terça-feira, 26 de abril de 2011
Wednesday Hex-along
As agulhas andaram agitadas por estes dias. Resolvi dar cabo no meu
estoque de hexies, costurando-os todos ao tecido que havia começado no padrão
vermelho. Por que eu decidi fazer isso? Bem, eu não sabia direito o que fazer,
estava com muita vontade de relaxar unindo os pequenos hexágonos...
Me deixei levar, pronto! Falei! lol Este desabafo pode parecer estranho
se você me lê pela primeira vez, mas tenho um probleminha com a função
utilitária das coisas... lol
Decidi que depois eu penso no que fazer de todo o tecido, melhor assim.
Sei que estou me contradizendo um pouquinho, mas quem se importa??!
O tecido está ficando muito bonito e delicado. Comecei a inserir
pitadinhas de cor... Nos meus sonhos, vou terminar um lindo quilt que será
usado por muitas gerações da minha família, passando como uma relíquia para
filhos, netos, bisnetos, tataranetos... É um lindo sonho, não? Cancerianos
adoram essas coisas que ligam uma geração à outras...
Porém, com a minha volubilidade talvez o meu lindo tecido seja
recortado e se transforme em coisas menores, menos glamourosas... Veremos.
domingo, 17 de abril de 2011
Uma caixa de relógios pro Papai, só para variar...
Olá pessoas!
Tá bem, eu sei que vou fugir um pouquinho dos objetivos centrais do
Blog, mas quem se importa? Não podia deixar de compartilhar com vocês uma idéia
que me ocorreu há alguns anos, por ocasião do Dia dos Pais.
Meu marido adora relógios, mas não tinha um local adequado para
guardá-los. Na época, eu vivia um momento decoupage e resolvi
presenteá-lo com algo feito por mim e pelos meninos.
A caixa de madeira foi comprada pronta e revestida com os guardanapos
de papel (que ficaram um tantinho enrugados porque eu errei a técnica...).
Escolhemos elefantes por que eles simbolizam prosperidade (o papai quer ter
mais relógios?!).
A parte interna – depois de pensar muito - resolvi revestir com um tipo
de EVA texturizado, para preservar os relógios e impedir que se arranhassem.
Esta etapa foi a mais trabalhosa. Por fim, o toque afetivo do presente: as duas
mãozinhas dos meninos na parte de dentro da tampa.
Ok, não ficou uma perfeição e talvez não fosse vendida num bazar... Mas
valeu a pena como experiência e fez um papai sorrir ao ver as mãozinhas
gravadas!
Gostaram da idéia? Ela pode ser aproveitada para mães, namorados, etc.
Além de guardar relógios, você pode optar por outros usos. Basta comprar
modelos de caixas diferentes nas boas casas de artesanato da sua cidade e dar
asas à imaginação.
Uma excelente semana a todos!
domingo, 10 de abril de 2011
Onde vive a perfeição?
A minha amiga Gis, do Coração em Ponto Cruz, é a culpada por eu ter feito as pazes com esta técnica. Agora, é acusada também de aumentar minha comichão: é que ela postou alguns trabalhos com avesso perfeito e eu fiquei curiosa.
Eu sempre dizia que avesso perfeito não era pra mim, já que a técnica
demandaria uma paciência que não mora em meu juízo. lol Mas ao decidir bordar
um conjunto de toalhas como presente para a professora do Rafa, inesperadamente
resolvi tentar encontrar a tal perfeição. Algumas aulinhas no Youtube (obrigada
Josi Pereira!) e voilà!!
Optei por bordar um delicado monograma com o “M” de Marjorie. Comecei e
então descobri por que bordar motivos
muito detalhados com avesso perfeito é desafiador... O resultado na frente estava
até bom. No avesso, infelizmente, não soube como alcançar a perfeição e acabei
desmanchando o que já tinha feito...
| Primeira tentativa: ainda bordaria muitos galhos e folhas... |
| Ainda não deu... Havia pontinhos na horizontal... Desmanchei!
Depois, escolhi um “M” bem mais simples, em uma única cor, mas acho que
o resultado ficou bem “classudo”. O tom de rosa escuro foi escolha do Rafinha e
achei bem escolhido. Causou bom contraste na toalha branca.
|
| Estudo para o novo "M" |
| O novo "M" foi mais simples e mais rápido... |
Não vou mentir, minha paciência e inteligência foram arduamente
testadas... Mas é pra isso mesmo que elas servem, não? Acho que fui motivada
também por um post da Ana Elisa, do La Cucinetta, no qual ela se ressente das
pessoas que não se esforçam para aprender, melhorar e esperam receber tudo
sempre bem mastigadinho. Me toquei... Acho que tava um pouquinho assim, sei
lá...
Logo eu que sempre escuto das pessoas: “Ah, não tenho paciência pra bordado, não!” ou “Não é mais fácil ir numa loja e escolher alguma coisa?!”.
Claro que é mais fácil e cômodo e rápido e mais tantas outras coisas, cara pálida! Mas no caso dos trabalhos manuais, o processo é um bônus que enriquece quem faz o presente: a gente aprende e se distrai e tem prazer e mais tantas outras coisas que tornam a vida melhor, sacou?
| Finalmente: o tal avesso perfeito é bem bonito, não? |
O resultado a que se chega é só uma pequena parte.
Importa mesmo é caminhar, como diz o poeta. Moral da história? A perfeição
exige esforço e na maioria das vezes - se não te enlouquece – é capaz de te
fazer um ser humano melhor. Efeitos colaterais da experiência? Toalhas por
enquanto só com motivos beeemmm pequenos... lol
terça-feira, 5 de abril de 2011
Linhas Escritas # A Cabana e uma experiência no Mini-Mundo
Há alguns anos, entrei numa loja de sapatos e a vendedora estava lendo
um livro, enquanto eu olhava os produtos. Nada me interessa mais que um livro
na mão de alguém, sobretudo se eu não o tiver lido...
Ela lia A Cabana, de William P. Young e o recomendou fortemente. Saquei
meu caderninho e anotei esta e outra sugestão que ela me deu. Depois de uma
rápida pesquisa, resolvi comprar o livro e, quando viajamos para o Natal Luz de
Gramado com o Guilherme, era este livro que eu lia no avião.
Independente de você ser uma pessoa religiosa ou não, o livro emociona
por tratar de uma questão universal: a perda de quem se ama.
Conhecem a história? Uma menina é seqüestrada durante um passeio de
família e o pai, sentindo-se culpado, tenta encontrar respostas e saber se a
filha está viva ou não. Nessa busca, ele chega a uma cabana e encontra
vestígios de sangue e do vestido que a criança usava quando desapareceu.
O livro narra o sonho desse pai e seu encontro com Deus, Jesus e o
Espírito Santo e todas as perguntas que ele faz para estas entidades. É
realmente inspirador.
Como eu disse, eu lia no avião e chorava copiosamente. Quando uma
comissária de bordo aproximou-se para me oferecer lenços de papel e perguntar
se eu me sentia bem, meu marido disparou: “Pare de chorar, pelo amor de Deus!
Vão pensar que estou fazendo alguma coisa contigo!” lol
Continuei a leitura quando chegamos à Gramado, à época do Natal. Nessa
viagem, o Guilherme viu materializado seu sonho de uma cidade em miniatura no
passeio que fizemos ao Mini-Mundo.
Enquanto ele corria, pulava e dava gritinhos de alegria ao ver os
trens, navios, cenas de ruas com suas casa, castelos, pessoinhas e inúmeros
carrinhos e caminhões, meu pensamento continuava no livro: o quanto a idéia de
perder um filho nos parece insuportável! É como se não fosse natural...
Ao mesmo tempo pensava nos milhões de mães que enterram seus filhos
todos os dias e em como se arranca das entranhas, da fé, da religião, de seja
lá de onde for, a força para continuar respirando.
Talvez você esteja quase desistindo de ler A Cabana, depois desse meu
drama todo, mas eu o aconselharia a não riscá-lo de sua lista de leitura.
Apesar do tema ser “pesado”, a leitura é surpreendentemente agradável e o final
compensará as lágrimas por ventura derramadas.
sábado, 2 de abril de 2011
Alice, a Lebre
Desde sempre eu quis ter dois filhos. Quanto ao sexo, confesso que tinha mais inclinação para meninos. Eu achava que seria “mais fácil” que criar meninas... lol Fui abençoada, como sabem, com dois meninos, o Gui e o Rafa.
Um monte de gente me pergunta sobre a “menina”, como se eu ainda não
estivesse satisfeita por não ter tido uma. Quando engravidei do Rafael, eu
tinha dois nomes de menina e nenhum de menino. Havia pensado em Giovana e
Alice. Quando soubemos que seria outro menino, só escolhemos o nome bem no
final da gestação.
Decidimos parar “a produção” nos dois meninos. Estou absolutamente
satisfeita e realizada como mãe. Por isto mesmo, qual não foi minha surpresa
com um sonho que tive este final de semana, no qual eu aparecia gravidíssima de
outro menino! O sonho era muito real e mesmo agradável, eu parecia feliz, mas
acordei muito aborrecida... E passei o sábado meio mal- humorada e pensativa.
Até que no domingo “pari” Alice, a lebre.
Eu vinha acalentando a idéia de fazer um novo boneco de pano desde a
minha estréia – um tanto quanto traumática – com a Sofia. Vocês viram? Se não,
dá uma olhada aqui. Bem antes do carnaval comprara uma revista Labores Del
Hogar, com lindos coelhos de Páscoa na capa (a revista informava que eram
lebres!) e colocara este desafio na minha lista de coisas a fazer.
Comprei o material, li e reli as instruções, mas a vontade/coragem de
fazer o boneco não vinha... Até este domingo.
O dia amanheceu chuvoso, não daria praia nem passeio no parque. Os
meninos preguiçavam e brincavam... Foi me dando uma inquietação, uma
comichão... Comecei às nove da manhã, achando que terminaria tudo ainda de
manhã. Bem, levou o domingo inteiro...
Dessa feita, tive mais capricho na confecção do corpo, alinhavando
todas as partes antes de costurá-las à máquina. O que deu mais trabalho foram
as orelhas que, de acordo com as instruções, deveriam ser reforçadas com arame.
Optei por deixa-las molenguinhas mesmo, já que será um presente para uma
menininha que poderia se machucar com arames soltos.
A noite já ia alta no céu quando os meninos chegaram com os primos na
maior algazarra: “Mãe, tu terminou!!” Toda orgulhosa, apresento uma simpática
coelhinha, de carinha um pouco torta, orelhas caindo pelas costas, roupa um
pouco mais justa que o adequado, desafio completado. “Meninos, ela precisa de
um nome!”, instiguei.
Todos sugeriram nomes legais e outros estapafúrdios, mas foi o Rafa, com seu jeito de oráculo de quatro anos que fechou a questão: “Mãe, o nome dela é Alice!”. E Alice foi “batizada” assim como a Sofia o fora meses antes.
Claro que o Rafa não tem como saber por que o nome, escolhido
intuitivamente, estava tão adequado. Na hora, passaram por minha cabeça todas
as referências ao maravilhoso “Alice no País das Maravilhas” e a imagem do
coelho (seria uma lebre?) correndo apressado e olhando o relógio, levando Alice
para lugares nunca dantes imaginados.
Uma lebre/coelhinha chamada Alice é uma idéia engraçada, não é mesmo? Além disso, Alice era o nome que eu colocaria numa filha, se a tivesse tido. A mente da gente é mesmo uma coisa terrível e maravilhosa, concordam? Para lidar com o sonho e com o incômodo causado por este, eu resolvi “parir” uma “filhinha”. Fazer bonecos sempre me abre novos caminhos. Curioso.
E terapêutico.
quinta-feira, 31 de março de 2011
Linhas Escritas # O Hobbit ou por que “Só a literatura salva”
Vocês gostam de ler? Sério? Gostam de ler mesmo?!
Conheço gente que adora falar de livros, tem diversos na cabeceira ou
espalhados pelos cômodos da casa, mas que, de fato, faz da leitura uma
obrigação social, para ter papo com aquele amigo mais cabeça ou para passar uma
idéia de inteligência ou intelectualidade.
Eu gosto de ler como um pequeno prazer secreto... Como aquela primeira
colherada do seu doce preferido ou aquele prazer que vem depois dos cinco
primeiros minutos de corrida... Um calor que invade o corpo e faz cosquinha na
mente. Sabem como é? Tá, pra você pode ser um pouquinho diferente, mas
igualmente bom.
Você já sorriu enquanto lia? Ou ler é atividade protocolar? Já chorou ou
sonhou com o que acabara de ler antes de fechar os olhos para dormir?
Eu já fui salva muitas vezes pela literatura e agora fui salva de novo.
É que às vezes a realidade é tão dura, tão doída que um mergulho na literatura
é um bálsamo que alivia as dores e transporta você para a realidade de outrem.
A sua realidade, posta em perspectiva, pode até parecer agradável ou
risível, diante das dificuldades imaginadas pelo autor. E, no final, uma
centelha de esperança advinda do aprendizado resultante do mergulho pode
indicar que todo túnel está fadado a uma saída...
Que livro me salvou agora?, você deve estar se perguntando. Não foi
nenhum com “mude”, “transforme” ou “supere” no título. Desses eu fujo correndo.
Meu refúgio é mesmo a literatura.
“O Hobbit”, um pequeno livro do
Sr. Tolkien, me salvou. Eu já lera a trilogia “Senhor dos Anéis” e este livro
relata os acontecimentos que antecedem as aventuras narradas neste último. É a
história do tio do Frodo, o Sr. Bilbo Bolseiro, aquele que possui o anel no começo
da trilogia, lembram?
Lindo, mágico, envolvente. Anote aí minha avaliação:
super-hiper-mega-high-power-blaster-recomendadíssimo!
Ah! Antes que me crucifiquem, o título do post é só uma brincadeira.
Salve-se você como puder, mas saiba que a leitura existe como um caminho. Como
Bilbo percebe ao longo das páginas, a gente tem mais dentro da gente do que
supõem. Não se abandone à autocomiseração. Lute.
PS: estou repetindo isso para mim como um mantra... lol
segunda-feira, 28 de março de 2011
Wednesday Hex-Along
Olá! Como têm passado?
Continuo interessada em hexágonos e suas múltiplas possibilidades.
No último post sobre o assunto eu havia comentado que ao unir os hexies
num padrão dominante vermelho havia gerado um problema: os tecidos acabaram,
não consegui comprar os mesmos padrões e aí fiquei com um tecido circular de
hexágonos ainda pequeno para fazer qualquer coisa... Estive pensando em
completá-lo com tons de rosa ou laranja e fazer uma capa de almofada circular.
Os hexies que tenho já prontos, em tecidos bem diferentes e coloridos,
estou pretendendo unir em carreiras, para ter um tecido retangular. Isso
permitirá uma variedade maior de usos no futuro (fronhas, mantas, colchas,
etc.).
Já comentei em diversas oportunidades que tenho um problema mal
resolvido com a utilidade das coisas. Não basta a coisa existir per si.
Como dizemos aqui no Nordeste, ela tem que “prestar” pra alguma coisa! lol
Esse tipo de pensamento “míope”, evidentemente, gera uma série de
complicações para mim... No caso dos hexies, fico olhando para o círculo
vermelho e tendo idéias mirabolantes. Vamos ver no que vai dar.
Alguns amigos já deram suas sugestões sobre o que fazer, mesmo sem ter visto o tecido pronto. Idéias bem boas, por sinal. Mas a dúvida persiste. Cartas para a redação.
sábado, 26 de março de 2011
“A Hora da Estrela”
Há algumas semanas eu concluí um conjunto de toalhas rosa para a minha sobrinha, a Clarice, com o tema patchwork e delicados corações, também em patch. Você viu? Se não, confira aqui.
A Clarice é irmã gêmea do Bernardo e adora dizer que é a irmã mais
velha por que saiu primeiro da barriga da mãe. Faz sentido mesmo. lol
Eles são totalmente diferentes: enquanto a Clarice é toda pra fora,
esperta, falante, o Bernardo é concentrado, mais voltado para o seu interior,
intelectual e artístico. Desenha como ninguém, a gente quase pode ver as
estrelas em seus olhinhos quando ele está com os lápis de cor nas mãos.
O certo é que, concluída a toalha da Clarice, o Bernardo também
ganhasse o seu conjunto novo, para usar na casa nova. No elevador, eu pergunto:
“Bernardo, vou bordar toalhas para você. Qual tema você gostaria de ter nas
suas toalhas?”.
Ele, sem pestanejar, disparou: “Estrelas!”. Parecia que eu tinha
perguntado a coisa mais óbvia do mundo...
Bichinhos, Ben 10, Homem-Aranha... Qual o quê?! O Bernardo fez jus à sua natureza criativa e me deixou com a minha velha comichão... Estrelas?? Onde eu arranjaria uma fonte que fosse divertida, não muito infantil, e com este tema?
A idéia é que a toalha de banho tenha o nome deles e a de rosto remeta
ao tema escolhido. Toca a vasculhar as revistas, internet, blog das amigas...
Mas sabe o quê? Adoro esta etapa. Sinto tanto prazer quanto durante a execução
de um projeto...
Por fim, optei por uma fonte bem divertida, com três estrelas
incrustadas em cada letra, quase como pequenas pérolas. Na toalha de rosto,
estrelinhas brincam juntas, um toque mais infantil no conjunto.
Acho que meus sobrinhos estão fadados ao sucesso em áreas completamente
opostas. A Clarice, com a sua esperteza e inteligência comercial, poderá ser
perita em vender e comprar – carrega mesmo bons genes para isso.
O Bernardo poderá ser, quem sabe, um arquiteto ou designer... Quando
perguntado, responde que será “artista plástico”. Eu fico babando, claro!
Alguém que, aos seis anos, afirma querer viver da arte só pode mesmo ter
estrelas nos olhos, não?
Assim, estou concretizando, do meu jeito craft, o “óbvio ululante”. É
só uma pequena homenagem à minha pequena estrelinha.
PS: No título do post, a homenagem vai para a grande escritora Clarice
Lispector, de quem a Bibita herdou o nome.
quinta-feira, 24 de março de 2011
Linhas Escritas # A Fúria dos Reis – 2º volume da Saga Crônicas de Gelo e Fogo
Olá, pessoas!
Estou com os “nervos à flor do pano” de tanta ansiedade para começar a
leitura do segundo volume desta saga maravilhosa.
Aliás, de tanta ansiedade, não consegui ler quase nada desde que
terminei o primeiro livro, A Guerra dos Tronos. Tudo parece tão insípido diante
do enredo, dos cenários e personagens do livro...
Ah, também não caí mais na esparrela da pré-compra na internet, que começou há mais de quinze dias. No passado, achava que estava fazendo grande negócio, aí os livros enchiam as vitrines das livrarias e nada do meu exemplar chegar... Eu ficava para morrer!
Hoje, prefiro esperar que o livro chegue à livraria física, vou lá,
compro e começo a ler “imediatamente”, como diz o Rafinha. lol
Neste caso, especificamente, a ansiedade era tanta que eu já lera o
primeiro capítulo na internet! lol Clique aqui, se quiser degustar também.
Comprei o livro ontem, mas, de tão cansada, não consegui ler uma
linha... Hoje continuarei o meu mergulho nesse mundo incrível no qual as
mulheres têm um papel extremamente interessante e onde o sobrenatural deixa a
leitura, como diria o Gui, “viciante”. lol
Anote aí minha avaliação:
super-hiper-mega-high-power-blaster-recomendadíssimo!
domingo, 20 de março de 2011
WIP – SAL Lizzie Kate # Tree and Candy
O SAL Lizzie Late é um projeto que tenho amado fazer. As palavras são
lindas, fáceis de bordar e lembram o Natal, o que é um bônus para mim: adoro
essa época do ano.
Ainda não tinha apresentado as últimas palavras bordadas: Tree e Candy.
Fiquei pensando que, quando criança, não tínhamos a tradição de montar
a árvore para esperar os presentes de Papai Noel ou o costume dos americanos de
fazer biscoitinhos decorados (gingerbread) (ainda que os cookies
façam cada vez mais parte da minha vida familiar hoje, deixando meio de
escanteio a nossa velha bolacha Maria e o querido biscoito Maisena).
De verdade, a melhor lembrança do natal não era da árvore, do Papai
Noel ou de presentes... Era mesmo a farofa com que nossa mãe recheava o frango
assado...
Na última vez que estive na nutróloga ela insistia que eu abolisse a
farofa da alimentação dos meus filhos. “Farofa deve ser mesmo uma coisa nefasta
pra essa médica dizer que eu deveria deixar meus dois “farofeirinhos” sem tal
iguaria que toda criança adora...”, fiquei pensando com meus botões.
Tentei imaginar então como teriam sido os meus natais sem a farofa que,
ao rechear o frango assado, terminava úmida, saborosa, disputada quase no tapa.
Quem liga pro frango, mero receptáculo daquele tesouro??
Ah, talvez sem comer a farofa eu não lutasse tanto com a balança como
luto hoje... Mas também minhas lembranças seriam mais insípidas... No fim das
contas, prefiro que meus filhos decidam, no futuro, sobre o quão nefasta pode
ser a farofa na vida deles. Não posso ser modelo pra ninguém.
No último natal, na casa dos meus pais, quando minha mãe perguntou o
que queríamos para a ceia, me prontifiquei a fazer a farofa e rechear o peru.
É que botei na balança e prefiro um corpo e uma mente cheios de
deliciosas memórias afetivas, gustativas, olfativas à secura de uma vida sem
pequenos e fugazes prazeres ocasionais. “Amanhã eu corro”, pensei lá pela
quinta garfada... lol
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