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sábado, 1 de novembro de 2014

Linhas Escritas # Um Lugar na Janela: Relatos de Viagem



 

No último aniversário, minha amiga Bruna presenteou-me com este ligeiro volume de crônicas de viagem da escritora gaúcha Martha Medeiros. Eu adoro o jeito como a Martha escreve: leve, engraçado, inteligente, é impossível largar a leitura!

Já tinha outros livros dela, mas não conhecia este volume sobre suas experiências como viajante. Neste volume, Martha relata, de forma despretensiosa, suas aventuras – e perrengues – em lugares como Chile, Peru, Japão, Nova York, Hawai, entre outros destinos incríveis. 

Não é um guia de viagem, é uma coletânea sobre impressões, sentimentos, curiosidades e sobre tudo o que evoluímos quando viajamos. Mais que indicar destinos, Martha nos exorta a descobrir o prazer de viajar, de nos conhecermos melhor enquanto viajamos ou sobre a aventura que espera todos nós quando nos predispomos deixar o sofá e vagar por nossa própria cidade.

Texto de divulgação:

“Gosta de viajar? Não se importa com imprevistos? Almeja viver de verdade? Então você precisa embarcar nesta leitura leve e divertida da autora Martha Medeiros. No livro Um Lugar na Janela: Relatos de Viagem ela compartilha relatos sinceros, emocionantes e verdadeiros que aconteceram em todos os cantos que ela esteve. São memórias de viagens feitas a vários lugares do mundo, em diversas épocas de sua vida, aos vinte e poucos anos sem grana e, depois, mais estruturada, mas sempre com o mesmo espírito aventureiro. Você não vai encontrar um guia, mas sim recordações, que é o que se traz de melhor de uma viagem. O livro transmite o espírito de viajar. Com certeza, você vai se encantar e quem sabe até se identificar com alguma história. Comece a ler e bom passeio. "Aqui não há nada inventado, tudo aconteceu de verdade: as melhores lembranças, as grandes furadas ainda em tempos pré-internet, as paisagens de tirar o fôlego."

Como vocês sabem, amo viajar e adoro pesquisar sobre a cultura, os lugares, a culinária, todos os aspectos que envolvem o destino sonhado. Descobri que eu e Martha temos inúmeros pontos em comum quando o assunto é a forma como viajamos.

Como ela, estou mais interessada em gente do que em coisas. Não viajo para comprar, viajo para ter experiências. Não gosto de cumprir roteiros exaustivos pelos lugares turísticos, gosto de me perder e curtir experiências no meu tempo: quero ter motivos para voltar para aquele destino.

Cada cidade visitada me modifica e com algumas tive identificações imediatas, não passíveis de explicações racionais. Martha é uma autora que eu já admirava e com a qual, depois da leitura deste livro, passei a me identificar enquanto viajante.

Anote aí minha avaliação: IMPERDÍVEL! IMPOSSÍVEL LARGAR!




sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Linhas Escritas # Dez Mulheres



 

Mais uma excelente leitura possibilitada pelo Círculo do Livro do qual participo no trabalho, este livro me comoveu e arrebatou. Peguei-me lendo compulsivamente as histórias de dez mulheres que, como eu e você, disputamos espaços afetivos nesta contemporaneidade absurda e violenta.

Ricas ou pobres, jovens ou não, derrotadas ou ostentando um sucesso assustador, as mulheres possuem – como ponto comum – a terapeuta Natasha, que as reúne para que as suas histórias, quando contadas, possam ser resignificadas.

Vi-me um pouco em cada uma delas, vi minhas amigas, vi-nos em nossas incertezas, guerras íntimas, fragilidades... A ideia do livro é simples, mas o que pode nos ensinar mais que a simplicidade? O caleidoscópio das falas destas mulheres insiste em permanecer na minha mente como uma entidade feminina, na qual me reconheço e me aceito.

Bem poderia ser eu, narrando minhas dores, pequenos pecados, alegrias, frustrações. Por enquanto, recomendo que, se você puder, leia este livro e reflita.

Texto de divulgação:

Romance que mergulha nas relações afetivas do mundo atual com profundidade e leveza, Dez mulheres esteve por meses no topo da lista de mais vendidos no Chile, seu país de origem, e também na Itália, Argentina e Espanha. Nele, nove mulheres muito diferentes entre si, e que nunca se viram antes, compartilham as histórias de suas experiências de vida mais marcantes. Natasha, a terapeuta delas – e a décima personagem dessa história –, decide reuni-las com a convicção de que as feridas começam a sarar quando se rompem as cadeias do silêncio.

“O fantástico é que a solidão feminina se quebra com muita facilidade quando nos encontramos entre nós e nos reconhecemos. Por isso digo que as mulheres entre si nunca estão sós, os homens sim”, define a autora.

Através dos olhos de suas dez narradoras, que relatam momentos intensos que passaram, estão variadas perspectivas sobre a perda e o amor, a felicidade e a doença, o trabalho, casamentos, separações e a difícil vida com os filhos. As mulheres presentes no livro amam de uma maneira arriscada, entregando-se às paixões de uma forma única e arrebatadora.”

Anote aí minha avaliação: IMPERDÍVEL!!!!!


domingo, 31 de agosto de 2014

Linhas Escritas # Cinzas do Norte




Talvez a primeira referência ao Brasil, quando pensada por uma cabeça estrangeira, seja a Amazônia. Para os brasileiros talvez sejam outras.

Para mim, a Amazônia saiu dos livros de Geografia e se materializou quando minha irmã casou-se com um amazonense e mudou-se para Manaus, onde morou por alguns anos. Visitei esta incrível cidade pela primeira vez em 2002 e a visão, os cheiros e os sabores da floresta foram tão impactantes que voltei outras vezes e continuei a respirar a Amazônia por meio da literatura.

E foi então que conheci Milton Hatoum.

Já resenhamos neste espaço o primeiro livro que li deste autor, Dois Irmãos, a obra que eu adoraria ter escrito. Hoje, falaremos sobre o terceiro romance de Hatoum, igualmente intenso, igualmente brilhante, também vencedor do Prêmio Jabuti (2005).

Texto de Divulgação:

“Cinzas do Norte, terceiro romance de Milton Hatoum, é o relato de uma longa revolta e do esforço de compreendê-la. Na Manaus dos anos 1950 e 1960, dois meninos travam uma amizade que atravessará toda a vida. De um lado, Olavo, de apelido Lavo, o narrador, menino órfão, criado por dois tios mal-e-mal remediados, que cresce à sombra da família Mattoso; de outro, Raimundo Mattoso, ou Mundo, filho de Alícia, mãe jovem e mercurial, e do aristocrático Trajano.
No centro das ambições de Trajano está a Vila Amazônia, palacete junto a Parintins, sede de uma plantação de juta e pesadelo máximo de Mundo. A fim de realizar suas inclinações artísticas, ou quem sabe para investigar suas angústias mais profundas, o jovem engalfinha-se numa luta contra o pai, a província, a moral dominante e, para culminar, os militares que tomam o poder em 1964 e dão início à vertiginosa destruição de Manaus. Nessa luta que se transforma em fuga rebelde, o rapaz amplia o universo romanesco, que alcança a Berlim e a Londres irrequietas da década de 1970, de onde manda sinais de vida para o amigo Lavo, agora advogado, mas ainda preso à cidade natal.
Outros fios completam o tecido ficcional de
Cinzas do Norte: uma carta que o tio Ranulfo envia a Mundo, uma outra que este deixa como legado para o amigo de infância. São versões e revelações que se cruzam ou desencontram, sem jamais chegar a esgotar o enigma de uma vida singular ou a diminuir a dor da derrota final, às mãos da doença, da solidão e da violência. Neste livro, Hatoum escreve uma "história moral" de sua geração.”

Caso você possa, recomendo que visite a floresta, deixe seus pés tocarem o seu solo pelo menos uma vez durante a vida. É impactante e transformador. Caso não possa viajar, a obra toda de Milton Hatoum é admirável e valerá muito a pena conhecer a Amazônia através de seus romances.

Anote aí minha recomendação: IMPERDÍVEL!



segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Linhas Escritas # O Circo da Noite




Dia desses um grupo de amigos do trabalho resolveu criar um Círculo do Livro. Nos reunimos mensalmente para discutir sobre literatura, os livros que temos lido e, mais importante, estamos montando - por meio de doações e aquisições - uma biblioteca que, oportunamente, será doada a algum projeto social.

Já li dois livros do acervo do Círculo e hoje gostaria de apresentar o que mais gostei até agora: O Circo da Noite, da jovem autora americana Erin Morgenstern.

Todo mundo já sabe que tenho uma quedinha pelo realismo fantástico, pelo toque do sobrenatural que torna nossa existência (e dos personagens!) mais mágica e fascinante. Este livro tem mistério e magia, com uma pitada de romance, os ingredientes certos para que eu não tenha conseguido soltar o volume até termina-lo.

E para tornar tudo ainda melhor, o desafio vivido pelos protagonistas se passa num circo! O livro me arrebatou, adorei cada detalhe: do projeto gráfico à pequena confusão gerada pelas idas e vindas da narrativa no tempo.

Texto de divulgação:
O circo chega sem aviso. Nenhum anúncio o precede, nenhum cartaz em postes ou outdoor, nenhuma menção ou propaganda nos jornais locais. Simplesmente está lá, quando ontem não estava. Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar.
Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual apenas um deles sobreviverá. À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo, mágico e apaixonado, que faz as luzes cintilarem e o ambiente esquentar cada vez que suas mãos se tocam.
Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.”

O livro é diversão pura! Anote aí minha avaliação: I-M-P-E-R-D-Í-V-E-L-!


domingo, 29 de junho de 2014

Linhas Escritas # Raízes do Brasil



Junho trouxe os holofotes do Mundo para o Brasil e eu pensava nisso na hora de selecionar o livro do mês. Para além do campeonato de futebol – considerem que eu moro numa das cidades-sede, um verdadeiro canteiro de obras a céu aberto – a formação do que se denomina “ser brasileiro” está na pauta de discussões, sobretudo quando os “homens cordiais” saem às ruas para protestar, confundir, contundir, gritar nossas mazelas em megafones, paus e pedras.

Li este livro há muitos anos, quando eu ainda nem entendia direito os limites elásticos do mundo. Eu só queria entender de onde vinha esse nosso “jeitinho brasileiro”, visto por uns como pejorativo e por outros como um ideal a ser seguido.

Sérgio Buarque de Holanda respondeu muitas das minhas perguntas e plantou inúmeras outras. O livro, lançado nos anos 30, é tão atual que nem se notam os quase 80 anos de sua existência. Mudamos pouco? Somos tão jovens?

Texto de divulgação:
“Publicado em 1936, Raízes do Brasil aborda aspectos centrais da história da cultura brasileira. O texto consiste de uma macrointerpretação do processo de formação da sociedade brasileira. A tese central é a de que o legado personalista da experiência colonial constituía um obstáculo, a ser vencido, para o estabelecimento da democracia política no Brasil. Destaca, nesse sentido, a importância do legado cultural da colonização portuguesa do Brasil e a dinâmica dos arranjos e adaptações que marcaram as transferências culturais de Portugal para a sua colônia americana.” Fonte:wikipedia

Se você quer entender melhor as bases sociológicas da formação da nossa cultura e seus tentáculos, anote aí minha avaliação: um clássico, atemporal e imperdível!


sábado, 31 de maio de 2014

Linhas Escritas # No Ar Rarefeito




Vocês devem ter visto na mídia, recentemente, a maior tragédia já registrada no Monte Everest, uma super avalanche que vitimou 16 pessoas, em sua maioria sherpas. Em uma das expedições estava um cearense, conterrâneo meu, Rosier Alexandre, participante do Projeto Sete Cumes.

Este seleto grupo de montanhistas, após o Everest, terá escalado as 7 maiores montanhas do Planeta, o que considero um feito incrível!

Não só pela presença do Rosier, mas, também, por um interesse meu, anterior, o Everest já era alvo da minha atenção e este pequeno volume do jornalista americano Jon Krakauer é leitura indispensável sobre o montanhismo, sobre o Everest e sobre o que move alguém a superar todos os seus limites físicos e emocionais além das mais difíceis condições por um sonho.

Texto de divulgação:
“Contratado por uma revista para escrever sobre a crescente comercialização da escalada do monte Everest, Jon Krakauer participou de uma expedição guiada ao topo do mundo. Em 10 de março de 1996, atingiu com muito custo os 8848 metros de altitude. Enquanto descia ao acampamento, nove alpinistas morreram, e até o final daquele mês outros três não resistiriam à empreitada. Muito abalado pela tragédia e obcecado em rever o evento em detalhes, Krakauer escreveu este depoimento tocante sobre o sentido da vida e o poder dos sonhos.”

A tragédia recente abalou a equipe do Rosier, que perdeu vários membros, e a expedição foi abortada. O sonho de conquistar o sétimo e mais importante cume, entretanto, não morreu. Em 2015 uma nova expedição está agendada.

Até lá, a leitura deste livro é uma super pedida. Anote aí minha avaliação: é de tirar o fôlego!


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