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domingo, 16 de dezembro de 2012

Outro uso para o padrão “trança” (braid): almofada




Como comentado anteriormente, o padrão “trança” rendeu algumas horas divertidas à máquina de costura. Para algumas pessoas pareceu difícil, mas asseguro que não é nada complicado e que é muito, muito rápido.

Há tempos eu prometera um presente craft para a minha amiga de infância, Karla. Além de dona de uma Janome, seu apartamento é cheio de personalidade, com muitas referências regionais. Vejam a responsabilidade!




Pensei numa almofada, objeto que nunca é demais na casa de ninguém. Surgiu então, primeiro no Moleskine e depois na base de corte, um intercalado de tiras brancas e o patchwork trançado, lindo, lembrando um pouco as bandeirinhas de São João balançando ao vento... (tomara que ela entenda assim também e veja meu esforço em representar um pouco de nossas tradições).




Na parte central, Karla havia escolhido uma frase que mais parece um libelo anticartesiano: “eu não quero ter razão, eu quero ser feliz”. Letrinhas bordadas com o nosso velho amigo, o ponto atrás, em vermelho.

Para a execução, forrei a parte da frente com a manta acrílica e fiz o quilt reto, apenas seguindo as costuras. O fechamento, com um zíper coberto, foi uma espécie de debut: eu nunca havia fixado um zíper antes! Gostei do resultado, ainda que o zíper tenha ficado pequeno para a almofada.




Gostaram do resultado? O que teriam feito diferente?




(PS: Querida Karlota, cada pontinho está entremeado do meu carinho e da saudade da nossa juventude. Além disso, que as palavras bordadas possam eternizar a felicidade que desejo para sua vida e da sua família.)

domingo, 25 de novembro de 2012

Ainda sobre aproveitamento: padrão "trança" (braid)

Direito.

Como quem lê este bloguinho já sabe, estou envolvida num projeto de longo prazo, minha eterna colcha de hexágonos. Para este projeto, tenho recebido tecidos de amigas de todo lugar, desde pedacinhos até pedações.

Ocorre que sobram muitas tiras de tecidos e, como mostrado no post anterior, elas são absolutamente interessantes. 

Avesso.

Num belo dia, vi uma colcha linda da querida Cecília, do Quilts São Eternos, feita com o padrão chamado “Trança” (braid). Alguns tutoriais depois, o uso das tirinhas ganharam forma na minha cabeça e, depois, num teste na máquina de costura.

Mais difícil que acertar as tirinhas e costurá-las é, sem dúvida, conseguir harmonia, ou lidar com a total ausência de padrão. A primeira tentativa resultou em uma tira de patchwork bem colorida e, logo, todas as tirinhas haviam sido completamente utilizadas e eu já cortava novos tecidos! 



Aplicada na sacaria de algodão, a trança resultou num pano de prato bem diferente. As demais foram reservadas para um projeto muito especial, do qual falarei mais à frente. Espero que tenham gostado de mais essa sugestão para usar seus retalhinhos.

Boa semana, com paz e serenidade!


domingo, 18 de novembro de 2012

Como Aproveitar Tirinhas de Tecidos

Durante.

Patchwork é a arte de reaproveitar. Nada mais sustentável, concordam? Natural que a força deste craft tenha atravessado o tempo e encontrado sempre novos adeptos ao redor do globo. Existe uma certa magia em ver pedacinhos desconexos tornarem-se algo novo, criar um padrão, renascer em coisas diferentes...

Após cortados os hexágonos, sobram, às vezes, tirinhas de tecido que bem poderiam ir pro lixo, não fosse um olhar de reaproveitamento e uma dose de paciência – o que não faz a mal a ninguém, diga-se de passagem.


Antes.

A ideia não é nova e a tenho visto formas diferentes de aproveitamento em  alguns blogs.

Unidas, meio que por tonalidades semelhantes, as tirinhas viraram barrinhas de panos de prato. Para o acabamento, sobras de materiais os mais diferentes: fitas de gorgurão, bicos, vieses. Simples, barato e, perdoem esse auto-elogio, com um certo charme.


Depois.

Neste caso, não se busca a perfeição, apenas o colorido e a alegria. Coisas que também, convenhamos, não fazem mal a ninguém e podem energizar sua casa. Gostaram do resultado?


Detalhes...

Uma boa semana a todos!


domingo, 4 de novembro de 2012

Panos de Prato em Patchwork e a utilidade das coisas




Bom, eu e a máquina de costura fizemos as pazes dia desses. Não era nada muito sério, apenas um enfado como aqueles que são comuns em casamentos longos. Um certo desinteresse mútuo, uma vontade de fazer outras coisas, preguiça de investir na relação.

Não, o amor não havia morrido. Estava mais era hibernando, sua chama trêmula, mas não apagada. Já sentiram isso alguma vez?? Não adianta forçar, não é mesmo? Paciência.

Acontece que recebi uma encomenda e o pedido dizia: “Quero somente com patchwork!”.




A discussão da relação era inevitável, precisaríamos aparar algumas arestas. Tiramos o pó de nós duas, arrumamos os argumentos sobre a mesa. Ela, usando seu vestido novo, presente de uma admiradora nada secreta, a Andréa Cordeiro. Eu, acabrunhada, envergonhada de ausência, nem conseguia colocar a linha direito...

Mas, como os velhos casais, bastou o primeiro toque, o fremir delicado dos nossos movimentos, e a velha sintonia foi restabelecida. O sono terminara e o amor, a velha chama, brilhou forte, nova de novo.




Paninhos realizados, saudade aplacada, restou aquela conversa num fio de voz. “Vamos costurar mais um pouquinho?” “Sim, estava com saudades...” “Nossa, eu também... Não sei como consegui passar tanto tempo longe de você...” “Não vamos falar do passado, vem cá...”.

Eu fui. 

Mas isso é uma outra história...


sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Quilts São Eternos

Quem adora uma câmera???


Quem me acompanha há algum tempo sabe que tenho um projeto em andamento, meu quilt de hexágonos. Não consigo nem precisar o mês em que essa paixonite aguda começou, mas penso que o primeiro post foi esse aqui.

Essa colcha vem merecendo minha atenção por que possui um detalhe distintivo: os hexágonos são pequeninos e totalmente costurados à mão. Comecei sem pretensão, mas fui me apaixonando, me envolvendo, me rendendo ao seu colorido, à sua bagunça de tecidos, à sua total ausência de padrão.

Ele me proporcionou receber a generosidade na forma de tecidos enviados pelas amigas de longe: Isa, Aninha e Nia; a dedicação de minutos do descanso roubados da minha ajudante-irmã: Ariane; e até a Norma, uma amiga do trabalho, tem me ajudado recortando novos hexies de papelão para colaborar com o projeto.

Porém, dia desses, como é comum em qualquer relação, fiquei sufocada. O motivo? Uma foto postada no facebook de um vestido deslumbrante, totalmente confeccionado com hexágonos, do estilista Jasper Conran.

*U*

Num comentário, minha angústia extravasada: “Desisto da colcha?” (É que, às vezes, a gente acha que não vai conseguir, não se vislumbra o fim...).

Graças a Deus, anjos escutam nossos interditos e, na hora, voaram dois em minha direção: a Andréa e a Cecília. Anjos – Ídolas – Irmãs Crafters – Blogueiras.

“Quilts são eternos”, sussurraram elas com encantos celestiais. Pronto: fui sugada de volta do umbral da dúvida e devolvida à razão.

É isso mesmo, garotas. Dure o tempo que durar, pois os quilts são para sempre.


sábado, 1 de setembro de 2012

Uma greve (nasce uma colcha de hexágonos)


Linha de Bordado: “Meus concidadãos! Venho nesta plenária sugerir a todos os materiais aqui presentes a abertura de um movimento de greve! Estamos sofrendo uma grave ameaça! Quantos aqui têm contribuído para qualquer trabalho manual nos últimos meses???”

Todos (em uníssono): “Ninguém!”

Agulha de Crochê: “Caros materiais aqui presentes! Nós, membros do grupo do crochê, temos padecido da mesma situação constrangedora! Nenhuma laçadinha foi-nos possibilitada! Estamos à míngua! Temos um novo livro com mais de 300 modelos de quadrados belíssimos, mas parado na estante! Isso é um absurdo rematado!”

Máquina de Costura: “Nós, do grupo do patchwork, queremos aqui registrar nosso repúdio à ausência total de utilização de instrumentos mais modernos de trabalho! Como é que pode? O cortador circular está até enferrujando, coitado!!!!”

Todos (com pesar): “OH!” (Enrubesce o citado cortador.)

Linha de Bordado: “Vamos nos unir contra a opressão desta colcha de hexágonos feita à mão! Isso está matando nossa reserva de horas craft, ninguém tem chance contra esse vício! A concorrência é sempre salutar! Estão comigo??”

Todos (em uníssono): “Greve já! Greve já!”




Enquanto isso, duas agulhas tortinhas pelo uso, um carretel de linhas magro, quase exaurido, além de uma tesourinha quase cega pelo trabalho noturno, continuam sua labuta incessante, quase obsessiva, alheios aos brados que vinham de algum lugar distante.

A tesoura grande e a almofada de alfinetes haviam há pouco terminado seu turno de trabalho e novos hexágonos haviam sido cortados. Havia muito trabalho pela frente.


quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Presentes de Aniversário #5




Quando eu achava que as coisas não podiam ficar melhores... eis que ficaram!

Véspera da viagem de férias com os meninos, o porteiro me interfona para dizer que havia uma “caixona” na portaria para mim. Coração descompassado, desço apressada: que será? Não esperava mais nada...




A caixa, cuidadosamente embalada e carimbada com a figura de uma cigarra amistosa, não me deixou dúvidas sobre a remetente: Andréa Cordeiro me arrebata mais uma vez com seu carinho e atenção.




Como mais explicar, senão pelo amor, alguém passar dias colecionando itens de papelaria os mais diversos, embalá-los com primor, costurar com todo carinho algo útil para outra costureira, escrever uma carta de próprio punho?



Ah, Andréa, alguém que se preocupa em observar o outro e seus gostos mais sutis ao presentear é algo raro, em extinção nestes tempos em que a velocidade, a superficialidade e o instantâneo dão a tônica das relações humanas.






Fiquei profundamente emocionada com seu gesto, adorei cada item da coleção que você enviou, eles serão extremamente úteis... Obrigada de coração!

Este foi o delicioso bolo e sua cobertura brilhante. No topo deste, uma cereja delicada, vermelha e tenra, presente do marido da Andréa, o Lúcio: uma coletânea de contos da Lygia Fagundes Telles, Pomba Enamorada ou Uma História de Amor, que foi minha leitura de bordo durante toda a viagem de férias.




Talvez por uma coincidência explicada apenas pela sintonia que liga todos os seres do Universo, o Lúcio me presenteou com uma das minhas autoras preferidas e, desta, com contos que eu ainda não conhecia.

O que você ainda não sabe, Lúcio, é que contos são minha paixão e minha ambição. Talvez por que eu seja tão prolixa, a concisão dos contos me encanta, me instiga. Todos os meus escritos guardados são contos. E, guardadas também as proporções, cada post no blog tem um pouco deste gênero, você não acha?

Obrigada, Lúcio, pela gentileza. Adorei o livro, oportunamente publicarei um “Linhas Escritas” especificamente sobre a leitura deste.

Ao casal, meu carinho e admiração!


quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Reforço para os hexies

Vejam como está grande!


Dia desses, fui almoçar na casa da minha irmã e, como sempre, levei algo craft para fazer. Na noite anterior, havia retomado a confecção dos meus hexies e, por isso, eles foram os escolhidos para me acompanhar.

Após o almoço, comecei a costurar as “flores” que já estavam prontas à colcha. Minha irmã rapidamente arranjou uma agulha e começou a fazer novas “flores” com os hexies soltos.


Vejam como está minha agulha... Tadinha, é quase um anzol!

Boa conversa, crianças brincando, barriguinhas cheias, algo manual para fazer... Minha definição de uma tarde de sábado para lá de perfeita.

Nos empolgamos, o trabalho rendeu. Pausa para um bolinho perfumado e delicado, cuja simplicidade de fazer espanta, diante do resultado sofisticado... Sim, fazer bolos, colecionar receitas, comer bolos são minhas segundas coisas “mais preferidas”.




De volta ao trabalho, continuamos a conversar, costurar “flores”. A tarde caía, a noite espreitava pela varanda quando concluímos que o expediente acabara por absoluta falta de hexies a serem costurados à colcha.

Com uma ajuda preciosa como a da minha irmã – que costura bem melhor que eu – quem sabe a minha colcha não estará pronta até o final do ano?? =D




Passei a produzir hexies como uma louca, para aproveitar essa maré. Estes são entregues à minha irmã, que tem feito as flores, o que é uma ajuda tremenda para o projeto. Enquanto a fase durar, a colcha poderá crescer uns bons centímetros, concordam?


terça-feira, 24 de julho de 2012

Presentes de Aniversário #3



Olá!

A saga dos maravilhosos presentes de aniversário deste ano continua. Hoje, quero falar com vocês sobre a realização de sonhos de consumo. Não, não é uma ode ao consumismo. Longe disso!

Quem consome responsavelmente, sabe que é preciso ser inteligente e só comprar o que realmente vale a pena. A velha dualidade quantidade x qualidade deixa de ser relevante.

E eu tinha um sonho de consumo: uma bolsa baldinho da Helena Guerra, do Quilts São Eternos. Eu já paquerava essa delícia há um tempão e vivia dizendo à Helena que eu ainda teria uma. Mas não seria uma qualquer! Tinha que ser uma bem especial, aquela com as caveirinhas do Alexander Henry.




O designer - fã de caveiras, pinups e outros motivos pouco usuais para tecidos - acabou por tornar-se um dos meus preferidos. Assim, se iria ter uma bolsa de tecido, obviamente a minha escolha não seria por petit pois, concordam?? Aliás, meu gosto, vamos dizer, excêntrico, já virou meio que piada na minha família... lol

Exatamente um mês antes do meu aniversário, escrevi à Helena e encomendei a minha bolsa baldinho (e eu nem sabia que caveiras estavam na moda, viu?!). Fiquei em palpos de aranha, observando as fotos que a Helena foi postando, de seu processo produtivo.




No dia que o pacote chegou, fiquei tão emocionada que registrei as fotos mesmo à noite (por isso o tom meio amarelado das fotos... sorry...)! O carinho da Helena e o capricho dos produtos Quilts São Eternos transbordaram em cada detalhe: os pequenos adesivos e cartões, os carimbos no papel pardo, as costuras perfeitas, os tesouros secretos...





No dia seguinte eu já desfilava com o meu sonho de consumo realizado, feliz e orgulhosa! (Helena, obrigada mais uma vez pelo carinho dos meus presentes, eu amei!)

Ah, se você é mais clássica que eu, a Helena tem uma coleção de tecidos lindos, para todos os gostos, viu? Vale muito a pena, é fashion, tem uma super durabilidade, enfim, é tudo de bom.



quarta-feira, 11 de julho de 2012

PAP - Pano de Prato com Barra em Tecido



1. Corte o tecido da barra na largura desejada e, depois de alfinetar direito com direito, passe a costura na parte inferior do pano de prato.



2. Abra a costura e passe a ferro.



3. Marque a ferro, também, uma dobra de meio centímetro, para orientar a costura deste tecido na parte da frente do pano de prato.



4. Passe a ferro novamente, para marcar bem tanto a parte de baixo – onde já foi costurado – e a parte de cima, que ainda receberá a costura. Após passar o ferro, prenda com alfinetes, para que o tecido não se movimente na hora da costura.



5. A barra já costurada ficará assim.



6. O avesso do pano de prato ficará assim.



7. Vamos começar a costurar as laterais. Dobre meio centímetro...



8. E depois mais meio centímetro. A costura será feita sobre esta segunda dobrinha.



9. Como o início da dobra fica alto e difícil de costurar, uso um truque: Começo a costurar do “meio” e “dou ré” na máquina, por que fica mais fácil de costurar a parte mais grossa da dobradura. Após o retorno da costura, continuo a costurar o restante da lateral.





10. O resultado da costura fica assim na parte de trás...





11. E assim na parte da frente.





12. Continuo fazendo as dobras duplas e termino de costurar a lateral.






Você poderá incrementar suas barras com bordado inglês, tecidos diferentes, vieses, entremeios, sianinhas, ou o que mais sua imaginação mandar. Boas costuras!





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