terça-feira, 25 de setembro de 2012

Ideias sobre como montar sua Memorabilia




Uma parede para expor suas memórias é moda agora e pode ser vista em qualquer matéria sobre “como dotar sua casa de alma”, de qualquer publicação sobre decoração e afins.

Primeiro, toda casa tem alma, se não tem é quarto de hotel. Não precisa ter uma Memorabilia para isso, na minha opinião.

A memória reside no cantinho do móvel lascado por uma pancada, na aranha que insiste em decorar do seu próprio jeito o teto, nos copos que vão perdendo seus iguais e passam a morar sozinhos, no chinelo perdido sob o sofá, nos cheiros, nas cores, nos sons.

Ganhar foto assinada não tem preço...

Porém, como sou canceriana e vivo mais no passado que no presente – o que faz da resolução desse conflito o meu caminho espiritual – decidi fazer minha Memorabilia e posso, com a experiência adquirida, dar alguns conselhos a quem deseja começar uma:

  1. Selecione bem o que deseja expor. Eu decidi que seriam presentes, fotos ou pequenos objetos que falassem sobre nossa família, que tenham significado afetivo para nós.
  2. Optei por molduras de diferentes formatos e cores, com passpatour e sem, para dar movimento ao conjunto. Como a minha parede fica num corredor de passagem, as diferentes cores, formatos e tamanhos, tornam a parede sem graça mais atraente ao olhar.
  3. De vez em quando, ao inserir um item novo, mudo um pouco os outros de lugar. Só por diversão. Já aconteceu de um item sair para que outro entrasse, sem culpas.
  4. Não há uma regra sobre ordem ou alinhamento. Deixei apenas as fotos mais importantes no nível do olhar e fui dispondo os demais objetos em torno destes.

Foto do último dia em Gramado.

Túnel do tempo: de colonos a donos da Lamborguini amarela: foto do primeiro dia.

A mais recente intervenção na Memorabilia foi a adição de duas fotos da nossa viagem de férias, tiradas, coincidentemente, no primeiro e no último dia. São as lembranças mais marcantes de tudo o que vivemos e, cada vez que as olhamos, sentimos uma saudade incrível daqueles momentos. Impossível não rir e se emocionar.

É essa a lógica. É essa a alma que queremos ter em casa.


sábado, 15 de setembro de 2012

Um corte de cabelos e um reencontro com o passado


Quando éramos pequenos, minha mãe cortava os nossos cabelos. Mulher prática, defendia que era melhor “cortar bem curto” para “demorar a crescer”... lol Resultado?? Eu e minha irmã sonhávamos em ter cabelos longos como os das nossas amigas...

Eu tive minha cota de mullets dos anos 80, e sonhava com os cabelos longos das princesas, cheio de tiaras e fivelinhas, longos rabos de cavalo... Um dia me revoltei e não deixei mais minha mãe cortar meu cabelo. Foi uma pequena revolução que marcou o início de um novo estilo que durou muitos anos: cabelos cacheados longos, volumosos, indomáveis.

Antes de ser cortado, cabelo e paisagem se confundindo.

Meus dois filhos têm cabelos cacheados. O Gui tem a fibra um pouco mais áspera, o cabelo é mais cheio e ele acha legal fazer o estilo “black power”. Adora a cabeleira e eu acho lindo que ele se orgulhe de seu cabelo mesmo em tempos de “Justin Bieber”. Porém, tudo tem limites e o cabelão enorme dá o maior trabalho para desembaraçar.

Fazia tempo que eu vinha pensando em cortar o cabelo dos meninos. Parecia tão simples quando o cabeleireiro fazia... Observei várias vezes a metodologia, comprei uma tesoura e decidi arriscar.

Domingo desses eu cortei o cabelo do Gui. Curiosamente, ele não teve receio, apenas pediu para eu não “cortar demais”. Levei quase uma hora, pela pouca habilidade e tensão. Como era mesmo que o cabeleireiro segurava o pente e a tesoura na mesma mão???? Difícil!!!!

Os cachinhos iam caindo no chão e o meu “ajudante”, o Rafa, os varria por toda a casa... lol No banho que seguiu o corte, ainda dei mais umas acertadas, para corrigir pequenos esquecimentos.

Não, eu não deixei buracos, o corte ficou bem uniforme. Sim, eu adorei o resultado e todos ficaram surpresos com a minha primeira empreitada. Porém, no dia seguinte, diante do espelho antes de ir para a escola, eu só via o Gui puxando os cachinhos: “Cresce! Cresce!” LOL

Será que cortei demais??? Ô filho estiloso...


terça-feira, 11 de setembro de 2012

Dois presentes inesperados e especiais

A foto, feita na minha mesa de trabalho, não ficou tão bonita quanto o cartão...



Eu conheço poucas coisas melhores que ganhar um presente quando não se está esperando... O que vocês acham de ganhar dois???

Um envelopinho pequenino, vindo de longe, deixou-me sorrindo de orelha a orelha numa tarde de quarta-feira: cabelinhos negros e olhos expressivos de uma menininha Gorjuss, um agradecimento carinhoso – artigo raro nos dias atuais, a gratidão! – e pequenos pingentes para meus futuros trabalhos manuais, tudo brilhando com o pó de pirlimpimpim mágico da querida Nia!


Fofurices by Nia


Fiquei tão emocionada que lágrimas vieram-me aos olhos... Obrigada, linda!




Amanhece a quinta, um telefonema da Gislene anunciava mais uma surpresa: “Ei, tenho um presente para você!”

Um quadrinho delicadamente bordado à mão por ela e cuidadosamente emoldurado em vermelho, para homenagear meus papeis de mãe e mulher. Lindo, não?


Eu amo!


O bordado ganhou lugar especial, evidentemente. Cada vez que o vejo, lembro que nossa jornada por este mundo craft fortalece uma amizade que cresce como um bordado feito a quatro mãos. Obrigada, amiga!


sábado, 1 de setembro de 2012

Uma greve (nasce uma colcha de hexágonos)


Linha de Bordado: “Meus concidadãos! Venho nesta plenária sugerir a todos os materiais aqui presentes a abertura de um movimento de greve! Estamos sofrendo uma grave ameaça! Quantos aqui têm contribuído para qualquer trabalho manual nos últimos meses???”

Todos (em uníssono): “Ninguém!”

Agulha de Crochê: “Caros materiais aqui presentes! Nós, membros do grupo do crochê, temos padecido da mesma situação constrangedora! Nenhuma laçadinha foi-nos possibilitada! Estamos à míngua! Temos um novo livro com mais de 300 modelos de quadrados belíssimos, mas parado na estante! Isso é um absurdo rematado!”

Máquina de Costura: “Nós, do grupo do patchwork, queremos aqui registrar nosso repúdio à ausência total de utilização de instrumentos mais modernos de trabalho! Como é que pode? O cortador circular está até enferrujando, coitado!!!!”

Todos (com pesar): “OH!” (Enrubesce o citado cortador.)

Linha de Bordado: “Vamos nos unir contra a opressão desta colcha de hexágonos feita à mão! Isso está matando nossa reserva de horas craft, ninguém tem chance contra esse vício! A concorrência é sempre salutar! Estão comigo??”

Todos (em uníssono): “Greve já! Greve já!”




Enquanto isso, duas agulhas tortinhas pelo uso, um carretel de linhas magro, quase exaurido, além de uma tesourinha quase cega pelo trabalho noturno, continuam sua labuta incessante, quase obsessiva, alheios aos brados que vinham de algum lugar distante.

A tesoura grande e a almofada de alfinetes haviam há pouco terminado seu turno de trabalho e novos hexágonos haviam sido cortados. Havia muito trabalho pela frente.


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