domingo, 9 de maio de 2010

Conjunto Bege com Orquídeas



A retomada do bordado e o aprofundamento da minha pesquisa sobre pontos e técnicas tiveram início com este projeto. Eu comprei um conjunto de lençol bege que, apesar de ficar bem com a decoração do meu quarto, estava muito... bege! O que fazer? Pensei em mandar pintar a barra, já que, infelizmente, os pincéis e eu temos conflitos irremediáveis... Havia feito alguns testes com a decoupage em tecido, mas confesso que não obtive muito sucesso com esta técnica.
Ao mesmo tempo, vinha sentindo uma vontade de tentar coisas novas. O ponto cruz estava meio em baixa: eu havia testado, com sucesso, o vagonite, o hardanger e o ponto reto. Acho que eu procurava técnicas mais rápidas, devido ao meu tempo restrito e a uma certa impaciência com muitos projetos de ponto cruz inconclusos...
Resgatei revistas antigas e, numa delas, encontrei vários “modos de fazer” de pontos que passei a chamar “antigos” por que eu os havia aprendido há muitos anos, ainda adolescente, na minha cidade natal. Recordava o quão bonitos eram os trabalhos com ponto cheio, corrente, margarida... lindos guardanapos finamente bordados, que enriqueciam e tornavam mais bonitos qualquer casa. Mas eu seria capaz de fazê-los?
O conjunto bege representou esta tentativa. O efeito colateral da minha iniciativa? Um avesso horroroso, cheio de nós! E o pior: mesmo as pessoas que nunca haviam segurado uma agulha na vida invariavelmente, ao admirar o bordado, olhavam seu avesso! Que ódio! E eu ficava me justificando!
Testei pontos diferentes no mesmo desenho, tentando encontrar a maior harmonia entre estes e, na barra do lençol, bordei o conjunto do que julguei melhor. Neste meio tempo, comprei o Dicionário de Pontos e li algumas técnicas de início e arremate, o que ajudou a melhorar o avesso da barra.
A situação atual é que ainda preciso concluir o último ramo de flores e pensei em bordar uns galhos em toda a extensão da barra. Enquanto isso, vou realizando outros trabalhos. Isto – não começar e concluir um trabalho sem interrupções – antes me preocupava. Hoje relaxei em relação a isto: existe o tempo de todas as coisas e alguns trabalhos “nos chamam” enquanto outros precisam “descansar”. Evidentemente, tenho o luxo de exercitar meu hobbie como um prazer e não para sobreviver.

O nome do Blog: que difícil!


Queridos, às vezes me gabo de ser boa com palavras, mas os títulos são meu “calcanhar de Aquiles”... O fato é que sou muito sentimental, piegas e, na maioria das vezes, os títulos acabam por refletir um sentimentalismo meio rocambolesco...
Isso voltou a acontecer com o título deste blog: Sentimentos Bordados foi uma expressão que vi no site do projeto Tecendo Nossa Historia e que achei bem legal. O que é um bordado senão a expressão de muitos sentimentos? Para mim, por mais simples que seja, cada ponto empregado vem carregado de pensamentos, momentos em que pude aquietar meu espírito e pensar em coisas importantes ou não, refletir ou, simplesmente, desocupar a mente da barulheira do dia a dia.
Mas fiquei achando brega para título. Aí, resolvi perguntar para o meu irmão, que é ótimo com títulos e muito espirituoso, em busca de algo mais descolado, engraçado, com mais cara de blog. Ele sugeriu “Bordando o 7”, que adorei! Hoje descobri um blog maravilhoso com este mesmo título, mas grafia diferente: www.bordandoosete.blogspot.com Amei! Por fim, sem conseguir aceitar meu lado brega, continuei a quebrar a cabeça tentando achar um título que fosse sutil porém esclarecedor, elegante porém engraçadinho, direto porém discreto... Como podem ver, não estava nada fácil.
Ontem, bordando com uma linda linha matizada, me ocorreu que o nome do blog podia ter a ver com isto: as diferentes nuances que a linha matizada pode gerar no bordado, uma coisa que sempre me intrigou, e que tem tudo a ver com este meu momento “vagonite”. Não sei avaliar o quão brega este nome é, mas senti-me imediatamente ligada a ele e muito tranqüila. Por enquanto isto basta.
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