domingo, 17 de abril de 2011

Uma caixa de relógios pro Papai, só para variar...



Olá pessoas!

 

Tá bem, eu sei que vou fugir um pouquinho dos objetivos centrais do Blog, mas quem se importa? Não podia deixar de compartilhar com vocês uma idéia que me ocorreu há alguns anos, por ocasião do Dia dos Pais.

 

Meu marido adora relógios, mas não tinha um local adequado para guardá-los. Na época, eu vivia um momento decoupage e resolvi presenteá-lo com algo feito por mim e pelos meninos.



 A caixa de madeira foi comprada pronta e revestida com os guardanapos de papel (que ficaram um tantinho enrugados porque eu errei a técnica...). Escolhemos elefantes por que eles simbolizam prosperidade (o papai quer ter mais relógios?!).





A parte interna – depois de pensar muito - resolvi revestir com um tipo de EVA texturizado, para preservar os relógios e impedir que se arranhassem. Esta etapa foi a mais trabalhosa. Por fim, o toque afetivo do presente: as duas mãozinhas dos meninos na parte de dentro da tampa.




Ok, não ficou uma perfeição e talvez não fosse vendida num bazar... Mas valeu a pena como experiência e fez um papai sorrir ao ver as mãozinhas gravadas!



 

Gostaram da idéia? Ela pode ser aproveitada para mães, namorados, etc. Além de guardar relógios, você pode optar por outros usos. Basta comprar modelos de caixas diferentes nas boas casas de artesanato da sua cidade e dar asas à imaginação.





Uma excelente semana a todos!




domingo, 10 de abril de 2011

Onde vive a perfeição?



A minha amiga Gis, do Coração em Ponto Cruz, é a culpada por eu ter feito as pazes com esta técnica. Agora, é acusada também de aumentar minha comichão: é que ela postou alguns trabalhos com avesso perfeito e eu fiquei curiosa.

 

Eu sempre dizia que avesso perfeito não era pra mim, já que a técnica demandaria uma paciência que não mora em meu juízo. lol Mas ao decidir bordar um conjunto de toalhas como presente para a professora do Rafa, inesperadamente resolvi tentar encontrar a tal perfeição. Algumas aulinhas no Youtube (obrigada Josi Pereira!) e voilà!!

 

Optei por bordar um delicado monograma com o “M” de Marjorie. Comecei e então  descobri por que bordar motivos muito detalhados com avesso perfeito é desafiador... O resultado na frente estava até bom. No avesso, infelizmente, não soube como alcançar a perfeição e acabei desmanchando o que já tinha feito...


Primeira tentativa: ainda bordaria muitos galhos e folhas...
Ainda não deu... Havia pontinhos na horizontal... Desmanchei!

Depois, escolhi um “M” bem mais simples, em uma única cor, mas acho que o resultado ficou bem “classudo”. O tom de rosa escuro foi escolha do Rafinha e achei bem escolhido. Causou bom contraste na toalha branca.
Estudo para o novo "M"
O novo "M" foi mais simples e mais rápido...

Não vou mentir, minha paciência e inteligência foram arduamente testadas... Mas é pra isso mesmo que elas servem, não? Acho que fui motivada também por um post da Ana Elisa, do La Cucinetta, no qual ela se ressente das pessoas que não se esforçam para aprender, melhorar e esperam receber tudo sempre bem mastigadinho. Me toquei... Acho que tava um pouquinho assim, sei lá...

Logo eu que sempre escuto das pessoas: “Ah, não tenho paciência pra bordado, não!” ou “Não é mais fácil ir numa loja e escolher alguma coisa?!”. 


Claro que é mais fácil e cômodo e rápido e mais tantas outras coisas, cara pálida! Mas no caso dos trabalhos manuais, o processo é um bônus que enriquece quem faz o presente: a gente aprende e se distrai e tem prazer e mais tantas outras coisas que tornam a vida melhor, sacou?


Finalmente: o tal avesso perfeito é bem bonito, não?

 O resultado a que se chega é só uma pequena parte. Importa mesmo é caminhar, como diz o poeta. Moral da história? A perfeição exige esforço e na maioria das vezes - se não te enlouquece – é capaz de te fazer um ser humano melhor. Efeitos colaterais da experiência? Toalhas por enquanto só com motivos beeemmm pequenos... lol



terça-feira, 5 de abril de 2011

Linhas Escritas # A Cabana e uma experiência no Mini-Mundo



Há alguns anos, entrei numa loja de sapatos e a vendedora estava lendo um livro, enquanto eu olhava os produtos. Nada me interessa mais que um livro na mão de alguém, sobretudo se eu não o tiver lido...

 

Ela lia A Cabana, de William P. Young e o recomendou fortemente. Saquei meu caderninho e anotei esta e outra sugestão que ela me deu. Depois de uma rápida pesquisa, resolvi comprar o livro e, quando viajamos para o Natal Luz de Gramado com o Guilherme, era este livro que eu lia no avião.

 

Independente de você ser uma pessoa religiosa ou não, o livro emociona por tratar de uma questão universal: a perda de quem se ama.


Conhecem a história? Uma menina é seqüestrada durante um passeio de família e o pai, sentindo-se culpado, tenta encontrar respostas e saber se a filha está viva ou não. Nessa busca, ele chega a uma cabana e encontra vestígios de sangue e do vestido que a criança usava quando desapareceu.

 

O livro narra o sonho desse pai e seu encontro com Deus, Jesus e o Espírito Santo e todas as perguntas que ele faz para estas entidades. É realmente inspirador.


 

Como eu disse, eu lia no avião e chorava copiosamente. Quando uma comissária de bordo aproximou-se para me oferecer lenços de papel e perguntar se eu me sentia bem, meu marido disparou: “Pare de chorar, pelo amor de Deus! Vão pensar que estou fazendo alguma coisa contigo!” lol

 

Continuei a leitura quando chegamos à Gramado, à época do Natal. Nessa viagem, o Guilherme viu materializado seu sonho de uma cidade em miniatura no passeio que fizemos ao Mini-Mundo.

 

Enquanto ele corria, pulava e dava gritinhos de alegria ao ver os trens, navios, cenas de ruas com suas casa, castelos, pessoinhas e inúmeros carrinhos e caminhões, meu pensamento continuava no livro: o quanto a idéia de perder um filho nos parece insuportável! É como se não fosse natural...

 

Ao mesmo tempo pensava nos milhões de mães que enterram seus filhos todos os dias e em como se arranca das entranhas, da fé, da religião, de seja lá de onde for, a força para continuar respirando.



Talvez você esteja quase desistindo de ler A Cabana, depois desse meu drama todo, mas eu o aconselharia a não riscá-lo de sua lista de leitura. Apesar do tema ser “pesado”, a leitura é surpreendentemente agradável e o final compensará as lágrimas por ventura derramadas.

 

Anote aí minha avaliação: super-hiper-mega-high-power-blaster-recomendadíssimo!



sábado, 2 de abril de 2011

Alice, a Lebre


Desde sempre eu quis ter dois filhos. Quanto ao sexo, confesso que tinha mais inclinação para meninos. Eu achava que seria “mais fácil” que criar meninas... lol Fui abençoada, como sabem, com dois meninos, o Gui e o Rafa.



Um monte de gente me pergunta sobre a “menina”, como se eu ainda não estivesse satisfeita por não ter tido uma. Quando engravidei do Rafael, eu tinha dois nomes de menina e nenhum de menino. Havia pensado em Giovana e Alice. Quando soubemos que seria outro menino, só escolhemos o nome bem no final da gestação.



Decidimos parar “a produção” nos dois meninos. Estou absolutamente satisfeita e realizada como mãe. Por isto mesmo, qual não foi minha surpresa com um sonho que tive este final de semana, no qual eu aparecia gravidíssima de outro menino! O sonho era muito real e mesmo agradável, eu parecia feliz, mas acordei muito aborrecida... E passei o sábado meio mal- humorada e pensativa.


Até que no domingo “pari” Alice, a lebre.



Eu vinha acalentando a idéia de fazer um novo boneco de pano desde a minha estréia – um tanto quanto traumática – com a Sofia. Vocês viram? Se não, dá uma olhada aqui. Bem antes do carnaval comprara uma revista Labores Del Hogar, com lindos coelhos de Páscoa na capa (a revista informava que eram lebres!) e colocara este desafio na minha lista de coisas a fazer.


Comprei o material, li e reli as instruções, mas a vontade/coragem de fazer o boneco não vinha... Até este domingo.


O dia amanheceu chuvoso, não daria praia nem passeio no parque. Os meninos preguiçavam e brincavam... Foi me dando uma inquietação, uma comichão... Comecei às nove da manhã, achando que terminaria tudo ainda de manhã. Bem, levou o domingo inteiro...



Dessa feita, tive mais capricho na confecção do corpo, alinhavando todas as partes antes de costurá-las à máquina. O que deu mais trabalho foram as orelhas que, de acordo com as instruções, deveriam ser reforçadas com arame. Optei por deixa-las molenguinhas mesmo, já que será um presente para uma menininha que poderia se machucar com arames soltos.



A noite já ia alta no céu quando os meninos chegaram com os primos na maior algazarra: “Mãe, tu terminou!!” Toda orgulhosa, apresento uma simpática coelhinha, de carinha um pouco torta, orelhas caindo pelas costas, roupa um pouco mais justa que o adequado, desafio completado. “Meninos, ela precisa de um nome!”, instiguei.



Todos sugeriram nomes legais e outros estapafúrdios, mas foi o Rafa, com seu jeito de oráculo de quatro anos que fechou a questão: “Mãe, o nome dela é Alice!”. E Alice foi “batizada” assim como a Sofia o fora meses antes.



Claro que o Rafa não tem como saber por que o nome, escolhido intuitivamente, estava tão adequado. Na hora, passaram por minha cabeça todas as referências ao maravilhoso “Alice no País das Maravilhas” e a imagem do coelho (seria uma lebre?) correndo apressado e olhando o relógio, levando Alice para lugares nunca dantes imaginados.



Uma lebre/coelhinha chamada Alice é uma idéia engraçada, não é mesmo? Além disso, Alice era o nome que eu colocaria numa filha, se a tivesse tido. A mente da gente é mesmo uma coisa terrível e maravilhosa, concordam? Para lidar com o sonho e com o incômodo causado por este, eu resolvi “parir” uma “filhinha”. Fazer bonecos sempre me abre novos caminhos. Curioso. 


E terapêutico.



quinta-feira, 31 de março de 2011

Linhas Escritas # O Hobbit ou por que “Só a literatura salva”



Vocês gostam de ler? Sério? Gostam de ler mesmo?!


Conheço gente que adora falar de livros, tem diversos na cabeceira ou espalhados pelos cômodos da casa, mas que, de fato, faz da leitura uma obrigação social, para ter papo com aquele amigo mais cabeça ou para passar uma idéia de inteligência ou intelectualidade.


Eu gosto de ler como um pequeno prazer secreto... Como aquela primeira colherada do seu doce preferido ou aquele prazer que vem depois dos cinco primeiros minutos de corrida... Um calor que invade o corpo e faz cosquinha na mente. Sabem como é? Tá, pra você pode ser um pouquinho diferente, mas igualmente bom.


Você já sorriu enquanto lia? Ou ler é atividade protocolar? Já chorou ou sonhou com o que acabara de ler antes de fechar os olhos para dormir?


Eu já fui salva muitas vezes pela literatura e agora fui salva de novo. É que às vezes a realidade é tão dura, tão doída que um mergulho na literatura é um bálsamo que alivia as dores e transporta você para a realidade de outrem.


A sua realidade, posta em perspectiva, pode até parecer agradável ou risível, diante das dificuldades imaginadas pelo autor. E, no final, uma centelha de esperança advinda do aprendizado resultante do mergulho pode indicar que todo túnel está fadado a uma saída...


Que livro me salvou agora?, você deve estar se perguntando. Não foi nenhum com “mude”, “transforme” ou “supere” no título. Desses eu fujo correndo. Meu refúgio é mesmo a literatura.


“O Hobbit”, um pequeno livro do Sr. Tolkien, me salvou. Eu já lera a trilogia “Senhor dos Anéis” e este livro relata os acontecimentos que antecedem as aventuras narradas neste último. É a história do tio do Frodo, o Sr. Bilbo Bolseiro, aquele que possui o anel no começo da trilogia, lembram?


Lindo, mágico, envolvente. Anote aí minha avaliação: super-hiper-mega-high-power-blaster-recomendadíssimo!


Ah! Antes que me crucifiquem, o título do post é só uma brincadeira. Salve-se você como puder, mas saiba que a leitura existe como um caminho. Como Bilbo percebe ao longo das páginas, a gente tem mais dentro da gente do que supõem. Não se abandone à autocomiseração. Lute. 





PS: estou repetindo isso para mim como um mantra... lol 

segunda-feira, 28 de março de 2011

Wednesday Hex-Along




Olá! Como têm passado?


Continuo interessada em hexágonos e suas múltiplas possibilidades.


No último post sobre o assunto eu havia comentado que ao unir os hexies num padrão dominante vermelho havia gerado um problema: os tecidos acabaram, não consegui comprar os mesmos padrões e aí fiquei com um tecido circular de hexágonos ainda pequeno para fazer qualquer coisa... Estive pensando em completá-lo com tons de rosa ou laranja e fazer uma capa de almofada circular.


Os hexies que tenho já prontos, em tecidos bem diferentes e coloridos, estou pretendendo unir em carreiras, para ter um tecido retangular. Isso permitirá uma variedade maior de usos no futuro (fronhas, mantas, colchas, etc.).


Já comentei em diversas oportunidades que tenho um problema mal resolvido com a utilidade das coisas. Não basta a coisa existir per si. Como dizemos aqui no Nordeste, ela tem que “prestar” pra alguma coisa! lol


Esse tipo de pensamento “míope”, evidentemente, gera uma série de complicações para mim... No caso dos hexies, fico olhando para o círculo vermelho e tendo idéias mirabolantes. Vamos ver no que vai dar.


Alguns amigos já deram suas sugestões sobre o que fazer, mesmo sem ter visto o tecido pronto. Idéias bem boas, por sinal. Mas a dúvida persiste. Cartas para a redação. 

 


sábado, 26 de março de 2011

“A Hora da Estrela”



Há algumas semanas eu concluí um conjunto de toalhas rosa para a minha sobrinha, a Clarice, com o tema patchwork e delicados corações, também em patch. Você viu? Se não, confira aqui.

 

A Clarice é irmã gêmea do Bernardo e adora dizer que é a irmã mais velha por que saiu primeiro da barriga da mãe. Faz sentido mesmo. lol

 

Eles são totalmente diferentes: enquanto a Clarice é toda pra fora, esperta, falante, o Bernardo é concentrado, mais voltado para o seu interior, intelectual e artístico. Desenha como ninguém, a gente quase pode ver as estrelas em seus olhinhos quando ele está com os lápis de cor nas mãos.

 

O certo é que, concluída a toalha da Clarice, o Bernardo também ganhasse o seu conjunto novo, para usar na casa nova. No elevador, eu pergunto: “Bernardo, vou bordar toalhas para você. Qual tema você gostaria de ter nas suas toalhas?”.

 

Ele, sem pestanejar, disparou: “Estrelas!”. Parecia que eu tinha perguntado a coisa mais óbvia do mundo...



Bichinhos, Ben 10, Homem-Aranha... Qual o quê?! O Bernardo fez jus à sua natureza criativa e me deixou com a minha velha comichão... Estrelas?? Onde eu arranjaria uma fonte que fosse divertida, não muito infantil, e com este tema?

 

A idéia é que a toalha de banho tenha o nome deles e a de rosto remeta ao tema escolhido. Toca a vasculhar as revistas, internet, blog das amigas... Mas sabe o quê? Adoro esta etapa. Sinto tanto prazer quanto durante a execução de um projeto...

 

Por fim, optei por uma fonte bem divertida, com três estrelas incrustadas em cada letra, quase como pequenas pérolas. Na toalha de rosto, estrelinhas brincam juntas, um toque mais infantil no conjunto.



Acho que meus sobrinhos estão fadados ao sucesso em áreas completamente opostas. A Clarice, com a sua esperteza e inteligência comercial, poderá ser perita em vender e comprar – carrega mesmo bons genes para isso.

 

O Bernardo poderá ser, quem sabe, um arquiteto ou designer... Quando perguntado, responde que será “artista plástico”. Eu fico babando, claro! Alguém que, aos seis anos, afirma querer viver da arte só pode mesmo ter estrelas nos olhos, não?


 

Assim, estou concretizando, do meu jeito craft, o “óbvio ululante”. É só uma pequena homenagem à minha pequena estrelinha.



 


PS: No título do post, a homenagem vai para a grande escritora Clarice Lispector, de quem a Bibita herdou o nome. 

quinta-feira, 24 de março de 2011

Linhas Escritas # A Fúria dos Reis – 2º volume da Saga Crônicas de Gelo e Fogo


Olá, pessoas!

 

Estou com os “nervos à flor do pano” de tanta ansiedade para começar a leitura do segundo volume desta saga maravilhosa.

 

Aliás, de tanta ansiedade, não consegui ler quase nada desde que terminei o primeiro livro, A Guerra dos Tronos. Tudo parece tão insípido diante do enredo, dos cenários e personagens do livro...


Ah, também não caí mais na esparrela da pré-compra na internet, que começou há mais de quinze dias. No passado, achava que estava fazendo grande negócio, aí os livros enchiam as vitrines das livrarias e nada do meu exemplar chegar... Eu ficava para morrer!

 

Hoje, prefiro esperar que o livro chegue à livraria física, vou lá, compro e começo a ler “imediatamente”, como diz o Rafinha. lol

 

Neste caso, especificamente, a ansiedade era tanta que eu já lera o primeiro capítulo na internet! lol Clique aqui, se quiser degustar também.

 

Comprei o livro ontem, mas, de tão cansada, não consegui ler uma linha... Hoje continuarei o meu mergulho nesse mundo incrível no qual as mulheres têm um papel extremamente interessante e onde o sobrenatural deixa a leitura, como diria o Gui, “viciante”. lol


 

Anote aí minha avaliação: super-hiper-mega-high-power-blaster-recomendadíssimo!



domingo, 20 de março de 2011

WIP – SAL Lizzie Kate # Tree and Candy



O SAL Lizzie Late é um projeto que tenho amado fazer. As palavras são lindas, fáceis de bordar e lembram o Natal, o que é um bônus para mim: adoro essa época do ano.

 

Ainda não tinha apresentado as últimas palavras bordadas: Tree e Candy.

 

Fiquei pensando que, quando criança, não tínhamos a tradição de montar a árvore para esperar os presentes de Papai Noel ou o costume dos americanos de fazer biscoitinhos decorados (gingerbread) (ainda que os cookies façam cada vez mais parte da minha vida familiar hoje, deixando meio de escanteio a nossa velha bolacha Maria e o querido biscoito Maisena).



De verdade, a melhor lembrança do natal não era da árvore, do Papai Noel ou de presentes... Era mesmo a farofa com que nossa mãe recheava o frango assado...

 

Na última vez que estive na nutróloga ela insistia que eu abolisse a farofa da alimentação dos meus filhos. “Farofa deve ser mesmo uma coisa nefasta pra essa médica dizer que eu deveria deixar meus dois “farofeirinhos” sem tal iguaria que toda criança adora...”, fiquei pensando com meus botões.

 

Tentei imaginar então como teriam sido os meus natais sem a farofa que, ao rechear o frango assado, terminava úmida, saborosa, disputada quase no tapa. Quem liga pro frango, mero receptáculo daquele tesouro??

 

Ah, talvez sem comer a farofa eu não lutasse tanto com a balança como luto hoje... Mas também minhas lembranças seriam mais insípidas... No fim das contas, prefiro que meus filhos decidam, no futuro, sobre o quão nefasta pode ser a farofa na vida deles. Não posso ser modelo pra ninguém.

 

No último natal, na casa dos meus pais, quando minha mãe perguntou o que queríamos para a ceia, me prontifiquei a fazer a farofa e rechear o peru.

 

É que botei na balança e prefiro um corpo e uma mente cheios de deliciosas memórias afetivas, gustativas, olfativas à secura de uma vida sem pequenos e fugazes prazeres ocasionais. “Amanhã eu corro”, pensei lá pela quinta garfada... lol

quarta-feira, 16 de março de 2011

WIP – Easy ABC # Isa Joana, a Iguana


Olá!

 

Já andei mostrando aqui o conjunto das letras bordadas do alfabeto da Sra. Margaret Sherry, que é um freebie.

 

Caso você queira borda-lo também, poderá baixar os esquemas no Margaret Sherry Lovers, blog do qual participo como colaboradora e que reúne os trabalhos de pessoas do mundo todo que adoram os personagens desta designer inglesa.

 

Por último, bordei Joana, a Iguana.

 

“Mãe, o nome dela é Isa!”, reclama o Rafinha, embasado por um de seus desenhos preferidos que tem, como personagem, pasme!, uma iguana! Lol

 

“Meu filho, mas Joana rima com iguana, fica mais divertido...”, retruco.

 

O Gui, um discípulo mirim de Sócrates e de sua lógica, argumenta, me derrotando de vez: “Mas Isa começa com I, como iguana! Logo, faz mais sentido o nome do Rafinha”.

 

Os dois se uniram e fizeram um motim contra o nome que eu escolhi, reconheço. Se eu não tivesse com lágrimas de orgulho nos olhos poderia continuar argumentando, mas capitulo, derrotada e... feliz! Meus pequenos estão crescendo...

 

Assim, Isa Joana, a iguana, tornou-se a 19ª letra do Easy ABC.

 

Para concluir, é preciso dizer que realizamos uma assembléia familiar, eu e os meninos, e decidimos que a próxima letra trará à luz nada menos que Umberto, o Unicórnio. 


E viva a magia da democracia! lol 

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