domingo, 31 de agosto de 2014

Linhas Escritas # Cinzas do Norte




Talvez a primeira referência ao Brasil, quando pensada por uma cabeça estrangeira, seja a Amazônia. Para os brasileiros talvez sejam outras.

Para mim, a Amazônia saiu dos livros de Geografia e se materializou quando minha irmã casou-se com um amazonense e mudou-se para Manaus, onde morou por alguns anos. Visitei esta incrível cidade pela primeira vez em 2002 e a visão, os cheiros e os sabores da floresta foram tão impactantes que voltei outras vezes e continuei a respirar a Amazônia por meio da literatura.

E foi então que conheci Milton Hatoum.

Já resenhamos neste espaço o primeiro livro que li deste autor, Dois Irmãos, a obra que eu adoraria ter escrito. Hoje, falaremos sobre o terceiro romance de Hatoum, igualmente intenso, igualmente brilhante, também vencedor do Prêmio Jabuti (2005).

Texto de Divulgação:

“Cinzas do Norte, terceiro romance de Milton Hatoum, é o relato de uma longa revolta e do esforço de compreendê-la. Na Manaus dos anos 1950 e 1960, dois meninos travam uma amizade que atravessará toda a vida. De um lado, Olavo, de apelido Lavo, o narrador, menino órfão, criado por dois tios mal-e-mal remediados, que cresce à sombra da família Mattoso; de outro, Raimundo Mattoso, ou Mundo, filho de Alícia, mãe jovem e mercurial, e do aristocrático Trajano.
No centro das ambições de Trajano está a Vila Amazônia, palacete junto a Parintins, sede de uma plantação de juta e pesadelo máximo de Mundo. A fim de realizar suas inclinações artísticas, ou quem sabe para investigar suas angústias mais profundas, o jovem engalfinha-se numa luta contra o pai, a província, a moral dominante e, para culminar, os militares que tomam o poder em 1964 e dão início à vertiginosa destruição de Manaus. Nessa luta que se transforma em fuga rebelde, o rapaz amplia o universo romanesco, que alcança a Berlim e a Londres irrequietas da década de 1970, de onde manda sinais de vida para o amigo Lavo, agora advogado, mas ainda preso à cidade natal.
Outros fios completam o tecido ficcional de
Cinzas do Norte: uma carta que o tio Ranulfo envia a Mundo, uma outra que este deixa como legado para o amigo de infância. São versões e revelações que se cruzam ou desencontram, sem jamais chegar a esgotar o enigma de uma vida singular ou a diminuir a dor da derrota final, às mãos da doença, da solidão e da violência. Neste livro, Hatoum escreve uma "história moral" de sua geração.”

Caso você possa, recomendo que visite a floresta, deixe seus pés tocarem o seu solo pelo menos uma vez durante a vida. É impactante e transformador. Caso não possa viajar, a obra toda de Milton Hatoum é admirável e valerá muito a pena conhecer a Amazônia através de seus romances.

Anote aí minha recomendação: IMPERDÍVEL!



domingo, 24 de agosto de 2014

Aproveitamento de Retalhos & Panos de Prato





Outra inspiração do Pinterest está pronta. Lembram do meu estoque de minúsculos retalhos? Não podem mais se transformar em hexágonos, mas viram barrinhas simpáticas a serem aplicadas em panos de sacaria brancos.

Basta costurar os retalhos harmonizando as cores, alinhá-las com a ajuda do cortador ou da tesoura e aplicar à máquina na sacaria.

Para ajudar no acabamento, optei por finalizar a aplicação com um viés em cada lado. Mas fica bem sem o viés também, caso não o tenham.

Quanto mais estampas, melhor. Não é uma boa sugestão de aproveitamento? Adorei e farei outros mais. Panos de prato costumam ser uma ótima opção de presente, barato e útil, que agrada a todo mundo.


domingo, 17 de agosto de 2014

WIP – Hexagon Quilt



Bom, este não foi o ano do Hexa, mas hexágonos não saem de moda aqui em casa. O desafio é grande, mas está cada vez mais próximo do final.

Durante os meses de maio, junho e julho, a produção de hexágonos esteve a todo vapor, e a colcha cresceu uns bons centímetros. Hoje está com 1,85cm x 2,15cm.


Para dar uma ideia a vocês, fiz a foto com a colcha aberta no chão da sala. Vejam como se dá o crescimento que, para ser por igual, pressupõe esse cuidado de ir costurando os hexies em todas as laterais. Se coloco muito somente de um lado, perco a referência do centro vermelho e branco...

Honestamente, não tenho ideia de como finaliza-la... Pensei em procurar alguém para quiltá-la à máquina, deixando tudo mais resistente e com um bom acabamento para o avesso... Depois pensei em deixá-la como está atualmente, o que facilitaria a substituição de algum hexágono, ou o reforço de alguma costura...


O que acham??


domingo, 10 de agosto de 2014

Panos de Prato Folhas



Já contei para vocês que adoro me perder no Pinterest, não? Minha galeria reúne tudo de lindo que quero tentar nesta vida e tem crescido em progressão geométrica!

Por sorte, tem crescido também a quantidade de inspirações na pasta que intitulei de “Done!”, para onde vou mandando os pins que torno realidade aqui no Blog.

Mas o que dizer de três paixões reunidas num único projeto?! Felicidade elevada à enésima potência, para continuarmos com as metáforas matemáticas! Rsrsrsrsrs Vejam: panos de prato, tecidos e aproveitamento!

Ocorre que eu tenho um saquinho com minúsculos retalhos que sobram dos tecidos usados para os hexágonos e, vasculhando o Pinterest, encontrei a imagem de um pano de prato que possibilitaria usa-los de uma maneira bem divertida.


Fiz o molde de uma pequena gota em papelão e, após recortar os retalhos, apliquei estas “folhinhas” no tecido do pano de prato, harmonizando as cores.

No Pinterest, a costura das folhas e os galhos são feitas à máquina, o que não foi possível com a minha pouca habilidade no manuseio da Singer doméstica... Passei então para a técnica na qual sou modestamente boa e bordei tudo à mão. Deu certo!



Para arrematar o bordado, um viés na borda, só para dar um charme.  O que acham? Não fica simples e bonito?


segunda-feira, 4 de agosto de 2014

Linhas Escritas # O Circo da Noite




Dia desses um grupo de amigos do trabalho resolveu criar um Círculo do Livro. Nos reunimos mensalmente para discutir sobre literatura, os livros que temos lido e, mais importante, estamos montando - por meio de doações e aquisições - uma biblioteca que, oportunamente, será doada a algum projeto social.

Já li dois livros do acervo do Círculo e hoje gostaria de apresentar o que mais gostei até agora: O Circo da Noite, da jovem autora americana Erin Morgenstern.

Todo mundo já sabe que tenho uma quedinha pelo realismo fantástico, pelo toque do sobrenatural que torna nossa existência (e dos personagens!) mais mágica e fascinante. Este livro tem mistério e magia, com uma pitada de romance, os ingredientes certos para que eu não tenha conseguido soltar o volume até termina-lo.

E para tornar tudo ainda melhor, o desafio vivido pelos protagonistas se passa num circo! O livro me arrebatou, adorei cada detalhe: do projeto gráfico à pequena confusão gerada pelas idas e vindas da narrativa no tempo.

Texto de divulgação:
O circo chega sem aviso. Nenhum anúncio o precede, nenhum cartaz em postes ou outdoor, nenhuma menção ou propaganda nos jornais locais. Simplesmente está lá, quando ontem não estava. Sob suas tendas listradas de preto e branco uma experiência única está prestes a ser revelada: um banquete para os sentidos, um lugar no qual é possível se perder em um Labirinto de Nuvens, vagar por um exuberante Jardim de Gelo, assistir maravilhado a uma contorcionista tatuada se dobrar até caber em uma pequena caixa de vidro ou deixar-se envolver pelos deliciosos aromas de caramelo e canela que pairam no ar.
Por trás de todos os truques e encantos, porém, uma feroz competição está em andamento: um duelo entre dois jovens mágicos, Celia e Marco, treinados desde a infância para participar de um duelo ao qual apenas um deles sobreviverá. À medida que o circo viaja pelo mundo, as façanhas de magia ganham novos e fantásticos contornos. Celia e Marco, porém, encaram tudo como uma maravilhosa parceria. Inocentes, mergulham de cabeça num amor profundo, mágico e apaixonado, que faz as luzes cintilarem e o ambiente esquentar cada vez que suas mãos se tocam.
Mas o jogo tem que continuar, e o destino de todos os envolvidos, do extraordinário elenco circense à plateia, está, assim como os acrobatas acima deles, na corda bamba.”

O livro é diversão pura! Anote aí minha avaliação: I-M-P-E-R-D-Í-V-E-L-!


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