experiência tem sido estimulante. Só penso em tecidinhos, no verde das placas de corte e em aprender mais sobre as diferentes técnicas. Tem coisa melhor??


Vou postando aqui meus resultados e aprendizados. E continuo procurando um curso de patchwork em Fortaleza... Desculpas aceitas?! =D  


FELIZ DIA DAS MÃES!!!



terça-feira, 3 de maio de 2011

Linhas Escritas # O meu amor pelos livros




Às vezes, a gente acha que está escolhendo alguma coisa e, na verdade, está sendo escolhido por ela.

Explico: eu fui escolhida pelo nome do blog, ainda que pensasse que o estava escolhendo.

Explico mais um pouco: depois de imaginado o nome, eu não tinha entendido toda sua complexidade, mas ele já dizia o que eu ainda não conseguia dizer.


Explico mais? O blog tencionava ser de trabalhos manuais, mas a outra coisa que mais amo fazer - ler - se insinuou a partir da escolha do título e ganhou espaço na idéia do blog.

Esta é a estante do meu escritório. Não parece, mas aí estão meus quase 300... 

Foi meu irmão quem teve o entendimento do trocadilho da palavra “linhas”: bordadas e escritas. Matizes nada mais são que nuances, alvos intensamente desejados na literatura e de grande impacto em qualquer trabalho manual.

Assim, fui escolhida pelo nome do blog e me peguei matutando sobre a origem do meu amor pelos livros... Meus pais são pessoas simples, de pouco estudo, trabalharam a vida toda como comerciantes. Cresci numa cidade pequena do interior, com um arremedo de biblioteca municipal, livros eram escassos. Não havia internet.

Achei esse suporte para livros genial!

Mesmo com esta conjuntura, todos os trocados que eu juntava viravam, invariavelmente, pedido de livros pelo reembolso postal. Receber o aviso dos Correios de que havia um pacote de livros esperando para ser retirado na agência era um palpitar de coração e um sorriso brotando.

Assim, venci as dificuldades de aquisição e fui colecionando livros, histórias e memórias sobre as histórias lidas que me acompanham até hoje.

Os gatinhos comprados em Florianópolis descansam sobre Drácula... lol

Formada, morando na capital, partes substanciais dos primeiros salários transformavam-se em livros, agora com a ajuda da internet. Vagar pelas livrarias, namorar suas vitrines, tomar um café lendo as primeiras páginas... ah, a materialização de um sonho infantil.

Mais amadurecida, hoje compro menos e de quando em vez dôo livros para alimentar outras bibliotecas e outras almas sequiosas de fantasia contra a concretude do cotidiano.

Minha ainda pequena coleção de São Franciscos.

Estou cercada de muitas linhas: as escritas, as que ajudo a escrever e as que me escrevem. Estou exatamente onde eu desejava estar.  


sábado, 30 de abril de 2011

WIP – SAL Lizzie Kate # Faith and Cheer



Você é uma pessoa de fé?

 

Esta é uma palavra curiosa, não? É multiuso, cheia de significados. Fé, do Latim fides (fidelidade) significa adesão absoluta do espírito àquilo que se considera verdadeiro. Pode evocar prova, crença, mas, apesar disso, acreditar, apostar ou confiar em algo não significa necessariamente ter fé.

 

Temos, aqui no Nordeste do país, o costume de dizer: “fulano deu de alguma coisa...”, querendo dizer que o fulano apercebeu-se, deu-se conta de algo. É uma forma diferente e interessante de usar a palavra fé. Talvez ter fé seja mesmo despertar, conhecer o novo, não mais duvidar.


 

De outro lado, a fé cega em alguma coisa ou alguém já causou incontáveis males. Está intrinsecamente ligada à confiança, ainda que o merecedor de tal confiança esteja alhures, neste ou em outros mundos. Já foi tema de campanhas publicitárias e, vez por outra, ornamenta discursos políticos.

 

Eu diria que fé é aquela certeza interior que nos anima a prosseguir, quer seja você religioso ou não. Sempre se pode ter fé nos próprios recursos e capacidades, não é mesmo?

 

O Natal, para muitos, é época de renovar nossa fé na humanidade, na fraternidade, no futuro. Assim, a palavra “Faith” está bem colocada neste SAL, sobretudo quando seguida da linda e animada “Cheer”.

 


“To cheer”, o verbo, é a ação de encorajar e/ou aprovar verbalmente outrem, como numa competição, por exemplo. Quem não precisa de aprovação e encorajamento de vez em quando? Vocês não acham que cada comentário deixado é uma espécie de encorajamento para quem bloga?

 

Assim, a todos, fé na vida e que ninguém fique triste. Cheers!



 

terça-feira, 26 de abril de 2011

Wednesday Hex-along


Olá!

 

As agulhas andaram agitadas por estes dias. Resolvi dar cabo no meu estoque de hexies, costurando-os todos ao tecido que havia começado no padrão vermelho. Por que eu decidi fazer isso? Bem, eu não sabia direito o que fazer, estava com muita vontade de relaxar unindo os pequenos hexágonos...


Me deixei levar, pronto! Falei! lol Este desabafo pode parecer estranho se você me lê pela primeira vez, mas tenho um probleminha com a função utilitária das coisas... lol



Decidi que depois eu penso no que fazer de todo o tecido, melhor assim. Sei que estou me contradizendo um pouquinho, mas quem se importa??!


O tecido está ficando muito bonito e delicado. Comecei a inserir pitadinhas de cor... Nos meus sonhos, vou terminar um lindo quilt que será usado por muitas gerações da minha família, passando como uma relíquia para filhos, netos, bisnetos, tataranetos... É um lindo sonho, não? Cancerianos adoram essas coisas que ligam uma geração à outras...



Porém, com a minha volubilidade talvez o meu lindo tecido seja recortado e se transforme em coisas menores, menos glamourosas... Veremos.



domingo, 17 de abril de 2011

Uma caixa de relógios pro Papai, só para variar...



Olá pessoas!

 

Tá bem, eu sei que vou fugir um pouquinho dos objetivos centrais do Blog, mas quem se importa? Não podia deixar de compartilhar com vocês uma idéia que me ocorreu há alguns anos, por ocasião do Dia dos Pais.

 

Meu marido adora relógios, mas não tinha um local adequado para guardá-los. Na época, eu vivia um momento decoupage e resolvi presenteá-lo com algo feito por mim e pelos meninos.



 A caixa de madeira foi comprada pronta e revestida com os guardanapos de papel (que ficaram um tantinho enrugados porque eu errei a técnica...). Escolhemos elefantes por que eles simbolizam prosperidade (o papai quer ter mais relógios?!).





A parte interna – depois de pensar muito - resolvi revestir com um tipo de EVA texturizado, para preservar os relógios e impedir que se arranhassem. Esta etapa foi a mais trabalhosa. Por fim, o toque afetivo do presente: as duas mãozinhas dos meninos na parte de dentro da tampa.




Ok, não ficou uma perfeição e talvez não fosse vendida num bazar... Mas valeu a pena como experiência e fez um papai sorrir ao ver as mãozinhas gravadas!



 

Gostaram da idéia? Ela pode ser aproveitada para mães, namorados, etc. Além de guardar relógios, você pode optar por outros usos. Basta comprar modelos de caixas diferentes nas boas casas de artesanato da sua cidade e dar asas à imaginação.





Uma excelente semana a todos!




domingo, 10 de abril de 2011

Onde vive a perfeição?



A minha amiga Gis, do Coração em Ponto Cruz, é a culpada por eu ter feito as pazes com esta técnica. Agora, é acusada também de aumentar minha comichão: é que ela postou alguns trabalhos com avesso perfeito e eu fiquei curiosa.

 

Eu sempre dizia que avesso perfeito não era pra mim, já que a técnica demandaria uma paciência que não mora em meu juízo. lol Mas ao decidir bordar um conjunto de toalhas como presente para a professora do Rafa, inesperadamente resolvi tentar encontrar a tal perfeição. Algumas aulinhas no Youtube (obrigada Josi Pereira!) e voilà!!

 

Optei por bordar um delicado monograma com o “M” de Marjorie. Comecei e então  descobri por que bordar motivos muito detalhados com avesso perfeito é desafiador... O resultado na frente estava até bom. No avesso, infelizmente, não soube como alcançar a perfeição e acabei desmanchando o que já tinha feito...


Primeira tentativa: ainda bordaria muitos galhos e folhas...
Ainda não deu... Havia pontinhos na horizontal... Desmanchei!

Depois, escolhi um “M” bem mais simples, em uma única cor, mas acho que o resultado ficou bem “classudo”. O tom de rosa escuro foi escolha do Rafinha e achei bem escolhido. Causou bom contraste na toalha branca.
Estudo para o novo "M"
O novo "M" foi mais simples e mais rápido...

Não vou mentir, minha paciência e inteligência foram arduamente testadas... Mas é pra isso mesmo que elas servem, não? Acho que fui motivada também por um post da Ana Elisa, do La Cucinetta, no qual ela se ressente das pessoas que não se esforçam para aprender, melhorar e esperam receber tudo sempre bem mastigadinho. Me toquei... Acho que tava um pouquinho assim, sei lá...

Logo eu que sempre escuto das pessoas: “Ah, não tenho paciência pra bordado, não!” ou “Não é mais fácil ir numa loja e escolher alguma coisa?!”. 


Claro que é mais fácil e cômodo e rápido e mais tantas outras coisas, cara pálida! Mas no caso dos trabalhos manuais, o processo é um bônus que enriquece quem faz o presente: a gente aprende e se distrai e tem prazer e mais tantas outras coisas que tornam a vida melhor, sacou?


Finalmente: o tal avesso perfeito é bem bonito, não?

 O resultado a que se chega é só uma pequena parte. Importa mesmo é caminhar, como diz o poeta. Moral da história? A perfeição exige esforço e na maioria das vezes - se não te enlouquece – é capaz de te fazer um ser humano melhor. Efeitos colaterais da experiência? Toalhas por enquanto só com motivos beeemmm pequenos... lol



terça-feira, 5 de abril de 2011

Linhas Escritas # A Cabana e uma experiência no Mini-Mundo



Há alguns anos, entrei numa loja de sapatos e a vendedora estava lendo um livro, enquanto eu olhava os produtos. Nada me interessa mais que um livro na mão de alguém, sobretudo se eu não o tiver lido...

 

Ela lia A Cabana, de William P. Young e o recomendou fortemente. Saquei meu caderninho e anotei esta e outra sugestão que ela me deu. Depois de uma rápida pesquisa, resolvi comprar o livro e, quando viajamos para o Natal Luz de Gramado com o Guilherme, era este livro que eu lia no avião.

 

Independente de você ser uma pessoa religiosa ou não, o livro emociona por tratar de uma questão universal: a perda de quem se ama.


Conhecem a história? Uma menina é seqüestrada durante um passeio de família e o pai, sentindo-se culpado, tenta encontrar respostas e saber se a filha está viva ou não. Nessa busca, ele chega a uma cabana e encontra vestígios de sangue e do vestido que a criança usava quando desapareceu.

 

O livro narra o sonho desse pai e seu encontro com Deus, Jesus e o Espírito Santo e todas as perguntas que ele faz para estas entidades. É realmente inspirador.


 

Como eu disse, eu lia no avião e chorava copiosamente. Quando uma comissária de bordo aproximou-se para me oferecer lenços de papel e perguntar se eu me sentia bem, meu marido disparou: “Pare de chorar, pelo amor de Deus! Vão pensar que estou fazendo alguma coisa contigo!” lol

 

Continuei a leitura quando chegamos à Gramado, à época do Natal. Nessa viagem, o Guilherme viu materializado seu sonho de uma cidade em miniatura no passeio que fizemos ao Mini-Mundo.

 

Enquanto ele corria, pulava e dava gritinhos de alegria ao ver os trens, navios, cenas de ruas com suas casa, castelos, pessoinhas e inúmeros carrinhos e caminhões, meu pensamento continuava no livro: o quanto a idéia de perder um filho nos parece insuportável! É como se não fosse natural...

 

Ao mesmo tempo pensava nos milhões de mães que enterram seus filhos todos os dias e em como se arranca das entranhas, da fé, da religião, de seja lá de onde for, a força para continuar respirando.



Talvez você esteja quase desistindo de ler A Cabana, depois desse meu drama todo, mas eu o aconselharia a não riscá-lo de sua lista de leitura. Apesar do tema ser “pesado”, a leitura é surpreendentemente agradável e o final compensará as lágrimas por ventura derramadas.

 

Anote aí minha avaliação: super-hiper-mega-high-power-blaster-recomendadíssimo!



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